<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943</id><updated>2012-02-16T08:47:50.619-08:00</updated><category term='Libertadores'/><category term='preconceito'/><category term='História'/><category term='torcida organizada'/><category term='Entrevistas'/><category term='Fora Dualib'/><category term='Respeito pelo diferente'/><category term='Fotos'/><category term='Estádio'/><category term='MSI'/><category term='Eu e o futebol'/><category term='Direito Desportivo'/><category term='Paz no futebol'/><category term='Jogos'/><title type='text'>Invendável e imprestável</title><subtitle type='html'>sem impedimento, penalidade ou cartão vermelho</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-3607614484167661413</id><published>2010-01-14T08:13:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T08:15:56.879-08:00</updated><title type='text'>HAITI - 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/S09DAhpVbsI/AAAAAAAACGo/DxfAbU-tJoM/s1600-h/haiti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/S09DAhpVbsI/AAAAAAAACGo/DxfAbU-tJoM/s400/haiti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426629752315539138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/S09C79d4TFI/AAAAAAAACGg/ZJKxDj7_mto/s1600-h/haiti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/S09C79d4TFI/AAAAAAAACGg/ZJKxDj7_mto/s320/haiti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426629673884339282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-3607614484167661413?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/3607614484167661413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=3607614484167661413&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/3607614484167661413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/3607614484167661413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2010/01/haiti-2010.html' title='HAITI - 2010'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/S09DAhpVbsI/AAAAAAAACGo/DxfAbU-tJoM/s72-c/haiti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-4494850009411555370</id><published>2009-06-23T08:06:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T08:13:15.291-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton - O que foi publicado - Nota oficial Movimento da Rua São Jorge</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Nota oficial do Movimento da Rua São Jorge, formado por associados aos Gaviões da Fiel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VOZ DA RUA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Os fatos deviam sempre falar por si. Um bom jornalismo apresenta os fatos e deixa que os leitores, que têm inteligência suficiente para isso, cheguem às suas conclusões. Mas quando a grande mídia apresenta os fatos, já vai logo dando sua versão, não deixando espaço para um julgamento isento de opinião particular, de classe ou de preconceito. A grande mídia são os grandes jornais, as grandes emissoras de radio e TV, e seus apresentadores, que se crêem os donos da verdade e os paladinos da moral.  Não todos, é claro. Mas uma grande maioria. São formadores de opinião que esquecem que de perto ninguém é normal. E que todos os seres humanos têm as suas perversões. Vai saber a vida de cada um. Sempre, um dia, alguma bomba estoura. E muitas máscaras caem. Mas enfim. Não é destes medíocres que vamos falar. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que queremos neste momento é elucidar os últimos fatos relacionados aos Gaviões da Rua São Jorge, e que foram levados á publico envoltos em versões que não correspondem à realidade. Versões que, para além do preconceito, escondem intenções muito mais amplas e maldosas, nesse jogo de bandido e mocinho que jogam os donos do poder deste país, e que faz de nós, torcidas organizadas, risíveis joguetes, numa engrenagem, que mesmo os mais atentos dentre nós, não percebemos com clareza. Também deste jogo de mocinho e bandido, e da criminalização da pobreza, que tem levado ao extermínio os jovens de nossas periferias, não trataremos aqui. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembramos, apenas, que nossos jovens vêm, em sua estonteante maioria, dessas periferias desprovidas, desafortunadas, cheias de medo de não amanhecer, esquecidas das políticas publicas, principalmente para essa juventude. Também das necessidades dessas políticas públicas para a juventude, que sejam capazes de fazê-los acreditar em um futuro mais justo e digno para eles neste país, também não trataremos aqui. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa voz se levanta aqui para nos defender das mentiras que foram ditas por uns e veiculadas por outros a respeito dos fatos que ocorreram na quarta-feira, dia 04 de Junho de 2009. Versões alardeadas pelo Sr. Paulo Castilho e pela Sra. Ana Maria Braga. Aquele por maquiavélica inteligência. Esta por pura burrice e desinformação. Aliás, se o Louro José trocasse de lugar com ela, ninguém notaria. Não. Notariam sim. Ele tem mais inteligência do que ela. Ela é que é a papagaia. E aqui paramos pra pensar: Como podemos qualificar o ato cruel de invadir diariamente a residência de milhões de brasileiras pobres, que mal conseguem comprar o arroz, o feijão e a mistura, para torturá-las com receitas, comidas e guloseimas que elas nunca terão acesso? Como qualificar o ato de incitar desejos de consumo a uma população de miseráveis que nunca, nunca vão poder satisfazer-los? Quem é mais quem? Como ser mais você, se tudo na vida de quem é pobre é menos? O que Ana Maria diz diariamente em seu programa é: Olha, todos podem ter acesso a isso: Menos você. Como qualificamos isso? Tortura? Sacanagem? Ignorância? No entanto, D. Ana Maria Braga, se acha no direito de nos chamar de um bando de marginal e vagabundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a inteligência da perversidade do Sr. Paulo Castilho atende, não sabemos se consciente ou inconscientemente, às necessidades de elitização do futebol, que pede o afastamento dos favelados, dos periféricos, dos negros, dos mestiços, dos pobres, da imensa maioria do povo brasileiro. Porque, não nos enganemos, esse discurso de “famílias afastadas dos estádios”, não se mantém se verificamos a realidade. Ou aquele senhor que eu conheço e que mora na minha quebrada, que foi ao estádio com sua esposa e filha, não é família? A questão é saber de que família estes senhores da moral, estão falando. Não é da pobre e favelada. Mas desses processos de elitização do futebol não trataremos aqui. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se necessário um debate interno dentro do Movimento da Rua São Jorge. Abrir a cabeça dos nossos jovens para o jogo perverso que nos envolve, e se não estivermos atentos, seremos arrastados pelo rolo compressor da mentira e da perversidade daqueles para quem a nossa criminalização só trará benefícios pessoais. Jovens promotores, querendo construir carreiras, se auto considerando, os benfeitores da sociedade. Jovens promotores que desconhecem a vida, o mundo real e a sociedade brasileira. Jovens promotores formados entre quatro paredes, presos a livros e a leis frias, que aplicam como dessem comprimidos para a dor de cabeça. Defensores da lei e da ordem que só beneficiam sua classe social. Pois não é com a sociedade pobre e marginalizada que eles estão preocupados. Mas desses jovens promotores também não trataremos aqui. Agora não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento é de esclarecer a sociedade civil o que verdadeiramente aconteceu na Marginal Tietê. Porque não foi emboscada nenhuma. E olhamos perplexos um mundo de exageros e mentiras desabar sobre nossas cabeças. Condenados sem julgamento. Criticados por todos, sem conseguir expressar nossos sentimentos. Nossa dor pela perda de um irmão. Nossa revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso objetivo aqui será o de  encaminhar a razão e procurar a verdade nos fatos. Recusar todos os preconceitos, não aceitando como verdadeira nenhuma versão que não seja comprovada. Vamos aqui enunciar versão a versão e mostrar o quanto são refutáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emboscada? Se por emboscada entendemos, e assim nos diz o Aurélio, que é o ato de esperar às escondidas pelo inimigo para atacá-lo de surpresa, Como  pode ter sido emboscada se aquele sempre foi o caminho dos gaviões da Rua São  Jorge? Todos sabem disso. Policia e torcidas adversárias. Não é um caminho que se vai quando se quer se esconder e atacar de surpresa. Ou o jovem promotor não entende nada de ciência militar, ou optou por mentir descaradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como emboscada se era 1 ônibus contra 13 num terreno pouco favorável a um ato destes? Um ônibus visível até pelos mais míopes. E esse único ônibus trazendo mulheres, crianças e um deficiente, ocupando espaço que poderia ser destinados a outros briguentos. Seria inteligente tirar homens e colocar mulheres e crianças para ir para uma briga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos escolta? Tínhamos. A nossa. Não porque fôssemos os poderosos e não precisássemos da colaboração da polícia, mas porque ela nos foi negada. Sem escolta batemos no peito pra dizer: é com nóis mesmo. Nossa defesa eram nossos punhos. Não tínhamos nenhuma arma. Muito menos a arma de alto calibre que foi veiculada na mídia. Mentira, mentira, mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que quando chegamos na altura da rodoviária do tietê, três motos da Rocam, aparecem do nada, e nos joga para a direita. Se ela queria aparecer, porque não o fez desde a saída da Rua São Jorge? Após o viaduto das Bandeiras pararam nosso ônibus e carros. E olha a coincidência: “40 segundos” depois passavam os 13 ônibus vascaínos na pista central. E olha a coincidência: eles também foram parados. A rivalidade antiga aflorou, falou mais alto e eles marcharam para cima de nós. E aí já estávamos no meio de uma briga lutando pra se defender. Recuamos no sentido da ponte Tiradentes. Para trás ficaram nossos carros e o ônibus. Até esse momento ninguém tinha sido foi preso. Dos vascaínos ninguém chegou a ser preso. Seus ônibus seguiram tranquilamente para o estádio como se nada tivesse acontecido. E, então, voltarmos para os nossos carros e ônibus, acreditando que seria o mais seguro devido à presença da polícia no local. Eles mesmos disseram que nós tínhamos sido vítimas. Mas coma chegada da delegada Margareth e do jovem promotor, tudo mudou de figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tínhamos sido vítimas de vandalismo, roubo e morte, se tivemos nosso ônibus depredado, nossos carros destruídos e uma moto incendiada, passamos a ser os vagabundos, os criminosos, os bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos bandidos porque insistimos em participar e dar nossa contribuição em todas as reuniões do Batalhão?  Mesmo quando a delegada Margareth manda nossos representantes se retirarem da reunião, justificando que somos os Gaviões da Rua São Jorge, que não somos reconhecidos como tal, que não possuímos CNPJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fomos retirados de uma reunião no Fórum com o Promotor, o Secretário do Ministro e todas as outras torcidas organizadas. Não nos identificaram como Rua. Quem vive na rua vive ao relento. Sem voz, nem vez. É assim a nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos bandidos por que insistimos em pedir escolta? De início fomos atendidos. Mas logo começou o boicote.  Inclusive de outras torcidas. Inclusive de parte da nossa torcida. Na rua é assim: cada um por si e Deus por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão todos esses fatos e essa versão de emboscada desconectados um dos outros? São fatos isolados? Não se vê nessa forma de agir contra os Gaviões da Rua São Jorge uma certa lógica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que nos envolvemos em brigas. Sabemos que isso não leva a nada. Como sabemos, por experiência, que à medida que a idade vai chegando, esses pensamentos vão mudando. E nós mesmos, olhando em retrocesso o nosso passado de brigas, dizemos aos mais jovens, que isso é besteira, que não dá futuro a ninguém. Mas futuro, nenhum periférico tem nesse país. Então que diferença faz? O jovem se pergunta. E aí já não sabemos mais responder. Não somos sociólogos nem psicólogos sociais. Simplesmente nascemos dentro de uma realidade brasileira, de um contexto, de uma formação social que nos é adversa. Somos formamos nela. E respondemos tentando sobreviver a isso. Mantendo nossa sobrevivência psíquica em tempos de crise civilizatória. Sabemos, sim, que apesar das confusões que causamos, não somos bandidos, como querem fazer a sociedade crer. Não somos terroristas, que é o medo da moda desde o 11 de Setembro. Não somos delinqüentes nazistas que matam negros, nordestinos e índios. Somos periféricos que brigam com periféricos. E que nesse brigar, infelizmente, para nosso pesar e tristeza, morre, ás vezes, um jovem. Aí somos pobres matando pobres. É justamente aqui que riem de nós. E pensam: Isso! Matem-se. Mostrem à todos, quem vocês são de verdade. Vagabundos. Marginais. Bandidos. Se vocês são ou não são, isso não nos interessa. O que não queremos é que um bando de loucos estejam organizados. E que um dia, deixem de brigar e invadam câmaras e senados brigando por educação, igualdades e direitos. Pois é para isso que queremos caminhar. Que a cobrança por títulos para o Todo Poderoso Corinthians venha acompanha de outras cobranças, lutas e conquistas sociais e humanas. Que os Gaviões da Rua São Jorge possa contribuir verdadeiramente para a higienização do futebol, ocupando as salas e pondo os cartolas contra a parede. Em nome da nação Corinthiana, em nome da nação brasileira. Os Gaviões que se juntaram na Rua São Jorge, querem e vão brigar para construir um novo modelo de torcida. A cada dia com seu nível de consciência mais elevado, a cada dia mais organizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui tem um bando de loucos, sim. Loucos por ti Corinthians. Loucos por ti minha quebrada. Loucos da rua. Porque a rua ensina e mostra ao homem a sua verdadeira dimensão. Porque a rua é do tamanho do mundo. A rua é o mundo. E o homem é do tamanho de uma pedra miúda. E, aqui, deixamos para todos nosso recado final: CNPJ? CNPJ é a rua mané. Nela, é nóis que tá. Movimento Gaviões da Rua São Jorge.&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-4494850009411555370?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/4494850009411555370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=4494850009411555370&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/4494850009411555370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/4494850009411555370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton-o-que-foi-publicado-nota.html' title='Caso Clayton - O que foi publicado - Nota oficial Movimento da Rua São Jorge'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-680884553096630807</id><published>2009-06-23T08:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T08:05:07.050-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton - O que foi publicado - Por Mauro Carrara</title><content type='html'>&lt;h4 class="entry-title"&gt;&lt;a href="http://revistatpm.uol.com.br/blogs/eneaotil/2009/06/10/a-usp-o-corinthians-a-petrobras-e-o-casamento-caipira.html"&gt;A USP, o Corinthians, a Petrobras e o casamento caipira&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;           &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Anavantur, anarriê, balancê, otrefoá.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="img-interna" class="entry-content"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="ft4"&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Mauro Carrara*&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Neste junho, aguardava eu o bálsamo nostálgico dos folguedos juninos. Pensava em quentão, pipoca e casamento caipira. Não existe ritual mais revelador da identidade brasileira que a boda dos desdentados, mistura do cordel mouro, da bufonaria saltimbanca européia e do baile francês de salão; tudo isso curtido no azeite cultural afro-brasileiro e indígena.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De alguma forma, o casamento caipira é nossa mais doce mentira, aquela necessária à aplacação dos tormentos da alma. Entre a noiva dengosa e o parceiro fanfarrão, estabelece-se um acordo de tempo marcado, tesouro civil numa época em que ainda não se admitia o divórcio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os padrinhos endossam a união efêmera e contente, tão verdadeira quanto seus bigodes de carvão. Tem o delegado de olho pidão, à espera de um agrado informal. Mas melhor mesmo é a figura do padre celebrante, cuja figura discretamente farrombeira satiriza todo e qualquer poder institucional.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era esse teatro burlesco que me convidava ao Brasil. Cogitei até de bailar a quadrilha. Ando meio enferrujado, mas não teria dificuldade em passar pelo túnel de braços.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois de enfrentar o Adamastor do Atlântico, posei os pés em Cumbica. E aí fui me dando conta do drama junino brasileiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Bastou que uma consultoria apontasse a Petrobras como uma das empresas de melhor reputação no mundo e a súcia senatória contra ela assestou suas espingardinhas enferrujadas. Francamente, já cansou. Como é que o brasileiro ainda tolera os dramas enfadonhos de Agripino Maia, Arthur Virgílio, Álvaro Dias e Heráclito Fortes?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pé nos fundilhos deles! Ação direta, já! Mandatos cassados por falta de decoro humorístico nas artes de Pinóquio. Maior crime: a insistência. Como dizia Terêncio, uma mentira vem sempre no encalço de outra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aí, estarrecido, descubro o que ocorreu com a turma de São Jorge. A polícia serrista resolveu parar 50 corinthianos no trajeto de 700 vascaínos. Viu de camarote o pau comer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um promotor de supermercado teve o rosto destruído. Tomaram-lhe as roupas e os documentos. Morreu. E aí a força policial levou os assassinos até o estádio do Pacaembu, como prêmio. Lá, os cruzados da infâmia exibiram com orgulho os bens do rapaz morto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um repórter de TV chegou a gravar a exibição dos troféus da barbárie, mas a polícia bicuda ignorou o fato e as evidências. O criminoso retornou ao Rio, bazofiando-se da proeza. Um promotor holofoteiro foi destacado para divulgar uma versão ridícula dos fatos, obviamente reproduzida pela imprensa zumbi de pena alugada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aí, assoma ao palco da notícia a nossa USP, agora sucateada, emburrecida, transformada no balcão educativo da divindade protetora dos mercados. Lá, conforme decisão do ex-líder estudantil Serra, os brucutus da PM é que discutem o contrato social.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na academia, o debate ocorre na ponta do cassetete, ao aroma do gás de pimenta. Diante da violência da tropa, o conciliador sindicalista Brandão quis negociar, apaziguar, mas acabou preso, acusado de "desacatar a otoridade".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os estudantes e funcionários resolveram copiar 68, entregando flores aos milicianos. Não funcionou. A retribuição se deu com bombas de gás lacrimogêneo e duros projéteis de borracha.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os escribas de José Serra, acantonados na Barão de Limeira e na Marginal do Tietê, logicamente, reproduziram a versão oficial. Acusaram os reclamantes de baderneiros e fizeram essa versão circular na mídia satélite, que inclui portais de Internet e emissoras de rádio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esta, pois, é a chocarrice encenada pela vanguarda do atraso nas vésperas do Santo Antônio. Os roteiros são escritos pela eterna malta golpista, pelo chateadinho FHC (desde que Obama reconheceu as virtudes de Lula), pelo alucinado José Serra e pelos repórteres na coleira. As versões refinadas da farsa são tecidas diariamente por articulistas cafetinados pelos barões da mídia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Repito: prefiro a festa matuta. Tem zabumba, sanfona e triângulo. Anavantur, anarriê, balancê, otrefoá. Grande roda à direita. Preparar para o grande galope. Preparar o serrote. Passeio na roça com roda. Passeio do amor à esquerda. Changê de damas. Roda à direita e à esquerda. Preparar para o túnel. Olha a chuva! É mentira! Olha a ponte! É mentira! Olha o Jornal Nacional! É mentira. Prepara o caracol. Retirê. C'est fini.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;hr /&gt; &lt;em&gt;Mauro Carrara é jornalista, nascido em 1939, no Brás, em São Paulo. Na década de 80, prestou serviços para a ONU em países como China, Iraque e Marrocos. Atua na área de comunicação e relações internacionais.&lt;/em&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-680884553096630807?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/680884553096630807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=680884553096630807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/680884553096630807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/680884553096630807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton-o-que-foi-publicado-por_5233.html' title='Caso Clayton - O que foi publicado - Por Mauro Carrara'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-2668915299576563955</id><published>2009-06-23T08:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T08:03:22.721-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton - O que foi publicado - Por Roque Citadini</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span id="titulo"&gt;Tudo a declarar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por ROQUE CITADINI&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span id="txt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As explicações das autoridades públicas sobre o trágico episódio do choque de torcidas da última quarta-feira, no jogo Corinthians x Vasco, pouco explicam e muito confundem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No episódio caiu morto um torcedor corinthiano e, segundo a mídia,　foram presos 19 corinthianos e um vascaíno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tanto a Polícia, quanto o Ministério Público, afirmam que o episódio foi uma emboscada de corinthianos contra torcedores do Vasco da Gama.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Difícil entender.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como explicar que aqueles que fizeram a emboscada estivessem em um ônibus e quatro automóveis contra os mais de quinze ônibus dos vascaínos?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta tal desproporção entre os que se preparam para um ataque à delegação vascaína, se fosse confirmada, mudará os manuais de guerra no mundo todo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não é possível que um número diminuto de torcedores procurassem encurralar ou emboscar uma legião quase vinte vezes maior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estranho que o corinthiano morto, há mais de 500 metros do local do choque, foi massacrado por torcedores que, depois, foram ao Pacaembu vangloriar-se do ocorrido. Igualmente estranha a manifestação das autoridades públicas no sentido de que os torcedores corinthianos não gozavam de proteção por ser, sua torcida, uma dissidência dos Gaviões da Fiel sem CNPJ ou estatuto.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Ora, com o lamentável fato de quarta-feira, ficamos sabendo que há torcidas organizadas protegidas pela Polícia e outras que a Polícia não protege.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;É a mais completa confissão do fracasso da Administração Pública, diante de um evento desportivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agrava tudo isto o fato de que entre os protegidos estão torcidas (com CNPJ e estatutos) que nos últimos tempos tiveram problemas com a própria Polícia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa delas foi　descoberto um depósito de drogas, noutra, encontrou-se um arsenal de fazer frente aos radicais do Hamas ou do exército israelense.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O melhor que faria a Administração Pública seria definir uma política de segurança para o Estado, sem conchavos com Organizadas ou dirigentes do futebol, pois o que estes querem é exatamente não mudar a atual situação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pior de tudo ainda é passarem a perseguir aqueles que não tomam parte em seus conchavos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os torcedores corinthianos da rua São Jorge, ou de outros locais, merecem que as autoridades públicas esclareçam esse episódio e também se sua política de segurança ficará restrita a conchavos e conluios com "torcidas com CNPJ".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não defendo nenhum ato de violência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em todo o período em que dirigi o Departamento de Futebol do Corinthians recebi críticas e mais críticas de todas as Organizadas, por isso, neste episódio, não tenho nenhum constrangimento em dizer que os maiores equivocados estão na Administração Pública.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-2668915299576563955?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/2668915299576563955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=2668915299576563955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/2668915299576563955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/2668915299576563955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton-o-que-foi-publicado-por_2635.html' title='Caso Clayton - O que foi publicado - Por Roque Citadini'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-7931511880604238705</id><published>2009-06-23T08:01:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T08:02:12.774-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton - O que foi publicado - Por Juca Kfouri</title><content type='html'>&lt;span id="txt"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000080;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;JUCA KFOURI &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A violência que alimenta &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O MINISTRO do Esporte, entre uma e outra festa para comemorar seu aniversário e lançar sua candidatura a deputado federal, diz que mais uma morte de torcedor em São Paulo não altera em nada a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E não altera mesmo, ainda mais em se tratando de um pobre coitado, que não tinha nada que estar fazendo ali àquela hora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O presidente da CBF, entre uma e outra solenidade com vistas exatamente à Copa de 2014, decreta que se a morte não foi dentro do estádio não é problema dele, é da polícia, embora, tempos atrás, tenha tentado se eximir, também, de sete mortos em Salvador, dentro da Fonte Nova, em outro campeonato organizado pela entidade que ele dirige.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E a PM paulista, junto à competente autoridade do Ministério Público, passa a defender jogos com uma torcida só.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas pára um ônibus com corintianos no trajeto de mais de uma dezena de ônibus com vascaínos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só pode ser por gosto, pois ninguém será capaz de convencer um observador isento que um ônibus, com mulheres dentro, prepare uma emboscada nem para outro ônibus, que dirá para mais de dez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta coluna é mais radical na defesa da paz dos cemitérios: quer jogos sem torcida!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já a Polícia Civil até hoje foi incapaz de achar os culpados do caso do gás, em Palestra Itália, e da fratura do braço do técnico do Palmeiras, no aeroporto de Congonhas, embora perca seu tempo com um bando de canastrões que se julga perseguido por este colunista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É que a simulação de indignação com a morte de torcedores dá empregos e alimenta demagogias, ao mesmo tempo em que deixa nu o tamanho da incompetência, e do cinismo, de autoridades e cartolas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque se tem gente que se sustenta na exploração dos ditos torcedores organizados, é sempre bom não perder de vista que do outro lado a violência até elege deputados, capazes de iludir os incautos do me engana que eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E lembrar, principalmente, que na origem de tudo está o que deveria preocupar um presidente de CBF, ou seja, o tratamento animalesco que se dá aos torcedores em todos, repita-se, em todos os estádios brasileiros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com a óbvia contrapartida do comportamento animalesco dos torcedores, nas chamadas torcidas organizadas e nas numeradas das elites, basta lembrar episódios recentes com as equipes da CBN, no Pacaembu, da Sportv, na Vila Belmiro, e da ESPN Brasil, no Couto Pereira, em Curitiba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O estádio de futebol e seus arredores viraram faixas de ódio, de covardia coletiva, de extravasamento da idiotia e do que de mais sombrio pulsa na alma humana, embora, registre-se, seja a minoria dos torcedores que assuma tal papel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao contrário, todos os cartolas e autoridades brasileiros que algum dia trataram da questão (todos!) mostraram-se ou incompetentes ou conformados ou coniventes ou cúmplices, porque sustentam também essa minoria raivosa, belicista, irracional e facilmente identificável e isolada da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando a inflação acabou no Brasil, logo se descobriu, com a falência de bancos, quem lucrava com ela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No futebol é igual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-7931511880604238705?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/7931511880604238705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=7931511880604238705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/7931511880604238705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/7931511880604238705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton-o-que-foi-publicado-por_23.html' title='Caso Clayton - O que foi publicado - Por Juca Kfouri'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-6829590931033923138</id><published>2009-06-23T07:58:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T08:00:34.175-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton - O que foi publicado - Pelo Observatório da Imprensa</title><content type='html'>&lt;h4 class="entry-title"&gt;&lt;a href="http://revistatpm.uol.com.br/blogs/eneaotil/2009/06/09/matou-um-igual-e-foi-assistir-ao-jogo.html"&gt;Matou um igual e foi assistir ao jogo&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;           &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=541IMQ001" target="_blank"&gt;FUTEBOL &amp;amp; VIOLÊNCIA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="img-interna" class="entry-content"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="ft4"&gt;&lt;p&gt; Matou um igual e foi assistir ao jogo&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=541IMQ001" target="_blank"&gt;texto publicado no Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Por Walter Falceta Jr. em 9/6/2009&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na virada fria de quarta para quinta-feira (4/6), o repórter Fábio Lucas Neves, da TV Bandeirantes, produzia a típica "matéria de ambiente", depois do empate sem gols que classificara o Corinthians para a final da Copa do Brasil, em São Paulo. Nas arquibancadas do estádio do Pacaembu, ao buscar os personagens para sua reportagem, percebeu que vários vascaínos estavam feridos e que alguns tinham as roupas tingidas de sangue.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesse momento, descobriu que algo grave ocorrera cerca de três horas antes. Segundo os torcedores, violento embate fora travado com corintianos nas proximidades da Ponte das Bandeiras, na Marginal Tietê. Os brigões recusaram-se a aparecer diante das câmeras, mas apresentaram alguns troféus da batalha, como bonés, gorros e camisas tomados dos rivais paulistas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Logo, com orgulho selvagem, exibiram ao jornalista uma carteira de associado da Gaviões da Fiel, cuja imagem foi gravada pelo cinegrafista Alexandre Ribeiro, o "Cabeção". Pertencia a um certo Clayton Ferreira de Souza, que segundo a data de nascimento deveria contar 27 anos de idade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;– Batemos muito, acabamos com ele – jactava-se um fanático cruzmaltino.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em seguida, Neves e o cinegrafista puseram-se a documentar o incêndio que consumia um dos ônibus alugados pelos visitantes. Nesse momento, ignoravam que o corintiano Clayton, um promotor de vendas de supermercado, morador da Vila Industrial, na periferia da Zona Leste paulistana, já estivesse morto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A causa? Traumatismo cranioencefálico provocado por agente contundente. O rapaz fora espancado até a morte. Tinha o rosto desfigurado e lhe haviam subtraído os documentos, o celular, o cartão de crédito e até as vestes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;p&gt;Status de verdade&lt;/p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Neves teria seu esforço de reportagem valorizado na tarde de quinta-feira (4), quando o corpo do jovem foi identificado pela família. "De repente, eu vi que o nome era o mesmo", relata. "Embora eu já cogitasse dessa hipótese, foi um choque."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esta é apenas uma das inúmeras pontas de uma história de horror cuja coerência escapou à polícia, à promotoria e à grande imprensa. Inúmeras versões chegaram prontamente às páginas dos jornais, às telinhas e telonas, muitas delas tolas ou inverossímeis.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na madrugada de quinta-feira, a &lt;em&gt;Gazeta Esportiva Net&lt;/em&gt; decretava:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Um ônibus da torcida do Corinthians sofreu uma emboscada. Palmeirenses e vascaínos, que possuem relação amistosa, atacaram os rivais. O tumulto culminou com a morte de um corintiano."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em matéria levada ao ar às 12h52, a Agência Estado, apresentava outro enredo para a tragédia, baseado em declarações à TV Globo do major Alfredo Donizete Rodrigues de Souza, subcomandante do 2º Batalhão de Choque da PM paulista:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O confronto começou por acaso, porque um ônibus de corintianos cruzou com o comboio de vascaínos e eles começaram a se provocar – declarou."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesse momento, entretanto, uma terceira versão já fora apresentada à imprensa. Às 13h19, por exemplo, o G1 trazia matéria em que o promotor Paulo Castilho, encarregado de combater a violência nos estádios, acusava os corintianos de terem armado a emboscada. Segundo ele, cerca de 50 torcedores da facção Rua São Jorge, uma dissidência da Gaviões da Fiel, distribuídos em um ônibus e quatro carros de passeio, esperaram pelos vascaínos com barras de ferro e armas de fogo. Os cariocas eram cerca de 650, distribuídos em 15 ônibus.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Eles vieram em paz, mas tiveram que revidar", declarou o promotor ao diário &lt;em&gt;Lance!&lt;/em&gt;. Ao &lt;em&gt;Observatório&lt;/em&gt;, afirmou que as outras versões eram fantasiosas. "Esse grupo da Rua São Jorge já havia provocado problemas na Baixada Santista", disse.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A partir desse momento, a narrativa adquiriu status de verdade para a grande imprensa, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A cobertura limitou-se a reproduzir a história do promotor e da delegada encarregada do caso. Por horas, não se encontrou nos canais de informação qualquer testemunho dos torcedores envolvidos no conflito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;p&gt;Pautas e fios&lt;/p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O promotor Castilho adiantou-se em pedir a "torcida única" nos estádios de futebol. A solicitação foi imediatamente endossada pela Polícia Militar e divulgada nos principais portais de notícias na internet.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Parecia findo o rito sumário de construção da notícia. A polícia fizera o possível. A exclusão da presença de adversários restituiria a tranquilidade ao mundo do futebol.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;À noite, no entanto, a jornalista Leonor Macedo, 26 anos, que hospeda seu blog no site da revista &lt;em&gt;TPM&lt;/em&gt;, resolveu expor os resultados de sua investigação jornalística. Depois de ouvir vários torcedores, apresentou outra versão para a ocorrência (&lt;a class="art_leia" onclick="NovaJanela(this.href);return false;" href="http://revistatpm.uol.com.br/blogs/eneaotil/2009/06/04/o-papel-de-cada-um.html"&gt;ver aqui&lt;/a&gt;; outros post sobre o caso no blog &lt;a class="art_leia" onclick="NovaJanela(this.href);return false;" href="http://revistatpm.uol.com.br/blogs/eneaotil"&gt;eneaotil&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Retidos numa blitz da polícia, nas proximidades do Clube Espéria, os corintianos teriam sido alcançados pelo comboio vascaíno. Em ampla maioria, de dez para um, os cariocas teriam iniciado o massacre.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Não quero dizer que os paulistas sejam santinhos, mas não me parece razoável que mobilizassem apenas 50 pessoas para enfrentar 500", diz Leonor. "Também é difícil acreditar que os policiais supostamente presentes não tenham sido capazes de impedir o conflito e evitar os linchamentos."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo a jornalista, é estarrecedor saber que a força policial tenha facultado aos assassinos assistir ao jogo, levando ainda como prêmio os pertences de Clayton. "Também vale questionar a razão pela qual a PM se recusou a realizar a escolta do grupo Rua São Jorge e se essa omissão não os levou a constituir a própria defesa", afirma. "Tudo isso é vital à compreensão do caso, mas o que se vê é uma cobertura jornalística chapa-branca, de viés conservador e que despreza a informação divergente."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O trabalho pessoal da repórter reacendeu o debate sobre o caso e também sobre a conduta da imprensa ao noticiar o episódio. Na sexta-feira (5/6), pela manhã, o jornalista Luciano Martins tratou do tema no &lt;a class="art_leia" onclick="NovaJanela(this.href);return false;" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id=%7BC497DA42-A7E6-4C97-8E82-355993AD7E23%7D&amp;amp;id_blog=8"&gt;programa radiofônico&lt;/a&gt; deste &lt;em&gt;Observatório&lt;/em&gt;, na Rádio Cultura, considerando a hipótese de um gravíssimo erro tático da polícia. "A versão oficial, defendida pelo promotor encarregado do caso, é quase inverossímil, mas a imprensa compra a história sem ouvir testemunhas", afirmou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na tarde desse mesmo dia, em matéria de destaque, o portal UOL reproduzia sem dissonância a tese da emboscada corintiana e do "potencial violento" da dissidência da Gaviões da Fiel, repetindo informações da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A redação paulista do diário &lt;em&gt;Lance!&lt;/em&gt;, ao contrário, agitava-se no exercício da dúvida e preparava uma matéria especial sobre os enigmas da "batalha da Marginal". "Essa história é um quebra-cabeças em que as peças definitivamente não se encaixam", disse Marcel Merguizo, um dos editores do jornal. "Se queremos fazer bom jornalismo, não podemos aceitar simplesmente a versão oficial."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O repórter Rodrigo Vessoni, enroscado em pautas e fios de telefone, buscava escrever sobre o futebol corintiano e, simultaneamente, obter mais informações sobre o conflito. "A história tecida não confere com os fatos", dizia. "Como é possível que a polícia tenha levado os assassinos até o estádio para assistir ao jogo?".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;p&gt;Cultura subterrânea&lt;/p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De fato, logo após o conflito, a polícia deteve dezenas de corintianos. Um palmeirense e dois vascaínos prestaram esclarecimentos, na qualidade de testemunhas. Quarenta e oito horas depois da trágica ocorrência, não havia qualquer pista concreta do assassino de Clayton.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;À hipótese do erro tático somou-se a da negligência. Segundo o promotor Castilho, 22 homens da PM escoltavam o comboio dos cariocas. Nos depoimentos colhidos pelo repórter Fabio Lucas Neves, porém, os vascaínos afirmavam ter chegado ao local do conflito sem qualquer proteção policial. "Acredito na hipótese da emboscada corintiana, mas é fundamental verificar se faz sentido a história contada pelos torcedores do Vasco", afirmava Neves, no fim da tarde de sexta-feira (5). Até aquele momento, a polícia desprezara seu auxílio nas investigações.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Naquele momento, em casa, Neves se preparava para participar de uma festa junina com a família, mas ainda não havia tirado do pensamento a imagem da carteirinha transformada em troféu. Simultaneamente, na Vila Industrial, a família de Clayton Souza cogitava de processar o Corinthians e o estado de São Paulo. Nos portais de internet, o tema já desaparecera das páginas principais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Matar e espairecer pode constituir-se em evento escandaloso, ainda que menos raro do que se imagina. Entre nós, o entretenimento sucede, com frequência, a infração grave. Não é à toa que se enxerga com certa paralisia complacente a saga do protagonista de &lt;em&gt;Matou a família e foi ao cinema&lt;/em&gt;, de Julio Bressane, de 1969, filme cujo apelo temático rendeu um &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt;, em 1991, dirigido por Neville de Almeida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na ficção, como na realidade, nossa cultura subterrânea admite silenciosamente algum crime tido como privado, em que a vítima é o outro distante, e concede ao autor até mesmo o refresco da diversão. Alguém matou um igual e foi ao futebol. Somente isso. Resta saber se esta trama tem fim.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;p&gt;***&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em Tempo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Na segunda-feira (8/6) à tarde, o repórter Fabio Lucas Neves (que gravou as imagens da carteira de Clayton nas mãos dos vascaínos) ainda não tinha sido contatado pelos responsáveis pelo inquérito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Nas edições de sexta, sábado e domingo, os repórteres do diário &lt;em&gt;Lance!&lt;/em&gt; publicaram várias reportagens que exibiam as incongruências na versão oficial. Seguiam um caminho de investigação desprezado pela grande imprensa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Segundo o promotor Paulo Castilho, não teria ocorrido a visita dos vascaínos à sede dos aliados da torcida Mancha Alviverde. Em sua edição de segunda-feira (8), entretanto, o diário &lt;em&gt;Lance!&lt;/em&gt; apresenta links para uma série de vídeos no Youtube que provam esse encontro antes do jogo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Fotos do conflito, publicadas em páginas de vascaínos em sites de relacionamento, comprovavam que esses também portavam artefatos explosivos. Essas imagens também mostravam que o comboio carioca havia, sim, ultrapassado o local onde estariam os corintianos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Na segunda-feira, ainda não havia qualquer pista dos assassinos de Clayton Souza.&lt;/p&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-6829590931033923138?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/6829590931033923138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=6829590931033923138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/6829590931033923138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/6829590931033923138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton-o-que-foi-publicado-pelo.html' title='Caso Clayton - O que foi publicado - Pelo Observatório da Imprensa'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-6964396553697300408</id><published>2009-06-23T07:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T07:58:46.208-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton - O que foi publicado - Por Kadj Oman</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Quando a política e a burocracia valem mais que a vida&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem, 03 de junho de 2009, Corinthians e Vasco decidiram no Pacaembu uma das vagas à final da Copa do Brasil. Ontem, 03 de junho de 2009, na Marginal Tietê, mais um torcedor foi vítima da violência que permeia não só o futebol, mas toda a sociedade. Uma violência que as capas de jornal e as telas de TV não demoram em taxar de “irracional”, “gratuita” e “criminosa”, no que até chegam a ter razão em alguns momentos, mas que nunca buscam explicar e compreender na esfera que diz respeito ao que mais importa: a segurança da vida dos torcedores de futebol.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A informação oficial do promotor de justiça Paulo Castilho e do major da Polícia Cipriano Rodrigues, responsáveis pela segurança no jogo de ontem (e no caso do promotor, pelas políticas de segurança relacionados a jogos de futebol em São Paulo), segundo o jornal Lance! de hoje, é de que “15 ônibus com cerca de 800 cruzmaltinos chegaram pela Rodovia Presidente Dutra. Na altura de Guarulhos, eles foram acompanhados por 20 policiais militares de moto”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paremos neste ponto. Não é preciso ser um gênio da matemática para perceber que 20 policiais são mais do que insuficientes para fazer a escolta de 800 torcedores. Ainda mais quando, segundo o próprio promotor, sabia-se da intenção de emboscada entre as torcidas, graças à denúncia anônima que ele mesmo recebeu e por conta da qual impediu os vascaínos de deixarem seus ônibus nas sedes de TUP e Mancha Alviverde, torcidas do Palmeiras aliadas às vascaínas. A idéia dos cariocas era ir a pé ao estádio. Paulo Castilho disse à Polícia para não permitir e ordenou a escolta dos ônibus até o Pacaembu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No caminho, voltando ao texto do Lance!, “eles acessaram a Marginal do Tietê e, quando chegaram à Ponte das Bandeiras, Zona Norte de São Paulo, cruzaram com quatro carros e um ônibus de corinthianos. De acordo com o major Cipriano Rodrigues (…), os vascaínos conseguiram se desvencilhar da escolta. Tiros e pedaços de paus foram usados no conlfito”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não bastasse o absurdo que é não perceber o possível cruzamento entre ônibus de torcidas rivais na Marginal Tietê, via mais do que conhecida de acesso ao estádio, faltou ao comandante contar um pouco mais sobre que ônibus e que carros de corinthianos eram esses, e explicar melhor como os integrantes das torcidas chegaram ao confronto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fora o já sabido número ridículo de policiais na escolta vascaína, há muitos outros problemas que levaram ao assassinato do torcedor. Comecemos pela própria escolta. Como a Polícia leva 15 ônibus de torcedores até o estádio sem fazer uma revista em seu interior? Se esta foi feita, como não foram descobertas as barras de ferro, pedaços de pau e armas de fogo utilizadas no confronto? Descaso? Despreparo? Ou a mesma falta de entendimento dos torcedores organizados enquanto um coletivo que tem representação social e jurídica perante à sociedade e o tratamento dos mesmos enquanto bandidos e animais a priori, fazendo com que a minoria violenta ganhe o apoio da maioria não-violenta exatamente por esta se sentir mais segura com a segurança pessoal dos próprios companheiros na base da arma de fogo do que com a segurança que deveria ser provida pela Polícia? Qualquer semelhança com a relação entre moradores de periferia e traficantes que “protegem” a comunidade não é mera coincidência; qualquer relação com o resultado do plebiscito sobre o porte de armas de fogo realizado anos atrás, também não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além disso, a Polícia credita aos torcedores corinthianos a intenção da emboscada, por ter encontrado com estes as já citadas barras de ferro e armas de fogo. Os mesmos 60 e poucos que vinham em um ônibus e quatro carros e que foram presos após o confronto pelo porte das armas e por tentativa de homicídio, juntos aos vascaínos envolvidos. Agora, dá mesmo para acreditar que 60 e poucas pessoas buscavam emboscar 800? Ou será que é mais fácil omitir informações sobre essas 60 pessoas? Como aqui a intenção é contextualizar ao invés de pintar um cenário apocalíptico e irracional como de costume, vamos a elas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A pequena caravana corinthiana era composta por membros do Movimento Rua São Jorge. Um grupo de associados da Gaviões da Fiel que se indignou com algumas práticas às quais são contrários na quadra da torcida – como corrupção – e passou a se encontrar na Rua São Jorge para ir aos jogos. Grupo esse que conta com diversas lideranças importantes da Gaviões e que, entre outras coisas, promoveu um seminário sobre torcidas organizadas envolvendo jornalistas, políticos e torcedores buscando colocar as torcidas como o que deveriam ser, representantes do torcedor no mundo do futebol, a lutar contra o preço dos ingressos e a condição indigna a que são submetidos jogo a jogo, por exemplo. Em outras palavras, lutam para serem entendidos e respeitados como um movimento social, e não meros consumidores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Iam ao jogo de ontem, como sempre, sem escolta, porque a Polícia Militar simplesmente não os reconhece enquanto torcida – apesar de serem sócios ativos da Gaviões da Fiel – já que não tem CNPJ. Enquanto um grupo pequeno em relação aos “bondes” já estabelecidos há tempos por todas as outras organizadas, e por concentrarem várias lideranças da Gaviões, são sempre alvo de ataques e emboscadas – muitas já denunciadas pela mídia afora. Algo que a Polícia e a Secretaria de Segurança Pública preferem ignorar burocraticamente – até que coisas como o que passou ontem aconteçam. E aconteçam, neste caso, porque a Polícia parou os corinthianos para revistá-los a uma distância de 100 metros dos vascaínos, segundo um torcedor que estava no ônibus corinthiano. Além da completa falta de comunicação e planejamento, se fez presente como sempre o descaso com o torcedor organizado, tratado como lixo, e com a vida – o que infelizmente não é de se estranhar quando estamos falando da mesma Polícia que protagonizou cenas como o massacre do Carandiru. A organizada, transformada em sujeito, atravessa a própria condição dos sujeitos pertencentes a ela, que não são mais pessoas, apenas números e nomes na lista de envolvidos e mortos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não se justifica encontrar entre torcedores que vão a um estádio de futebol barras de ferro e revólveres. Mas a explicação para isso não é simplesmente algum tipo de vontade sociopata de matar presente em todos eles. Cada vez mais, as políticas em relação aos estádios vão no sentido de isolá-los, excluí-los, elitizar as arquibancadas e passar a imagem do estádio enquanto um ambiente seguro e tranquilo a ser consumido – por quem pode pagar R$ 4,00 num simples churros e ir a jogos às 21h50 de uma quarta-feira. O problema, que as autoridades terão de enfrentar em algum momento, é que o jogo não se resume – nunca se resumiu – ao espaço do estádio. O futebol está presente por toda a cidade, ainda mais em dias de jogos, e tentar reduzí-lo ao estádio não é um risco, é uma opção política, uma orientação que tem o mesmo sentido daquela que permite a certos grupos espancar e matar moradores sem-teto no centro da cidade, e retirá-los de prédios ocupados usando de força desmedida, mesmo contra mulheres, crianças e idosos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, há dezenas de pessoas hospitalizadas, algumas com ferimentos a bala. E como já se sabe amplamente, uma pessoa, ainda não identificada, foi espancada até a morte e deixada na Praça Campos de Bagatelle, palco recente da comemoração de títulos conquistados pelos clubes paulistanos. Apenas de cueca, sem documentos e com o rosto completamente desfigurado. Uma estratégia comum no mundo do tráfico de drogas – assim como o incêndio do ônibus vascaíno em represália acontecido durante o jogo, que não se compara em nada à morte do torcedor – a destruição de um patrimônio material nunca é mais importante do que a perda de uma vida. E os meios de comunicação, como sempre, noticiarão o caso em sua maioria como uma simples briga de gangue, darão voz aos que querem o banimento das torcidas organizadas, aos jogos de uma torcida só – os mesmos que não sabem, ou fingem não saber, que o São Paulo x Corinthians da primeira fase do Paulistão, aquele em que vigorou pela primeira vez a restrição de 5% às torcidas visitantes, registrou número recorde de ocorrências pela cidade desde aquele São Paulo x Palmeiras pela Copa São Paulo de Juniores em que um torcedor foi morto a pauladas dentro de campo – cena repetida milhões de vezes pelos canais de televisão até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 2014, o Brasil sediará uma Copa do Mundo. São Paulo, provavelmente, será o palco da abertura e, com certeza, de diversos jogos importantes. Até lá, como estarão as medidas de segurança pública em dias de jogos? E a condição dos torcedores, organizados ou não? Caminharemos para o mesmo destino do Rio de Janeiro, com seu Pan-Americano que retirou moradores de rua às pressas para a vistoria do COI e que deixou de herança elefantes brancos, construídos com dinheiro público, prestes a serem prrivatizados a preço de banana? Ou há força suficiente para nos organizarmos por uma Copa que seja realmente nossa, da qual façamos parte, sobre a qual sejamos consultados – como deveríamos ser sempre quando se trata de medidas de segurança pública?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se a mídia, que tem o dever de informar, quase sempre não o faz com a clareza e a crítica necessária, que ao menos textos como este e ações que sigam na direção de acabar com as mortes e a exclusão social sejam difundidos de todas as formas possíveis. Se ele chegou até você, leia. Pare, reflita, critique, encaminhe. Que começemos a criar, de todas as formas ao nosso alcance, um fórum de discussão sobre estes assuntos. Dizem respeito às nossas vidas. E podem determinar, como ontem, a nossa morte um dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que, a partir de hoje, nenhum episódio sequer de violência passe despercebido e sem ser denunciado no seu conteúdo total. É este o desejo de quem escreve este texto. Porque escrever é muito mais do que saber juntar palavras – ainda mais quando se ganha pra isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kadj Oman&lt;br /&gt;DHVCorinthians&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;04/06/2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-6964396553697300408?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/6964396553697300408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=6964396553697300408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/6964396553697300408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/6964396553697300408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton-o-que-foi-publicado-por.html' title='Caso Clayton - O que foi publicado - Por Kadj Oman'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-4836159166347188790</id><published>2009-06-23T07:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T07:56:37.417-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton - O que foi publicado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/SkDsl5TyY6I/AAAAAAAACEQ/kpecon2PCZ8/s1600-h/imgCrop.php.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/SkDsl5TyY6I/AAAAAAAACEQ/kpecon2PCZ8/s320/imgCrop.php.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350536493099279266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/SkDsritgpeI/AAAAAAAACEY/m_s5dIuyyBA/s1600-h/imgCrop2.php.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 316px; height: 237px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/SkDsritgpeI/AAAAAAAACEY/m_s5dIuyyBA/s320/imgCrop2.php.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350536590112368098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="ft4"&gt;&lt;em&gt;Um zagueiro e um ônibus em chamas. Frutos de um futebol sem limite, desorganizado e desumano. Um futebol que repete os mesmos erros na alegria e na tristeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="ft4"&gt;&lt;p&gt;Quando o William foi incendiado por faíscas de sinalizadores e papéis picados, resultado de uma equação bem simples e capaz de ser prevista até por uma criança ainda bem pequenina, boa parte da imprensa sorriu. Achou curioso - para não dizer engraçado - que diante de um Pacaembu lotado, o capitão do time campeão paulista de 2009 pegasse fogo ao lado do Ministro dos Esportes Orlando Silva, do Secretário de Esportes da Cidade de São Paulo Walter Feldman e do presidente do clube Andres Sanchez. E, mais uma vez, limitou-se a resumir o fato somente em manchete e noticiou-o em duas linhas como se fosse um acidente casual.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao atear fogo no ônibus da torcida do Vasco ontem, 03/06, os torcedores corinthianos conseguiram uma atenção pouco maior por parte dos jornalistas. Digo pouco porque, apesar de ter sido massacrada com notícias sobre o fato em todos os veículos de comunicação, nenhum jornalista buscou, novamente, saber o que aconteceu na noite de ontem.     &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Li um promotor discursar sobre uma possível emboscada de corinthianos, associados aos Gaviões da Fiel e pertencentes ao movimento da Rua São Jorge, preparados para pegarem a torcida do Vasco na Ponte das Bandeiras. Ouvi a polícia dizer que nos quatro carros que acompanhavam o ônibus das pessoas da Rua São Jorge havia barras de ferro e uma espingarda de calibre 12. Vi a Ana Maria Braga gritar com um papagaio falante ao seu lado que "aquilo não era torcedor, mas um bando de marginal e vagabundo".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E precisei de três ou quatro telefonemas para tentar ouvir quem nunca é ouvido. Alguém que, infelizmente, é sempre um de nós.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;**&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando o Mandioca me procurou na arquibancada ontem, no intervalo do jogo, e me disse que havia ocorrido um confronto entre torcedores da Rua São Jorge e torcedores do Vasco, eu busquei com os olhos algum amigo integrante do movimento. Achei e perguntei se ele tinha alguma informação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Estou esperando alguém me dar notícias, mas há bastante gente ferida porque o negócio foi feio. Parece que houve um tiroteio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vi as lideranças das torcidas conversando próximas ao alambrado até o intervalo do segundo tempo. Senti um clima tenso, pesado, frio, preocupado e preocupante. Mais do que já estava naquela noite gelada de outono, de uma semifinal vencida por 0 a 0 em uma partida mal disputada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao sair, esmagada por uma multidão desorganizada, peguei uma carona com um amigo. Ligamos o rádio e ouvimos que havia um ônibus da torcida do Vasco incendiado do lado de fora do Pacaembu em represália à morte de um torcedor corinthiano na Marginal Tietê.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cheguei a minha casa e as primeiras informações já estavam na internet: emboscada, briga, tiro, espancamento, fogo, ônibus, nada. Liguei para dois ou três amigos que provavelmente estariam no ônibus de corinthianos da Marginal, já que eles são lideranças do Movimento Rua São Jorge e costumam sair do Corinthians em dia de jogo até o Pacaembu. Nada mais coerente. Nenhum atendia ao telefone. Dormi mal e preocupada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando acordei, as notícias eram as mesmas. Exatamente nada apurado. Liguei o MSN e encontrei um amigo que havia visto ontem no estádio:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Está sabendo de alguma informação?&lt;br /&gt;- Sim. Saí do jogo e fui ao PS de Santana, para onde foram levados os torcedores feridos. O torcedor morto não foi reconhecido. Foi encontrado pelado, só de cueca, na Praça Campo de Bagatelle, sem nenhum documento e desfigurado.&lt;br /&gt;- E o que aconteceu?&lt;br /&gt;- 15 ônibus do Vasco cruzaram com um do Corinthians na Marginal Tietê.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Difícil acreditar que torcedores de um ônibus do Corinthians fizessem emboscada para 15 ônibus com torcedores do Vasco. Nem toda a falta de bom senso do mundo atropelaria essa matemática.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois falei de novo com o Mandioca, que tinha conversado com o Sid, que tinha falado com o Gabriel, todos tentando encontrar alguma informação do que aconteceu, de algum amigo ferido, morto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Gabriel não tinha conseguido entrar no estádio porque um dos meninos que estava com o ingresso dele também estava no ônibus da Rua São Jorge, indo para o Pacaembu. Às 21h50, horário em que começaria o jogo, ele ligou para esse amigo:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Pô, são 21h50. Cadê você com meu ingresso? O jogo está começando.&lt;br /&gt;- A polícia parou a gente para uma revista aqui na frente do Clube Esperia. Acho que já já eu to aí. Peraí, mano, putaquepariu!!!!! Peraí que os caras da Força Jovem estão correndo para cima da gente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E desligou o telefone. O Gabriel não entendeu bem o que tinha acontecido e continuou na porta do estádio, na esperança de conseguir o seu ingresso e entrar para ver o jogo. Um tempo depois, apareceram de táxi algumas pessoas que estavam na briga para contar o que tinha acontecido. Pareciam zumbis, inchados, cortados, com os agasalhos encharcados de sangue.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Quem conseguiu escapar está aqui. Quem não conseguiu, está preso ou foi parar no hospital - disse um deles para o Gabriel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;**&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois li na internet o promotor declarando que a emboscada já estava armada há muito tempo. Que na quarta-feira de manhã ele já tinha recebido uma denúncia e que a torcida do Vasco tinha proposto deixar os ônibus nas sedes da TUP e da Mancha Verde, organizadas do Palmeiras e que são co-irmãs da Força Jovem, como eles gostam de dizer. Mas que a promotoria e a polícia não tinham aceitado porque, no trajeto a pé ao Pacaembu, haveria enfrentamento entre torcedores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ficou decidido que ao chegar a Guarulhos os ônibus da torcida do Vasco receberiam escolta policial até o Pacaembu, fazendo o caminho pela Marginal Tietê. Mesmo caminho que fazem os torcedores corinthianos lá da Zona Leste e que a polícia do estado saberia se tivesse alguma comunicação até mesmo por um &lt;em&gt;walk talk&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi neste trajeto que tudo aconteceu. E só quem estava lá saberia me dizer o que tinha rolado. Até que consegui falar com um dos amigos lideranças do movimento, hospitalizado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Como você está?&lt;br /&gt;- Sem dente, cabeça cheia de ponto, com dor até para respirar. Talvez tenha que operar a mão e o braço.&lt;br /&gt;- E o que aconteceu?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O que aconteceu foi que a Rocam parou o ônibus dos torcedores do Corinthians para uma revista. E parou quatro carros de corinthianos que estavam junto. O ônibus dos torcedores corinthianos não tinha nenhuma escolta policial porque, segundo a promotoria, eles não são torcedores organizados com CNPJ. Mas são. Torcedores dos Gaviões da Fiel que se reúnem longe da sede. Só que em um Estado de Direito, onde existe uma constituição que alega que é dever desse Estado zelar pela segurança de seus cidadãos, qualquer pessoa física deveria ter garantida a sua integridade física. Não precisaria pertencer a nenhuma associação, agremiação, clube, empresa, fundação, OSCIP, ONG para conseguir chegar viva ao estádio de futebol. A qualquer lugar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com a proteção policial negada e sob ameaça de bater e apanhar, provavelmente a mesma que o promotor havia recebido na manhã de quarta, esse grupo de corinthianos resolveu fazer a própria segurança. Gentileza gera gentileza, estupidez gera estupidez.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ao ver a Rocam parada em frente ao Clube Esperia, dando uma batida policial no grupo de corinthianos, outros 20 policiais da Rocam que trabalhavam na escolta da torcida do Vasco e que não foram avisados que por aquele caminho fatalmente as torcidas se encontrariam, resolveram parar os ônibus do Vasco a fim de evitar esse confronto. Mas pararam muito perto. Aos poucos, eles foram descendo, 800 deles.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Incontroláveis como toda massa enfurecida por uma rivalidade bestial, porém histórica, os vascaínos partiram para cima dos corinthianos. Carregando barras de ferro, armas, paus, rojões e outros objetos que serviram de arma e que não foram tomados pelos policiais da escolta em uma revista que não aconteceu. E massacraram os corinthianos. E mataram um deles atirando o corpo em uma praça que foi palco da comemoração do Campeonato Paulista de 2009, no mesmo dia que o William pegou fogo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;**&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu que estava no estádio, soube disso no dia seguinte, mas não saberia se não tivesse ligado para meia dúzia de amigos e só esperasse a notícia que me dão. O que sei é que, naquela noite - e falo agora como se tivesse passado muito tempo porque será daquelas noites que carregarei para sempre - os 800 torcedores do Vasco que brigaram antes do jogo chegaram atrasados na partida, mas chegaram. Conseguiram entrar no estádio, assistir a partida do seu time que, mesmo perdendo, lutou até o final pela classificação. Mas o Clayton, que morreu nu e desfigurado em uma praça da Zona Norte de São Paulo, não vai conseguir chegar nunca mais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;**&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Essa é a versão que não é publicada nos jornais, que não aparece na televisão, que não se ouve no rádio, mas que mesmo assim existe. Que é fruto de uma equação tão banal quanto àquela que fez o William pegar fogo na alegria de se comemorar um título. E que, nem por isso, é evitada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quem sofre a violência dentro e fora dos estádios sabe quais são os motivos que o levam a ela. Sabe que qualquer violência é fruto de algo muito maior: de uma nação deseducada, desorganizada e cada vez mais desumana; de um Estado omisso, corruptível, impune, burocrático; de uma polícia despreparada, mal paga, preconceituosa; de uma imprensa burra, preguiçosa e reacionária; de um futebol paternalista, aproveitador, interesseiro e explorador.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E sabe justamente o que fazer para combater a violência. Toda a promotoria, comissão de paz, clubes, polícia, torcedores, ministério, imprensa, todo mundo sabe qual é seu papel nessa história. Mas só o que se vê é a repetição dos mesmos erros. E a simplificação das soluções. Porque é muito mais fácil criar uma camisa e um ônibus à prova de fogo do que parar de atear fogo em jogador e matar torcedor, cidadão. Todos nós inflamamos o William. Todos nós matamos o Clayton.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="ft4"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-4836159166347188790?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/4836159166347188790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=4836159166347188790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/4836159166347188790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/4836159166347188790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton-o-que-foi-publicado.html' title='Caso Clayton - O que foi publicado'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/SkDsl5TyY6I/AAAAAAAACEQ/kpecon2PCZ8/s72-c/imgCrop.php.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-5104520240013289511</id><published>2009-06-23T07:20:00.002-07:00</published><updated>2009-06-23T07:51:51.925-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><title type='text'>Caso Clayton</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na semifinal da Copa do Brasil, disputada entre Corinthians e Vasco, o encontro entre duas torcidas organizadas ocasionou a morte de um torcedor corinthiano. Clayton Ferreira morreu seminu e desfigurado naquela noite fria de quarta-feira, 03 de junho, antes de ver seu time se classificar para a final contra o Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois de conhecermos o campeão do torneio, completará um mês de sua morte. Promotoria e polícia culpam a torcida do Corinthians por uma emboscada e ignoram o bom senso, a verdade e os assassinos. E a gente continua amargando o mesmo do mesmo, neste futebol brasileiro desorganizado, injusto, impune, preconceituoso, elitista e desumano. Até quando?    &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-5104520240013289511?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/5104520240013289511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=5104520240013289511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/5104520240013289511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/5104520240013289511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/caso-clayton.html' title='Caso Clayton'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-1690278267884413375</id><published>2009-06-23T07:09:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T07:17:17.575-07:00</updated><title type='text'>2º tempo</title><content type='html'>Acho que vou voltar a escrever aqui. Faz tempo, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-1690278267884413375?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/1690278267884413375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=1690278267884413375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/1690278267884413375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/1690278267884413375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2009/06/2-tempo.html' title='2º tempo'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-6548339047282236104</id><published>2007-10-11T11:40:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T06:46:36.085-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora Dualib'/><title type='text'>Seja o que Deus quiser!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rw5uTAhAhqI/AAAAAAAAA_M/Y4bLOjncXLw/s1600-h/andres.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rw5uTAhAhqI/AAAAAAAAA_M/Y4bLOjncXLw/s320/andres.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120151099201848994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-6548339047282236104?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/6548339047282236104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=6548339047282236104&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/6548339047282236104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/6548339047282236104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/10/seja-o-que-deus-quiser.html' title='Seja o que Deus quiser!'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rw5uTAhAhqI/AAAAAAAAA_M/Y4bLOjncXLw/s72-c/andres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-931315623328546190</id><published>2007-10-11T11:32:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T06:46:36.273-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Lição para a vida toda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rw5spwhAhpI/AAAAAAAAA_E/XwfCZuCSYmY/s1600-h/1924.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rw5spwhAhpI/AAAAAAAAA_E/XwfCZuCSYmY/s320/1924.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120149291020617362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Em pé: Zé Maria. Tobias. Moisés. Ruço. Ademir e Wladimir.&lt;br /&gt;Agachados: Vaguinho. Basilio. Geraldão. Luciano e Romeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há 30 anos, o Corinthians saía do jejum de títulos com aquele gol de canela do Basílio contra a Ponte Preta, no estádio do Morumbi. Foi exatamente no dia 13 de outubro de 1977 que deixamos para trás o pesadelo de 22 anos, quase 23, sem erguer nenhuma taça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma goleada contra o maior rival, nenhum gol de placa, nenhum campeonato mundial, nada pareceu mais importante do que aquele momento aos 38 minutos do segundo tempo. E mesmo o corinthiano que não esteve no Morumbi no dia 13 (até quem já tinha morrido, ou quem nem tinha nascido) sacudiu, vibrou, chorou, gritou, riu (e nasceu de novo!) com aquele gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os 22 anos de fila, a torcida do Corinthians foi a que mais cresceu no País. Ganhamos a alcunha de fiéis e nos tornamos o que somos hoje: quase 30 milhões de corinthianos que não abandonam o time, esteja ele na situação que estiver. Herdamos dessa época o amor incondicional por esse escudo e a defesa de nossa história a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquele Campeonato Paulista conquistamos outros tantos, mas nenhum será tão importante quanto o de 1977. Nenhum gol de placa será mais bonito do que aquele gol confuso de Basílio. E nenhuma torcida será tão fiel e tão feliz quanto a sofrida torcida corinthiana.&lt;/span&gt;       &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-931315623328546190?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/931315623328546190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=931315623328546190&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/931315623328546190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/931315623328546190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/10/lio-para-vida-toda.html' title='Lição para a vida toda'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rw5spwhAhpI/AAAAAAAAA_E/XwfCZuCSYmY/s72-c/1924.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-562541364756399855</id><published>2007-08-17T10:04:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T06:46:37.662-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><title type='text'>Alma y el corazon</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100781532278666338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rsmdx0xXtGI/AAAAAAAAA98/kdsDuzeTQzs/s320/jogo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Xeneizinho no jogo. Reparem na neblina&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diário de viagem – Quinta-feira – Jogo do Boca&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Boa parte dos corinthianos que eu conheço simpatiza com o Boca Juniors muito antes do Tevez chegar ao Coringão. Seja pelo gosto ao futebol raçudo, suado e sofrido; pela identificação com a postura da torcida; pela conquista do título da Libertadores em cima do parmerinha; pelo ódio eterno ao River Plate. A vinda do Tevez ao Corinthians só aumentou a reciprocidade do carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou apaixonada por ver jogo em estádio de futebol desde pequena e penso que se o bate-bola fosse restrito a tela da televisão o meu amor pelo Corinthians não seria assim tão grande. Tem muito a ver com a torcida, a troca de energia, a alegria, a tristeza, com estar presente, gritar, se fazer ouvida e ouvir, se sentir viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo ir até Buenos Aires e não ver um jogo do Boca é quase impensável para todo mundo, corinthiano ou não, que gosta de ver uma partida en la cancha. No começo, hesitei pelo preço e agradeço ao Daniel por não ter me deixado desistir. Pobre não gasta $160 dinheiros assim tão fácil, mesmo se os dinheiros forem pesos argentinos. Mas depois de ir posso dizer com a toda a convicção do mundo: pagaria o preço que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma entrada da partida entre Cúcuta e Boca Juniors era ultra-disputada pelos torcedores e nas bilheterias não era mais possível comprá-la. Semifinal da Taça Libertadores da América e o Boca precisava vencer por, pelo menos, 2 a 0, porque tinha perdido o primeiro jogo por 3 a 1. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100781532278666354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rsmdx0xXtHI/AAAAAAAAA-E/yIjAZKqV39M/s320/jogo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Pior profissão do mundo: catador de papel na Bombonera&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;O acesso às arquibancadas então era quase impossível porque elas não são vendidas para não associados ao clube. Por isso, compramos as entradas em um esquema para turista, conforme citado na postagem anterior. No horário combinado, chegamos ao albergue e colocamos mais uma porção de agasalhos. A neblina e o frio eram de cortar o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel implicou com a camiseta do Corinthians:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito perigoso ir com roupa de outro time, Léla. Eles vão te bater e em seguida te matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já tinha ido a uma partida entre o Nueva Chicago e o Boca na Bombonera e eu resolvi seguir seu conselho porque realmente não queria sair com escoriações de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para a porta do albergue e encontramos mais duas pessoas que iriam conosco ao jogo: um era colombiano, torcedor do América de Cali, outro era de Mossoró, torcedor do Mossoró Esporte Clube. O jogo estava marcado às 19h e o ônibus passaria para nos apanhar as 17h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode beber cerveja na calçada de Buenos Aires? – perguntou o colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendi muito bem a pergunta, visto que aqui no Brasil é possível até morar em uma calçada, mas parece que na Colômbia quem bebe em espaços públicos pode ser confundido com alguém das FARC. Os homens foram comprar cerveja em um Kiosco (aqui, mais conhecidos como quiosques) e eu fiquei esperando o ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro bem a marca, mas era uma boa cerveja e custava $4 pesos. Um litro também e uma para cada um. Assim que eles abriram as garrafas, chegou o ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não pode entrar bebendo no veículo – disse um dos organizadores.&lt;br /&gt;- Ah, ninguém aqui vai jogar fora as cervejas.&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fomos levados até um ônibus escolar caindo aos pedaços que já estava lotado de turistas de outros albergues que também iam ao jogo. Quase todo mundo devia ter entre 18 e 20 anos. Esse talvez tenha sido o único momento que quis ser argentina: para me diferenciar daquela molecada do intercâmbio que nunca tinha ido a um estádio de futebol e ia pela primeira vez de ônibus escolar. Senti vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os turistas eram de lugares variados do mundo e conversavam em diversas línguas. Quando nos aproximávamos da Bombonera, a turma do fundão do bumba começou a entoar um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- U.S.A.! U.S.A.! U.S.A.!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu coloquei touca e óculos escuros porque não queria ser reconhecida por ali, embora ninguém me conhecesse na Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos no estádio e quando olhei para o gramado quase chorei. Não era possível ver absolutamente nada por causa da neblina. Tudo branco. Mal se via os refletores, nem pensar em ver La Doce na arquibancada da frente, atrás do outro gol. "Não vai ter jogo", pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acredito que pagamos tudo isso para não ver nada! – lamentou o Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aquibancada já estava quase toda tomada. Nos afastamos da juventude u.s.a., eu, Dani, Mossoró e Cali, e fomos sentar bem longe de todos eles. Sentar é modo de dizer. Os degraus dos estádios daqui são bastante largos, suficientes para espremer cinco pessoas, uma na frente da outra, como os nossos organizadores estão acostumados a fazer. Lá, o degrau é fino e quase não cabe o seu pé, o que é bastante assustador por causa das arquibancadas íngremes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhei para trás, a primeira coisa que vi foi um torcedor com um agasalho do Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CORINTHIANS! – gritei, sem me conter.&lt;br /&gt;- Você é corinthiana?&lt;br /&gt;- Sim, sou. E você? É brasileiro?&lt;br /&gt;- Não, sou argentino. Comprei quando fui ver o Boca jogar no Brasil, na final contra o Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está vendo, Daniel?!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100781536573633666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/RsmdyExXtII/AAAAAAAAA-M/LrnF2UEHzLw/s320/jogo3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A bandeira de La Doce é pequenina comparada com a nossa&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;A cerveja bateu e eu precisei ir ao banheiro. "Se os banheiros dos restaurantes são daquele jeito, imagina o da Bombonera?", mas era melhor não pensar nisso. Quando entrava no sanitário feminino, um homem saía dali e eu fiquei bastante assustada, porque eu não queria morrer, nem sofrer escoriações, muito menos ser molestada em Buenos Aires. Mas deu tudo certo e eu continuo virgem. E o banheiro, por mais esquisito que seja, era muito mais limpo do que a maioria dos restaurantes sofisticados que a gente foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para meu lugar e nada do jogo começar. A neblina continuava ruim, a arquibancada foi enchendo, as pessoas foram se espremendo. Fiz amizade com um velhinho do lado que me apontou o Maradona em seu camarote:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá está Dios.&lt;br /&gt;- Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que anunciaram no alto-falante que o jogo atrasaria uma hora para ver se neblina subia. Automaticamente todo mundo sentou ao mesmo tempo. Eu fiquei com os pés nas costas do senhor da frente, com uma banda em cima do velhinho e outra em cima do Daniel, que por sua vez estava em cima de desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando que se fosse no Brasil o jogo estaria começando às 21h45 por causa da novela e jamais atrasaria uma hora porque isso desestruturaria toda a programação do canal 5. Aqui, a Rede Globo é muito mais poderosa do que a mãe natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o estádio já cheio, os torcedores começaram a pular e a cantar. A La Doce puxou uma música chamando a nossa arquibancada para cantar também. E conforme todos cantavam e todos pulavam, a temperatura esquentou e a neblina subiu como mágica. Isso é saber cumprir o seu papel dentro do estádio. Sem a torcida, não existiria jogo, nem aquele, nem nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito da noite começou o show. Quando o Boca entrou em campo, uma chuva de papel veio das arquibancadas e os gandulas precisaram de muitos minutos para limpar o gramado. As músicas eram acompanhadas pela bateria. Maradona acenando para a torcida e fumando um charuto cubano. A fumaça agora vinha dos foguetes coloridos, lançados pela torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal o juiz apitou, o goleiro do Cúcuta começou a fazer firula. O velhinho do meu lado, aparentemente inofensivo, gritou um: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Negro puto!!!!!!!!!!!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100781536573633682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/RsmdyExXtJI/AAAAAAAAA-U/C6hFjGfofcw/s320/jogo4.jpg" border="0" /&gt;Eu e o velhinho carcamano&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;É o que eu disse sobre os mais velhos serem preconceituosos e reacionários. Aliás, quase não se vê negros em Buenos Aires. Durante sete dias, contei três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como seus companheiros de equipe, o arquero queria ganhar tempo porque tinha a vantagem. Não é fácil ganhar na Bombonera, não com essa torcida a flor da pele. E o Cúcuta veio todo retrancado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém perdoou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que lo vengan a ver, que lo vengan a verEso no es um arquero, es una puta de cabaré"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá de humilhante. E toda vez que ele ia bater um tiro de meta, a torcida entoava um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ao chutar a bola, um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PUTOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez, sem exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais arrepiante que as músicas, o que deu vontade de chorar foi o silêncio. Ele, que me dá ódio nos jogos do Corinthians, ali me emocionou. Entre as músicas, nos momentos de apreensão, ninguém conversava no estádio, ninguém falava. Um silêncio sepulcral. Era possível ouvir a neblina. Para depois de uma jogada bonita, um drible, um quase gol, a torcida explodir em ritmo:&lt;br /&gt;"Boca Juniors, Hoy te vinimo a verponga huevo, hoy no podes perderTe llevamos, dentro del corazónY la 12 quiere que salgas campeón…"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ponga huevo se refere ao escroto dos jogadores. É como se eles dissessem para "jogar com os colhões". Os argentinos realmente têm problemas com bolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eles decidiram jogar com os ovos, Riquelme acertou no ângulo e abriu o placar aos 43 do primeiro tempo. O gol foi dedicado ao Maradona. Eu logo me preparei para sair correndo, fazer a tal avalanche e voltar correndo para ajudar o Daniel que certamente seria pisoteado, mas eles não fizeram. Só gritavam e abraçavam os desconhecidos em meio aquele sentimento comum. Eu ganhei um abraço apertado do velhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio tempo, todos se sentaram e a situação parecia ainda pior. Mas eram só dez minutos. Para animar os rapazes, as cheerleaders entraram em campo e começaram a rebolar, exatamente como aqui. E ouviram-se os mais variados elogios grosseiros, exatamente como aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não digam isso dela. Ela é a mãe dos meus filhos!!!!! – gritou o velhinho-meu-amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastou para eu rir os dez minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o jogo começou, as músicas voltaram e Palermo fez o segundo, aos 15 minutos. Do nosso lado da arquibancada, uma bateria de fogos foi queimada e o jogo foi interrompido porque era fumaça demais para prosseguir. Mas era alegria demais também porque com esse placar o Boca estaria classificado para a final contra o Grêmio.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100781536573633698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/RsmdyExXtKI/AAAAAAAAA-c/ufcU3qh1DcM/s320/jogo5.jpg" border="0" /&gt;Depois dos 3&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Mais duas vezes o jogo teve de ser parado, mas agora por conta da neblina que insistia em voltar. A neblina descia, a torcida pulava, gritava e cantava, aquecia o estádio, e ela subia. O jogo continuava. Fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para consagrar a noite, Battaglia deu mais um de presente aos xeneizes. Boca na final. É muito huevo.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;****&lt;br /&gt;Quando o apito do juiz soou, ficamos mais uns 40 minutos dentro do estádio, esperando a torcida do Cúcuta sair. Nem eram tão numerosos, mas acho que esperamos eles chegarem até a Colômbia para sermos liberados. Lá fora, um frio de rachar e a neblina que não deixava ver um palmo na frente do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me recusei a voltar de ônibus escolar com aquela gente nada a ver depois do espetáculo que vi. Queria é falar castelhano e tomar uma Quilmes, sair dançando o tango mais bonito de Gardel.&lt;br /&gt;A cidade estava parada. Os carros não andavam, os táxis não paravam, os ônibus apinhados de gente. O jogo travou Buenos Aires e o bairro da Boca. Sinal de que lá tem tantas condições para se fazer uma partida desse porte quanto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto andava pelas ruas de La Boca até San Telmo bateu uma saudade de outros tempos de arquibancada, das bandeironas de bambu e das camisas da Kalunga. Quando o que importava era o Corinthians e as vaidades eram todas colocadas de lado. De uma torcida que era divertida, séria e comprometida, tanto quanto os xeneizes, e que me fez nunca deixar de ir aos estádios. Bateu uma saudade de casa e uma esperança de que um dia todo corinthiano vá ver o que eu vi, aqui e lá.&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100783117121598642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/RsmfOExXtLI/AAAAAAAAA-k/ft99Jmomnys/s320/jogo7.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Puerto Madero, depois do jogo. E a neblina, hein?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-562541364756399855?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/562541364756399855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=562541364756399855&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/562541364756399855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/562541364756399855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/08/alma-y-el-corazon.html' title='Alma y el corazon'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IejS5Ti738g/Rsmdx0xXtGI/AAAAAAAAA98/kdsDuzeTQzs/s72-c/jogo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-871786843008929208</id><published>2007-08-17T07:52:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T12:12:15.020-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'>Outro alvo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Painel da Folha de S. Paulo de hoje, 17 de agosto, traz uma notinha em que Romeu Tuma Jr. afirma que vai pedir uma CPI do futebol para investigar "lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, casos de pedofilia e envolvimento de torcidas uniformizadas com o crime organizado". Acho ótimo, porque, se provado que isso realmente existe, deve servir para moralizá-las. Mas não lacrá-las. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na Polícia Civil, na Assembléia Legislativa e em outros lugares que Tuminha costuma freqüentar já foram descobertos e provados casos iguais e ainda piores do que esses que ele está pedindo investigação. Até em seu próprio partido, o PMDB, e no DEM de seu pai, antigo PFL. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não que eu queira comparar as Organizadas com esses tipos de instituições. As torcidas são infinitamente mais inofensivas. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-871786843008929208?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/871786843008929208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=871786843008929208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/871786843008929208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/871786843008929208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/08/outro-alvo.html' title='Outro alvo'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-7278326768407636878</id><published>2007-08-15T09:39:00.000-07:00</published><updated>2007-08-15T09:49:53.198-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito Desportivo'/><title type='text'>Ai, Manoel</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Manoel Maximiano Junqueira Filho é o primeiro dos seis filhos de Manoel Maximiano Junqueira com Maria Lília Silva da Cruz. Escorpiano, nasceu no dia 10 de novembro de 1962, meses depois de o Brasil ter conquistado o bicampeonato mundial no Chile. Gilmar, Nilton Santos, Mauro, Zózimo e Djalma Santos, Zito e Didi, Zagallo, Vavá, Amarildo e Garrincha. Time viril aquele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;O bisavô de Manoel, que o garoto não chegou a conhecer porque faleceu dois anos antes de seu nascimento, veio da Ilha da Madeira para o Brasil trabalhar na lavoura depois da abolição da escravatura e se estabeleceu na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Antônio Lopes Velludo e sua esposa, Eugênia Gouveia Velludo, tiveram Clotilde, a Tida, e mais outros tantos filhos. Tida era a avó paterna de Manoel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Apesar do nome de jogador, Junqueirinha, como era chamado na escola pelos colegas, sempre ficava no banco. Tremendo perna-de-pau, quando muito era escalado para o gol na ausência de Cotoco, o amigo maneta que fazia melhor o serviço. Mas bastavam cinco minutos em campo e lá vinham os frangos, engolidos um atrás do outro com uma fome de ontem. E, em seguida, uma chuva de tapas na cabeça dos coleguinhas mais nervosinhos que não queriam Junqueirinha no time nem pintado de ouro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Toda a quinta-feira, dia da Educação Física na escola, Dona Tida esperava o neto de braços abertos em sua cadeira de balanço no canto da sala. Religiosamente, o menino chegava ao fim da tardinha e chorava escondido do pai no colo da avó. Seu Manoel, salazarista e fã número um de Amarildo, sonhava em ver o filho mais velho um craque da pelota, jogador profissional do Botafogo de Ribeirão Preto. Mas com a habilidade de Junqueirinha o pobre garoto não conseguiria nem o cargo de roupeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Se ainda fosse forte, pensava, poderia impor-se em campo, ser zagueiro, ou mesmo revidar os tapas dos colegas que, já na adolescência, evoluíram para socos e pontapés. Mas o corpo franzino, raquítico, não lhe rendia sequer um único suspiro de mulher, quanto mais a chance de se fazer respeitar na base da porrada. Assim, abandonou os gramados e se dedicou somente aos estudos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Com o passar dos anos, Junqueirinha transformou-se em Doutor Junqueira e ninguém mais lhe ousou dar sequer um peteleco, sob pena de ver o sol nascer quadrado. Porque quem não tem respeito, tem medo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;O pai de Doutor Junqueira acostumou-se com a idéia de ter o filho advogado solteiro, morando com ele e sua esposa, embora todos os outros mais novos já estivessem casados e lhes dando netos. Estranhava nunca ter visto o filho com nenhuma namorada, mas cansou de lhe pedir demonstrações de virilidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Até que um dia, com Doutor Junqueira juiz, caiu-lhe um caso nas mãos que renderia a chance de contar ao Seu Manoel o que nunca tinha conseguido dizer antes. Ao Seu Manoel e a todos os outros colegas da escola, que creditavam a falta de habilidade de Junqueirinha a um estranho gosto por roupas cor-de-rosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL59562-4276,00.html"&gt;O caso é que um jogador de um time da capital paulista processava um dirigente de outro time por ter insinuado que era homossexual&lt;/a&gt;. Queria retratação pública, afinal a acusação tinha sido feita em um programa de audiência, embora pouca credibilidade. Então, Doutor Junqueira, com sua camisa cor-de-rosa por baixo da toga, resolveu aconselhar o atleta para poupar-lhe de todo o sofrimento que ele mesmo havia passado: "Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma Federação". E continuou: "Melhor seria que ele abandonasse os gramados." &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Pronto, o recado já estava dado. E se o Seu Manoel visse o &lt;a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/58226,1"&gt;final da sentença&lt;/a&gt;, não teria mais dúvidas sobre o filho: "Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho. É assim que penso."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:85%;" &gt;Seu Manoel, de descendência portuguesa, entendeu tudo errado e ficou feliz. A homofobia da sentença era a prova de macheza que ele tanto queria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-7278326768407636878?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/7278326768407636878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=7278326768407636878&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/7278326768407636878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/7278326768407636878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/08/ai-manoel.html' title='Ai, Manoel'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-2005568925411562718</id><published>2007-08-14T08:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T08:13:47.718-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora Dualib'/><title type='text'>Do Movimento Fora Dualib</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Afastamento definitivo de Dualib está apenas começando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Muito se comemorou a decisão do Conselho Deliberativo do Corinthians, que aprovou o afastamento do presidente Alberto Dualib e do vice Nesi Curi, no último dia 7 de agosto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas ainda há um longo caminho a percorrer -e cheio de burocracias- até que os dois possam ser definitivamente afastados do clube. E é importante que toda a Nação Corinthiana continue acompanhando de perto o que está acontecendo no clube e cobrando os envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi formada uma comissão -pelos conselheiros Alexandre Husni, José Carlos de Mattos, Rogério Molica, Osmar Basile e José Percival Albano Jr.-, que deve investigar e analisar detalhadamente a administração Dualib. Esse grupo tem 60 dias para apresentar ao conselho os resultados da apuração (que serão somados às denúncias do Ministério Público), mesmo prazo que Dualib e Nesi têm para se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima reunião do conselho -que deve acontecer, portanto, dentro de no máximo dois meses- é que será decidida a abertura ou não do processo de impeachment contra os dois cartolas corinthianos. Caso o conselho aprove a destituição de ambos, será convocada a Assembléia Geral, ou seja, o associado votará a favor ou contra a saída do presidente e do vice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O início desse processo de afastamento definitivo já é uma grande conquista, mas a Nação Corinthiana precisa continuar, junto ao Movimento Fora Dualib, pressionando os conselheiros e comparecendo às manifestações. Temos que continuar lutando até que toda a diretoria ligada a Dualib saia, e pressionando para que todos renunciem a seus cargos, Dualib, Nesi, Clodomil Orsi e Wilson Bento.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos a limpeza total do Corinthians, para que seja possível a instalação de uma gestão democrática, clara e honesta Nossa luta ainda não terminou! Até porque permanece incerto o destino do Corinthians depois da saída de Dualib e Nesi. Haverá novas eleições? Clodomil Orsi continua no poder até o fim desta gestão? Será formada uma comissão para administrar o clube?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se sabe por enquanto, mas temos de permanecer atentos para que o Corinthians não caia, mais uma vez, nas mãos de pessoas erradas. Precisamos de tranqüilidade no clube e de novas diretrizes para que possamos recomeçar do zero.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-2005568925411562718?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/2005568925411562718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=2005568925411562718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/2005568925411562718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/2005568925411562718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/08/do-movimento-fora-dualib.html' title='Do Movimento Fora Dualib'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-4980141463825876414</id><published>2007-08-14T07:56:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T08:00:11.725-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora Dualib'/><title type='text'>Dualibabá</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para quem perdeu a entrevista do Dualib ao Esporte Espetacular, exibida no domingo passado, aí está:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kz45o-rNtKI" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-4980141463825876414?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/4980141463825876414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=4980141463825876414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/4980141463825876414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/4980141463825876414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/08/dualibab.html' title='Dualibabá'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-1219613151575761799</id><published>2007-08-13T09:08:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:09:43.213-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora Dualib'/><title type='text'>Fora, Dualib!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem foi que duvidou que um dia Dualib cairia? Eu não fui. Principalmente porque, como corinthiana desde o berço, entendo a força que tem essa torcida. Pois quando surgiu o “Movimento Fora Dualib” ficou claro que a ditadura do nefasto presidente do Timão estava no fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ontem, em 7 de agosto de 2007, Alberto Dualib e Nesi Curi foram afastados da presidência do Corinthians depois de 14 anos por uma esmagadora maioria de conselheiros do clube que outrora caminharam juntos com os dois senhores. Assim escreveu a história: presidente e vice, humilhados e traídos por antigos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem vá dizer agora que Andrés é o verdadeiro herói do Corinthians e que só quando assumiu a oposição é que alguma coisa mudou. Outros irão afirmar que Dualib só se complicou porque o Ministério Público Federal concluiu a investigação e o denunciou por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por conta da parceria com a MSI. Mas eu acredito é na gente. E a gente é quem nunca teve nenhum interesse em ser corinthiano, a não ser ver no estádio o jogador suar a camisa dentro de campo para honrar o nosso amor, mesmo que perca a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente é quem nunca ganhou um tostão às custas da fé de outros, pelo contrário. A gente é quem só gasta dinheiro com camisa do clube que custa quase meio salário mínimo, ingresso, viagem, bandeira, boné, agasalho, água superfaturada e lanche ruim no estádio. A gente é quem, hoje em dia, agüenta desrespeito de todos os lados para no meio de tanto jogo ruim ser recompensado com um drible bonito, um gol de fora da área, ou um simples gol, que seja. Porque é a gente que gosta de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi só quando a gente se uniu é que as coisas realmente aconteceram. Poderia o Ministério Público Federal ainda não ter concluído as investigações ou o Andrés e sua turma não terem bandeado para o outro lado. Bastava a nação ter se revoltado, se indignado e se juntado para os dias do Dualib estarem contados. Do mesmo jeito que por conta da união dessa torcida é que o afastamento do Dualib será declarado definitivo daqui a uns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás dessa queda, que é um marco para o Corinthians e para o futebol, não está qualquer conselheiro, mas o sangue alvinegro fervido de uma porção de gente que acreditou e acredita que mudanças (para melhor) são possíveis. Eu digo sempre e repito: dá para mudar o mundo começando pelo futebol. É só querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: Parabéns para o Eduardo e a Débora, casal incansável que acredita&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-1219613151575761799?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/1219613151575761799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=1219613151575761799&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/1219613151575761799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/1219613151575761799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/08/fora-dualib.html' title='Fora, Dualib!'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-1823427709734491635</id><published>2007-08-13T08:57:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T08:59:20.563-07:00</updated><title type='text'>Voltando</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fiquei um tempo longe do Invendável e Imprestável, mas vou tentar voltar. E vou postar por aqui alguns textos que escrevi e que publiquei em outros lugares.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-1823427709734491635?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/1823427709734491635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=1823427709734491635&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/1823427709734491635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/1823427709734491635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2007/08/voltando.html' title='Voltando'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-115878343995555347</id><published>2006-09-20T13:13:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:19:19.227-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para a paciência dos dois leitores que tenho nesse blog, peço desculpas pela falta de atualização. Mas seria impossível não comentar uma das medidas de segurança nos estádios, anunciadas pela Federação Paulista de Futebol ontem, 19/09. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pobre Edinho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por Leonor Macedo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Edinho é o apelido que Edmílson ganhou dos primos quando ainda era pequenino e jogava bola pelos terrenos baldios de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, onde ainda mora. Época boa aquela, quando a preocupação maior era a chuva que cairia e transformaria o campo improvisado em um tremendo lamaçal. E o jogo rolava na chuva mesmo, tamanha a paixão daqueles meninos pelo futebol. Nem adiantava a mãe ralhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Edinho tem 18 anos e mal dá tempo de jogar bola ou encontrar os amigos porque, além de estudar, o garoto trabalha como atendente de uma lojinha de R$ 1,99 para ajudar a família. Teve a infelicidade de nascer pobre, assim como boa parte da população paulistana. Ou brasileira. No emprego, ganha um salário mínimo, o que é muito bom para alguém da sua idade, considerando que ainda não terminou o ensino médio e o valor corresponde a renda de muito pai de família ali de São Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metade do salário, ele entrega para a mãe, Dona Maria, costureira que deu a luz a cinco filhos. Edinho não é nem mais velho, nem o mais novo. “É o recheio”. O pai, Seu Francisco, é “pedreiro atualmente desempregado”, como se define sempre que perguntado. Como se “atualmente desempregado” também fizesse parte da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a outra metade, o menino compra roupas, tênis e vai ao estádio ver os jogos do Coringão, sua grande paixão. Desde que seu pai, corinthiano de coração, o levou ao estádio pela primeira vez, nunca mais deixou de ir. Devia ser toda aquela emoção, os cantos, a torcida, as bandeiras, a energia, os amigos que havia feito. Ou porque ali, o Edinho de São Miguel era um cara diferente. Não pensava no desemprego do pai, na saudade que sentia da infância, no trabalho do dia seguinte. Ou vai ver era porque ali o Edinho era igual. O fato é que sempre que ele entrava no estádio batia uma vontade de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá ia Edinho, toda quarta, quinta, sábado ou domingo ver o Timão no Pacaembu, no Morumbi, ou no Canindé. Não importava. De vez em quando, os jogos eram duas vezes por semana, mas o dinheiro dava. De arquibancada sempre dava, mas para ele era o melhor setor do estádio. Era lá que dava vontade de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficava junto com os Gaviões da Fiel, com a Camisa 12, com a Coringão Chopp, com a Estopim, com a Pavilhão, e com outros tantos corinthianos. E resolveu se filiar aos Gaviões da Fiel, pelos tantos amigos que tinha feito e que já eram da torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edinho, como todos os outros corinthianos, preferia que os jogos ocorressem no Pacaembu, mas no caso dele era mais do que uma questão de identidade. São Miguel Paulista é longe. Bem longe. E, apesar de longe, o Pacaembu é o lugar mais próximo para alguém que mora no extremo leste assistir a um jogo. Ainda assim, toda semana era a mesma &lt;em&gt;via crucis&lt;/em&gt;: se o jogo era domingo, às 16h, Edinho dava um beijo na testa de Dona Maria antes do almoço, pegava uma lotação e demorava meia hora até a estação de trem. Depois perdia cerca de uma hora e dois minutos de São Miguel até a Barra Funda, passando pelo Brás para uma baldeação. E lá da Barra Funda seguia para o Pacaembu por mais ou menos meia hora a pé. Isso sem contar com o tempo de espera da condução porque de domingo a frota é sempre reduzida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando o jogo ainda era de fim-de-semana, o corinthiano conseguia até comer alguma coisa antes de entrar no estádio. Problema mesmo Edinho tinha quando a partida era durante a semana. Aí ele fazia mágica: chegava em cima da hora no estádio, depois de pegar um trem apinhado de gente. E quando o jogo acabava, às 23h40, naquele horário que a transmissão não atrapalha a novela, ele corria feito louco para pegar um ônibus que o levasse até a estação Marechal Deodoro. De lá ele pegava o metrô até o Brás para não perder o último trem até São Miguel, que saía à meia noite. E o caminho do Pacaembu até o Brás tinha que ser percorrido em 20 minutos. Se alguém aí não acredita que isso é possível, o site da CPTM diz que dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele era um cara de sorte, porque quando chegava lá na estação em São Miguel, perto da uma da matina, e não tinha mais condução até sua casa, ele caminhava para os braços de Dona Maria e nunca aconteceu nada. Sempre escapou ileso também das brigas de torcidas, organizadas ou não, pelos trens. Menino de sorte e de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a Federação Paulista de Futebol, por causa dessas brigas, resolveu implantar umas medidas de segurança para 2007 e ferrou a vida do Edinho. Ele acha bom que alguma coisa seja feita pela diminuição da violência porque um menino da vila onde mora morreu e ele viu o sofrimento da mãe do moleque que nem gostava de futebol. Menino sem juízo, mas que tinha toda uma vida pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fim da violência, Edinho nem se importa em ter que se cadastrar de novo na frente do estádio e deixar sua foto, impressão digital, nome, telefone, função, número de RG e endereços, só porque é de uma torcida organizada. Afinal, ele fez isso em sua ficha de filiação lá nos Gaviões da Fiel. Ele não se importa, mesmo sendo uma medida discriminatória, que parte da premissa que todo torcedor organizado é um “sujeito torto”, pelo menos em potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que Edinho queria era continuar freqüentando os estádios e a Federação praticamente o proibiu. Porque se ele quiser ficar no espaço mais barato, destinado à torcida organizada, e assistir o jogo com seus amigos, terá de chegar uma hora antes da partida e só será liberado meia hora depois do fim do jogo. Meia noite e dez. Isso, dependendo da boa vontade da polícia militar, que não tem lá muito boa vontade com torcida organizada. Pode ser que Edinho fique até mais. Só que ele mora em São Miguel Paulista, lembra? E precisava chegar ao Brás antes da meia noite para ter o direito de gostar de futebol e conseguir dormir ao lado da Dona Maria, seus quatro irmãos e o Seu Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do que, para entrar no estádio, ele terá de chegar, no máximo, até às 20h45, o que quer dizer que o pobre coitado teria de sair lá da loja, que funciona em horário comercial, antes das 18h. Bem antes. Impossível o patrão do corinthiano aceitar, embora seja um cara justo e goste do funcionário. Mas lá em São Miguel tem uma porção de menino que aceita trabalhar até às 18h no lugar do Edinho, sem nem ganhar um salário mínimo inteiro. Tudo porque, para a Federação, quem é de torcida organizada não trabalha. Os 70 mil associados dos Gaviões da Fiel vivem do que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o pior de tudo é não entender no quê essa medida preconceituosa de enjaular torcedores e colocá-los no mesmo patamar que bandidos, tratá-los em regime especial, cercá-los com policiais e afastá-los do resto da população “mais endinheirada e formada” ajudará no fim da violência dentro de um estádio e fora dele. Mas aí o que acontece lá pela região de São Miguel já não é mais um problema da Federação Paulista de Futebol, neste conceito de cidadania meio torto. Problema é do Edinho, que, a não ser que aceite dormir na rua durante a semana (o que é pior para sua própria segurança e para brigas de torcidas) ou deixe de ver a partida com seus amigos em um setor mais caro, não poderá ir a estádio de futebol. Logo ele que é um garoto de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Observação: o Edinho, nesse caso, representa qualquer torcedor organizado de futebol. Poderia ser um palmeirense, um são paulino, um santista, um ponte pretano, enfim. Mais um pobre que perde o seu direito a espaço, a lazer, a ir e vir. E os pobres desse país ficam cada vez mais sem direitos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-115878343995555347?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/115878343995555347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=115878343995555347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115878343995555347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115878343995555347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/09/para-pacincia-dos-dois-leitores-que.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-115471388605712339</id><published>2006-08-04T10:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:12:59.754-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MSI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora Dualib'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Bons companheiros&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em breve, Dualib e Kia soprarão as velinhas para comemorar dois anos de união entre o Corinthians e a MSI. O casamento, pelo menos é o que diz o contrato, deverá durar mais 8 anos, embora nem tudo sejam flores. Dizem por aí que o casal tem brigado desde a lua-de-mel e se esforça para manter as aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conquistar Dualib, Kia mostrou uma poupança recheada e outros dotes. Nem precisou justificar como tinha conseguido tanto dinheiro com pouco mais de trinta anos (?) e nem apresentou seus documentos iranianos, ingleses, russos ou de qualquer outra nacionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, Kia encontrou um terreno fértil para conseguir aquilo que queria. Com a baixa instrução do povo brasileiro, a nossa convivência pacífica com a corrupção e o nosso pouco costume de questionar o que parece incorreto, o iraniano viu no futebol uma larga oportunidade de multiplicar o seu dinheiro. Porque aqui no Brasil, o futebol se tornou uma porta aberta até para tornar o dinheiro legal quando é ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, para a união entre ele e Dualib ser possível, Kia só precisaria prometer mundos e fundos. Mexeu justo nas feridas de cada corinthiano: a construção de um estádio e a conquista da Libertadores. Sonho antigo e promessas de novos tempos que fizeram boa parte da nação corinthiana fechar os olhos tanto para a fonte de renda da MSI quanto para o fato de Dualib ter quase arrendado o nosso patrimônio. O Kia, que nunca tinha entrado em um estádio, poderia opinar e ter a decisão final nas questões que permeassem o futebol do Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que esse é um dos motivos da briga entre o casal: na hora de assinar o contrato, Dualib esqueceu que sem as decisões do futebol sobraria a ele a administração da bocha, das piscinas e dos campeonatos de dominó disputado entre os fiéis associados do Parque São Jorge que resistiram à decadência das instalações do clube depois de tantos anos de uma péssima gestão. O outro motivo de briga é que Kia manda tanto na relação que decidiu cortar o cartão de crédito. Dualib gastava demais com os netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fruto gerado por Dualib e Kia é um elenco que, a princípio, parecia promissor. Foi investido dinheiro em craques que dificilmente teríamos com o pouco crédito que Dualib, sozinho, tinha na praça. Mas Kia mimou tanto a criança que, com quase dois anos, ela não faz a sujeira no peniquinho. Ele coloca a culpa em Dualib, e este se defende alegando que o elenco não o obedece. Atletas contratados pela MSI só obedecem ao Kia e atletas surgidos no Corinthians só querem o colo do Dualib.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a desunião do grupo, a falta de pulso e o descaso dos pais, tanta birra e tanta manha, alguns sonhos começaram a ruir. Quem acreditava na Libertadores, deu adeus a ela em um episódio lamentável no Pacaembu. E o pesadelo não terminou por aí: o Corinthians, que é o que verdadeiramente importa para 25 milhões de torcedores, ficou em último plano para Kia e Dualib e segura a lanterna do Campeonato Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que quando a situação foge do controle, o Kia foge de um lado e o Dualib foge de outro. Um vai para a Europa, troca de nome e não quer nem saber de ligações vindas do Brasil. Outro assovia, olha para cima e constrói quadras de futebol society porque o futebol profissional não é de sua alçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se depois de dois anos, o fruto dessa união é isso o que todo corinthiano está vendo e sentindo na pele, imagine depois de dez anos, quando a criança terá se tornado um adolescente-problema.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-115471388605712339?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/115471388605712339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=115471388605712339&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115471388605712339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115471388605712339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/08/bons-companheiros-em-breve-dualib-e.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-115271725198102188</id><published>2006-07-12T08:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:14:33.147-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Respeito pelo diferente'/><title type='text'>Quase corinthiano</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em um prédio de classe média perdido no meio da fumaça da Avenida Pompéia não é muito fácil conhecer pessoas legais, que dirá fazer um amigo. Nem acho que sou uma delas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro como conheci o Jorge (leia-se Ror-rre ou Rorhe), senhor de seus 50 e poucos anos e sotaque carregado de érres e de ésses. Também nunca soube como o argentino veio parar no Brasil e na Vila Pompéia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que nos aproximou foi o futebol. Eu, corinthianíssima. Ele, torcedor apaixonado pelo Boca Juniors. Só que antes de qualquer final de Libertadores entre Boca e Palmeiras, o Jorge veio para o Brasil e se tornou palmeirense por aqui. Ele nem imaginava que alguns anos depois a torcida corinthiana adotaria o Boca e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu sempre dizia para o Jorge que aqui ele torcia para o time errado. Ele ria e ficava lá meio sem-graça, como se dissesse "agora é tarde" e (juro que não é o coração corinthiano que enxergava) tenho certeza que o Jorge queria mesmo é ter sido corinthiano. Até a mulher tirava um sarro por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Jorge nem morava mais aqui no prédio e meses antes de se mudar descobriu-se com um tumor no cérebro que lhe levou diversas vezes para internações e mesas de cirurgias. Ele escolheu passar seus últimos meses de vida em outro prédio, num bairro mais distante, na Freguesia do Ó, onde ninguém o conhecia. Talvez tenha sido por isso que ele se mudou: para que pudesse ser corinthiano sem que alguém soubesse que o Jorge já tinha sido palmeirense um dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois que ele se mudou, o encontrei só mais uma vez. Quase nem o reconheci fisicamente por conta dos efeitos dos remédios e do tratamento, mas no meio do Hortifruti ele gritou "Ei, corinthiana!", com seu portunhol inconfundível. Comprei para ele um São Jorge, protetor das famílias, do universo e dos corinthianos, mas não deu tempo de entregar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje recebemos a notícia de seu falecimento. Morreu no sábado, mas não deu para se despedir porque não teve velório, nem enterro. O Jorge doou seu corpo a uma universidade de medicina para estudos. Quem sabe descubram um coração corinthiano?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amanhã tem missa e eu vou pisar de novo em uma igreja, coisa que não faço há bons anos. Vou levar para sua mulher e filhos a imagem do São Jorge que eu fiquei devendo para o argentino Jorge. Merecida, pela amizade e por ter me despertado um olhar muito mais carinhoso pelos nuestros hermanos. Muito, muito antes de Carlitos Tevez.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-115271725198102188?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/115271725198102188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=115271725198102188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115271725198102188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115271725198102188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/07/quase-corinthiano-em-um-prdio-de.html' title='Quase corinthiano'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-115152130827720467</id><published>2006-06-28T11:44:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T12:01:48.310-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Esta é uma das reportagens mais gostosas que li sobre futebol. Foi feita por Diogo Monteiro e está publicada na Revista RAIZ. de junho de 2006. É uma revista nova, só tem 5 edições até agora e tem sido uma de minhas melhores leituras mensais. As fotos são belíssimas, o conteúdo interessante e as reportagens super bem escritas. Quem quiser saber mais sobre a RAIZ.: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistaraiz.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;www.revistaraiz.com.br&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; e quem puder, vale a pena comprar essa última edição e ler essa matéria com suas ilustrações. A propaganda aqui é gratuita.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/capa_raiz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;As razões do futebol&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ou como explicar o que sinto quando me abraço aos prantos com um total desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Diogo Monteiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;ÀS VEZES&lt;/strong&gt;, você é levado a questionar sua fé, pouco importa quão grande ela seja. No meu caso, isso aconteceu quando recebi a ligação da RAIZ. É tempo de Copa do Mundo, e eles queriam uma matéria, diziam, que tivesse por tema a seguinte pergunta: "Por que o futebol?". Por que cargas d’água, dentre todas as outras modalidades esportivas – o vôlei, o basquete, o tênis, o remo, a bocha, o par-ou-ímpar -, foi logo o futebol tornar-se essa paixão brasileira, um símbolo nacional, tanto quanto o ipê, o samba e o caixa dois. Argumentei que a resposta era óbvia. O futebol domina tantas mentes, pés e corações porque é a melhor coisa inventada pelo homem. Simples assim. Quem já gritou "gol" num estádio, abraçado aos prantos a um sujeito nunca dantes visto na vida, não tem a menor dúvida disso. Não se questiona porque Deus criou o mundo em sete dias e não em uma hora, ou um ano. Porque ELE quis assim. Pronto! Mas esse pessoal da RAIZ. parece não ser muito chegado numa bola. Disseram que a resposta não era muito satisfatória e que, caso eu não topasse, passariam a matéria para outro. "Não. Me dá que eu mesmo faço." Vai que colocavam a pauta na mão de alguém que não entende patavinas de futebol. Hereges!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PELO PRINCÍPIO:&lt;/strong&gt; eu entendia de futebol, realmente? Eu sabia que ele tem o seu batismo brasileiro oficial quando Charles Miller, paulistano do Brás que tinha ido estudar na Inglaterra, voltou das terras britânicas, em 1894, com uma bola debaixo do braço e um conjunto de regras para o esporte como era praticado pelos súditos da rainha. (Como todo bom pernambucano, eu também sei que Pernambuco é o centro do mundo: lembro que há relatos de holandeses jogando bola em praias recifenses, já em 1870. Mas divago.) O jogo havia se profissionalizado na Inglaterra por volta de 1885 e, supõe-se (isso eu pesquisei), era oriundo de uma "brincadeira" praticada na Itália medieval, chamada &lt;em&gt;gioco del cálcio&lt;/em&gt;, que consistia de duas equipes de 27 pessoas, uma pelota, muitos socos, pontapés e xingamentos, além de algumas mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram alguns séculos que converteram essa prática bárbara em divertimento aristocrata, aura com a qual ele chegou a terras tupiniquins. Mas como ele passara de entretenimento de almofadinhas a amor e orgulho de nossa raça? Um pouco de pesquisa me levou ao escrito Mário Filho que, com o irmão Nelson Rodrigues, forma a dupla sagrada da crônica futebolística, Foi ele quem me explicou essa transformação e sugeriu a primeira resposta à famosa pergunta: o futebol nos domina – e nós o dominamos – porque nossa miscigenação nos preparou para tal. Gostamos tanto de futebol porque o praticamos como ninguém, e o fazemos porque nossos antepassados africanos desenvolveram uma cultura plena de danças e atividades lúdicas envolvendo pés, pernas e cintura. Eis a nossa ginga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em&lt;em&gt; O negro no futebol brasileiro&lt;/em&gt;, de 1947, Mário Filho explica que, no começo, apenas os brancos bem-nascidos exerciam o esporte. Grupos extremamente elitizados dominavam os embates, começando pelos ingleses e descendentes de ingleses na primeira partida entre os paulistas The Gas Work Team, a companhia de gás, e The São Paulo Railway Team, a ferrovia. Dos trabalhadores ingleses, o costume passou para jovens da alta classe que criavam pequenos selecionados e o praticavam nos clubes privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se a elite imitava os ingleses, a plebe começou a imitar a elite. O costume começou a ser apropriado pelas camadas mais pobres. Lembra o escritor Antônio Risério, num artigo chamado &lt;em&gt;Futebol:barroco-mestiço&lt;/em&gt;: "Moleques e malandros começavam a bater bola (...) onde quer que fosse possível. A simplicidade das regras (...) facilitava a popularização do novo esporte. E a bola podia ser feita com um maço de folhas de jornal enfiadas numa meia feminina, de jornal amarrado com barbante, ou, simplesmente, tomava-se uma laranja, uma abóbora, uma lata velha amassada ou uma chapinha de cerveja como se fosse a esfera mágica dos manuais". Iniciado em clubes aristocratas como o Fluminense Football Club, fundado em 1902, o futebol foi ganhando associações de caráter mais democrático, social e racialmente falando. O Bangu Athletic Club é o exemplo clássico da afirmação de que "o futebol brasileiro é uma das raras conquistas do povo brasileiro, que o tomou das mãos (e dos pés) das elites", emitida pelo jornalista e professor Leonel Kaz, curador do futuro Museu do Futebol, em São Paulo (estou lendo o seu livro, professor!). Fundado em 1904 pelos técnicos ingleses da fábrica de tecidos localizada no bairro de mesmo nome, o Bangu acabou vendo os britânicos serem aos poucos "dispensados" em favor dos operários de baixa renda, que se mostraram mais capacitados para rolar a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Símbolo mesmo foi o Arthur Friedenreich. Filho de um alemão com uma negra, o mulato de olhos verdes aprendeu a jogar bola entre o clube freqüentado pelo pai e os campos improvisados perto da casa da mãe. Embora procurasse esconder sua inegável ascendência negra, espichando a duros golpes os cabelos crespos, ele deu aos seus contemporâneos e congêneres a possibilidade de se verem na pele de um artilheiro internacional, que marcou o gol da vitória da seleção brasileira no Sul-Americano de 1919, sobre o Uruguai, na casa dos adversários (que, diga-se passagem, praticavam a democracia racial desde os primórdios do seu futebol e eram bem melhores que nós, na época). Por tal proeza, recebeu o epíteto de &lt;em&gt;El Tigre&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1921, o então presidente Epitácio Pessoa "recomendou" que o Brasil não levasse jogadores negros à Argentina, onde se realizaria o Sul-Americano daquele ano. Era preciso, segundo ele, projetar no exterior uma "outra imagem" nossa, composta "pelo melhor de nossa sociedade". A cultura racista e elitista, que ainda se impunha no mundo futebolístico, levara, no ano anterior, o escritor Lima Barreto a fundar a Liga Contra o Futebol, no Rio. E foi nesse clima que, em 1923, comerciantes portugueses da capital carioca, empenhados em projetar o nome do Vasco da Gama, mantiveram, na primeira divisão do estado, um time composto de negros e brancos das classes mais baixas. Pois aquela "escória", cuja habilidade e improviso eram as principais armas ante os indignados e pasmados membros da elite que compunham as outras equipes, venceu o campeonato carioca daquele ano. Estava decretada a revolução, me dia Mário Filho em seu livro de quase 60 anos atrás. "Os clubes finos, de sociedade, como se dizia, estavam diante de um fato consumado. Não se ganhava campeonato só com times de brancos. Um time de brancos, mulatos e pretos era o campeão da cidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, a saudável mistura começou a se impor no futebol brasileiro, embora clubes como os cariocas Fluminense, Botafogo e Flamengo, o paulista Palmeiras, o gaúcho Grêmio, o Atlético Mineiro, o Bahia e o Náutico, de Pernambuco, mantivessem a pose aristocrática e proibissem terminantemente a presença de negros vestindo as suas camisas ou freqüentando os corredores de suas sedes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo Mário Filho, todo esse medo de misturar as tintas causou alguns casos pitorescos – ou patéticos, como queiram. O mais conhecido deles é aquele que teria dado origem ao apelido hoje ostentado pelo Fluminense (atualmente defendido por jogadores de todas as cores, é bom ressaltar). Atleta do clube na segunda metade de 1910, o jogador Carlos Alberto tentava esconder da torcida que tinha não só um pé, mas cabeça, tronco e membros na África, disfarçando sua tez negra sob alguns quilos de maquiagem. Ora, apesar do El Niño, do efeito estufa e outras mazelas quetais, o Rio de Janeiro daquela época não era tão menos quente do que é hoje, e não eram precisos mais do que 30 minutos para que o disfarce do nosso herói lhe escorresse do rosto, junto com o seu suor, ao que os torcedores adversários, tão racistas quanto o time que enfrentavam, disparavam, à guisa de ofensa: "Pó-de-arroz! Pó-de-arroz". Bom, outros dizem que o apelido veio dos estojinhos de maquiagem portados pelas dondocas que acompanhavam o dia-a-dia do clube nos salões e tribunais. Eu fico com a explicação do Mário, muito mais interessante. Publique-se a lenda, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a lenta e gradual ascensão de negros e mestiços aos gramados foi, aos poucos, sendo copiada nas arquibancadas, onde as peles se tornavam cada vês mais morenas. Pois é. O futebol, minha senhora, meu senhor, cumpriu o prestimoso papel de superar discriminações sociais no país. Tudo bem que ainda soa um tanto forçado falar em harmonia de raças, como tanto queria o sociólogo Gilberto Freyre – que, aliás, é autor do prefácio do livro do Mário e compartilhador da tese de que o futebol superior vem do homem do povo. Mas já é mais do que suficiente para calar a boca daquele não iniciado que chega, pela milésima vez, com aquele papo enjoado de que "futebol é só um bando de homens correndo atrás de uma bola".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EMPOLGADO&lt;/strong&gt; com a tese de que o futebol teria aqui encontrado berço esplêndido por causa da nossa peculiar mistura étnica, passei a devanear. Caiu-me nas mãos um artigo no cantor-ministro da Cultura, Gilberto Gil (torcedor do Bahia, pelo que eu sei), em que o baiano afirma que a popularização do futebol não se daria caso "os descendentes de escravos e índios não tivessem identificado na brincadeira semelhanças com a sua cultura". Interessante. Então, além do negro do Mário, tinha também o indígena na jogada? Enriqueceria o argumento o fato de os primeiros habitantes do país terem contribuído, com algum fator entranhado lá no seu código genético, para essa nossa habilidade inata e conseqüente paixão desenfreada. Mas, antes de escrever besteira, que tal consultar um especialista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em busca de corroboração para a tese que cheguei ao professor Paulo Santilli, antropólogo da Universidade Estadual Paulista (UNESP), especialista em etnologia indígena. Expus a idéia, e ele, como não poderia deixar de ser, desclassificou-a de imediato. "Não creio. Não há nada que eu conheça que se assemelhe ao futebol, entre brincadeiras, rituais. Nem mesmo entre lutas cerimoniais pode-se encontrar alguma semelhança", disse ele. Lembrei no entanto da prática do futebol, comum em comunidades indígenas, havendo até campeonatos entre elas. "Mas é exatamente o contrário. O modelo que eles usam é baseado no futebol como conhecemos hoje. É, na verdade, uma forma dessas comunidades participarem da vida nacional, sentirem-se parte de uma cultura nacional predominante."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu podia pelo menos me pegar com a tese de Mário Filho e Gilberto Freyre. O negro fez do nosso futebol o que ele é, e por isso que somos apaixonados por ele. Foi a vez do cientista político e pesquisador pernambucano Túlio Velho Barreto aparar minhas asas. A paixão pelo futebol tem vários motivos não simplistas. E quem foi que disse que é privilégio nosso a paixão pelo futebol? "Os britânicos – ingleses e escoceses, principalmente – são tão aficionados quanto nós, assim como italianos, argentinos, franceses e por aí vai. Dizer que 'o Brasil é o país do futebol' não é uma verdade absoluta. Não há quem me convença de que futebol esteja vinculado a uma paixão específica brasileira", disse ele. "Porém o Brasil tem uma especificidade que é a forma, o estilo do nosso futebol. Isso é um traço marcante, o chamado futebol-arte."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem de haver um motivo, no entanto, para que nós, como outros povos, tenhamos desenvolvido toda essa paixão, para que o associemos tão fortemente à nossa identidade cultural. "O futebol foi incorporado logo quando essa 'identidade' começou a ser construída", disse Barreto, "O Brasil é relativamente novo, e essa identidade começa a ser criada na década de 1930, quando Getúlio Vargas está empenhado em transformar o Brasil em nação. Particularmente, na Copa de 1938."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato. Antes de 1938, duas Copas já haviam sido disputadas. Na de 1930, no Uruguai, vexame. Brigas entre os dois principais centros futebolísticos brasileiros, São Paulo e Rio, levaram a um desempenho fraquíssimo do escrete tupiniquim, composto apenas de cariocas, ante a desistência dos paulistas. Voltamos de terras uruguaias desclassificados com apenas um jogo: uma derrota para os anfitriões. Em 1934, a situação não diferiu muito, desta vez pelo conflito entre os que defendiam a profissionalização do nosso futebol e os que a combatiam vigorosamente. Resultado? Somente um jogo e uma derrota para a Espanha. Já em 938, na França, aquele plano de Vargas de utilizar o futebol como fator de unidade nacional estava de vento em popa. O ditador comemorava o 1º de maio em estádios de futebol. A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) seria assinada por ele em 1943, em São Januário, estádio do Vasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado Novo incentivava o futebol e dele tirava louros. A filha de Getúlio, Alzira, era madrinha da equipe, e o governante se referia aos jogadores como defensores dos interesses do país. Eram "os ases patrícios", nos dizeres da Gazeta Esportiva do Rio. Uma série de vitórias (uma delas contra a Tchecoslováquia, por 2 a 1, fez Gilberto Freyre cunhar, no Diário de Pernambuco, a expressão "footbal mulato", que depois viria a se tornar o chamado futebol-arte) nos levou à semifinal contra a Itália, partida que perderíamos por 2 a 1 e que seria classificada pelo próprio Getúlio como "uma desgraça nacional".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A política sempre usou o futebol", diz Túlio Velho Barreto. Acabou o Estado Novo, e a primeira Copa foi a de 1950 (a Segunda Guerra Mundial inviabilizou as de 1942 e 1946). E onde ela seria? Aqui. Caiu como uma luva para dar força ao discurso de união nacional. Em três anos, foi construído o maior estádio do mundo, o Maracanã, batizado de Mário Filho (ele mesmo), dando início a uma série de megaestádios construídos pelo poder público e espalhados pelo país. Os países europeus ainda estavam se recuperando dos estragos do conflito, o que fez com que apenas seis deles aportassem em terras brasileiras. Era a nossa vez, uma campanha nacional foi detonada por jornais e rádios, era chegada a hora de mostrar a superioridade brasileira naquele que era o seu terreno por merecimento: o campo de futebol. Depois de 22 jogos, estávamos na final, contra os vencedores da Copa de 1930. O empate era nosso. A imprensa brasileira enxergava os uruguaios como batidos, os jornais cariocas tinham as manchetes prontas. Era a nossa redenção. Faltava só combinar o plano com os visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez por cento da população do Rio de Janeiro lotava o Maracanã. Duzentas mil pessoas viram Gigghia colocar a bola longe do alcance de Barbosa, e adiar por mais oito anos o grito de campeão. Nunca se viu a nação tão arrasada, prostrada. Há quem diga que 1950 foi o nosso John F. Kennedy, nosso trauma coletivo, nossa tragédia particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a derrota teve efeito contrário ao de amainar nosso vício. Ficamos unidos na desgraça, como uma família que perde um ente querido, um lambendo a ferida do outro. Como o bom torcedor aprende desde cedo, as vitórias nos fazem exultar, mas é na derrota que o amor a um time se solidifica e fortalece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ano de 1958 encontrou o Brasil no auge do seu maior ciclo democrático, que duraria até 1964. Nós tínhamos um clima de desenvolvimento, de ufanismo, tínhamos grandes atuações em todos os esportes, tínhamos a bossa-nova, tínhamos os 'anos de ouro' e tínhamos Pelé", lembra Túlio. E foi assim, como a conclusão de uma seqüência lógica, que conquistamos a Suécia e a nossa primeira Copa do Mundo. Nós sabíamos o que era perder e agora sabíamos o que era ganhar, vício que prolongaríamos em 1962, no Chile, e levaríamos às barras da perfeição em 1970. Foi a primeira delas com transmissão ao vivo pela televisão, foi a época dos "noventa milhões em ação", em que o governo militar usou a canarinha, a mais perfeita máquina de ganhar e encantar, para esconder de si mesma uma nação que levava eletrochoques nos porões da ditadura. Também era o fim de uma época em que o amadorismo tinha lugar nesse esporte, e início do longo processo de profissionalização do jogador de futebol. A partir de então, enquanto o progresso marchava com botas de concreto sobre os cada vez mais rarefeitos campos de várzea, a nação acostumou-se com o dogma de fé de que o domingo só é corretamente aproveitado num estádio ou de frente para a televisão, vendo a bola rolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CERTO, TEMOS O ELEMENTO&lt;/strong&gt; da ginga, que nos preparou para dar o passo da genialidade no futebol. Certo, temos uma longa tradição de governantes que usou a pelota para garantir popularidade, construindo estádios, subvencionando clubes. Certo, somos um país que aprendeu a se espelhar no que vinha da televisão, e a televisão, quase sempre a serviço daqueles governantes, nos disse que éramos o país do futebol. Mas é só isso? Fomos guiados a isso, como se o futebol, em si, não tivesse nada que pudesse atrair o nosso amor e atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não. Faltava explicar o inexplicável, faltava explicar o sentimento de dentro de uma arquibancada. Aquilo que só quem vai sabe o que é. Voltei-me a Leonardo Guerreiro, colunista de esportes da Folha de Pernambuco. Afinal, Léo, por que o futebol? E não me venha com explicações de cunho historiográfico ou sociológico. "Porque o futebol reproduz, num ambiente fechado e controlado, as características de uma guerra. Quem vai ao estádio entra nessa catarse do combate simulado que é uma partida, assim se experimenta essa sensação que o homem experimenta há milênios, sem que ninguém precise matar ninguém", disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarse. O nome é bom, também utilizado pelo jornalista Armando Nogueira, ao afirmar que "a arquibancada do futebol é o divã da catarse nacional". Parece com o que dizia o escritor José Lins do Rego: "O futebol é, como o carnaval, um agente de confraternidade. Liga os homens no amor e no ódio. Faz com que eles gritem as mesmas palavras e admirem e exaltem os mesmos heróis. Quando me jogo numa arquibancada, nos apertões de um estádio cheio, ponho-me a observar, a ver, a escutar. E vejo e escuto o povo em plena criação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei para o escritor José Roberto Torero, ele haveria de me dar uma boa explicação. E deu. "Principalmente, por ser o mais surpreendente dos esportes. Talvez o mais injusto deles também. Noutros esportes, o imponderável não passa na catraca, a não ser em raríssimas ocasiões. No futebol, é uma constante. O timeco pode ganhar do time bicho-papão. Tem mais de dramaturgia, mais reviravoltas, mais lances inesperados", disse-me, assinando embaixo do lugar-comum da caixinha de surpresas. Nas palavras do jornalista Daniel Piza: "Porque é o que tem mais variáveis equacionadas em campo. São 22 jogadores lidando com os pés e tolhidos por regras diversas (nem todas eficientes) o que lhe dá maior imprevisibilidade e, logo, sabor artístico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que o futebol", caros amigos da RAIZ.? Porque é onde melhor convivem a estratégia e o inesperado, a competição e a arte, a guerra e a poesia. Ou simplesmente, como resumiu meu amigo Pedro Saldanha, também jornalista, "porque o futebol é a melhor coisa que existe". Porque era improvável. Porque ninguém adivinharia que seria ele. Porque Graciliano Ramos, num dia de 1921, escreveu que o "futebol não pega". E pegou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-115152130827720467?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/115152130827720467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=115152130827720467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115152130827720467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115152130827720467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/06/esta-uma-das-reportagens-mais-gostosas.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-115074156157883240</id><published>2006-06-19T11:23:00.000-07:00</published><updated>2006-06-19T11:29:42.056-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Reportagem de hoje, do L!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia de festa na Febem (ou Vitória da felicidade!)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Daniel Santini&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Viu, falei que ia ser 2 a 0 – comemora o número 20.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O Parreira achou o ataque. O que mata a Seleção é o Ronaldo! – responde o número 16.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O diálogo marca o fim da vitória de 2 a 0 do Brasil contra a Austrália,vista pela TV pelos 85 adolescentes da Unidade Interna 16 do ComplexoTatuapé da Febem, ou UI-16 mesmo, como vem estampado nas roupas dosjovens, ao lado do número que identifica cada um.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não que o 20 ou o 16* tenham visto a partida muito bem. Para quem estavasentado no fundo do pátio, longe da TV de 14 polegadas, a única daunidade, o Fred parecia o Cicinho, o reflexo da luz do sol escondia parte da tela, a voz do Galvão Bueno era só um murmúrio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O L! acompanhou o jogo em uma das unidades mais tranqüilas da Febem. AUI-16 está fora do “circuito grave”, que é como são conhecidas as seis unidades mais barras-pesadas do Complexo Tatuapé, na Zona Leste de SãoPaulo, e onde aconteceram rebeliões anteontem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Eles têm suas próprias leis e normas, é um mundo paralelo. Não dá paraignorar isso. A gente tem que viver com eles, não adianta simplesmenteimpor outra realidade – ensina Marcos Dalmar Barbosa, 37 anos, o Marquinhos, coordenador da UI-16, satisfeito com o entusiasmo geral como jogo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O esporte é a forma de atingir eles com mais velocidade. No futebolnão tem feio, bonito, forte, fraco, não existe preconceito. Ajuda muito na reabilitação – defende.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mesmo com a TV pequena, com o sinal da antena variando e deixando a tela preta e branca no primeiro tempo e toda ondulada no segundo, a maioria parou tudo para assistir à Seleção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Nossa, olha essa chuteira! E a gente aqui de chinelo – lamentou um dosque se misturavam no pátio. Todos os menores têm a cabeça raspada e sãoobrigados a usar uniformes numerados. Acusados de tráfico, roubos e crimes mais pesados se revelam adolescentes vendo o jogo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– Pedala, Robinho! – lança um deles com um tapa na careca de um colega ao ver o camisa 23 de Parreira, para, em seguida, se esconder atrás deuma pilastra. Tudo como se fosse uma sala de aula. O contato é constante. Os adolescentes se abraçam e se apoiam um no outro sem constrangimento. Como bons amigos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Gol? Quem gritou gol antes? Tá tirando, mano? Dá azar – reclama um ao ver mais um ataque frustrado no irritante primeiro tempo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É dia de visita, mas poucos pais acompanham a partida. Sebastião Aires, cujo filho foi preso por roubar um celular, deixa Jacareí (a cerca de70km) todo fim de semana para ver seu menino de 16 anos. E o jogo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Não dá para ver não, mas tudo bem. A primeira fase não é importante. Eeu faço questão de vir para mostrar que me importo. Ele foi influenciado, por isso está aqui.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Metade dos entrevistados sonha em ganhar a vida jogando bola. Todos fumam. Na unidade, dá até aflição ver os adolescentes acenderem um cigarro atrás do outro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;– É o veneno de ficar aqui, a gente precisa fumar, é muito estresse –tenta justificar o menor, que passou o dia fora disputando uma corrida de dez mil quilômetros em Atibaia, interior de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O primeiro gol, o de Adriano, sai e não demora para vir da favela Nelson Cruz, vizinha ao prédio, um cheiro delicioso de carne. Todos já almoçaram, mas a imagem de um bom churrasco agita o grupo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O Brasil está ganhando, cerveja por minha conta – brinca um deles. Quando vem o gol de Fred, festa geral. Os fogos da vizinhança também mexem com a distinta platéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Escutou esse? Foram três seguidos. Isso é tiro, não é rojão, não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, nem nomes nemimagens que identifiquem menores foram divulgadas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-115074156157883240?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/115074156157883240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=115074156157883240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115074156157883240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/115074156157883240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/06/reportagem-de-hoje-do-l-dia-de-festa.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114979613032562611</id><published>2006-06-08T12:45:00.000-07:00</published><updated>2006-06-08T12:48:50.340-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Adeus, Fiori&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma das mais belas transmissões da conquista do Campeonato Paulista de 1977, quando o Corinthians venceu a Ponte Preta com um gol sofrido de Basílio, pertence ao locutor esportivo Fiori Gigliotti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Explode o grande grito. É coração que bate, é coração que dispara. É gente que grita, é gente que chora. É gente que se abraça, é gente que desabafa. Finalmente, Corinthians Campeão Paulista de 77."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa nova geração de corinthianos, que nunca ficou mais de dois anos sem ver o Timão campeão, dificilmente entenderá a importância de um locutor esportivo de rádio porque ela vê pela televisão os jogos do Corinthians duas vezes por semana. Ao vivo e a cores, a expressão dos jogadores (e, na atual circunstância, a falta de vontade do elenco corinthiano), dos torcedores, do técnico. Toda a festa ou toda tragédia transmitida pela TV.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Tudo é festa. Desabafa torcida corinthiana."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas quem viveu para ver o Corinthians campeão depois de quase 23 anos de fila lembra-se bem das transmissões de rádio. Quando não nos estádios, o torcedor reunia a família ao redor do rádio e imaginava. Imaginava o campo, a torcida na arquibancada, as jogadas bonitas ou feias, a alegria do atleta ou a tristeza, os erros ou acertos do juiz. E cada um imaginava como queria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Corinthians, Corinthians, Corinthians. Finalmente, Corinthians."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como maestros da imaginação, estavam (e ainda estão) os locutores esportivos. Narrando de acordo com o que os olhos e o coração enxergam (daí explica-se quando a bola ainda está no meio campo e o locutor grita como se estivesse prestes a entrar no gol).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Brasil e o futebol perderam hoje um de seus maiores maestros. Fiori Gigliotti morreu com 77 anos, depois de ser submetido a cirurgias no intestino e na próstata na semana passada. Durante toda a sua carreira cobriu dez Copas do Mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Independente do time do locutor de sobrenome italiano, os Gaviões da Fiel lamentam imensamente a perda e agradecem pela voz e emoção emprestadas por Fiori durante as transmissões das partidas do Corinthians. Narrações inesquecíveis, guardadas na memória com muito carinho. Adeus, Fiori, e obrigado por gostar e viver futebol durante todos esses anos. Como nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114979613032562611?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114979613032562611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114979613032562611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114979613032562611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114979613032562611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/06/adeus-fiori-uma-das-mais-belas.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114970043816333984</id><published>2006-06-07T10:08:00.000-07:00</published><updated>2006-06-07T10:13:58.183-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;E agora, Corinthians?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A torcida agora terá um mês para se articular e pensar em uma forma de ajudar o Corinthians. E, do jeito que as coisas caminham, vai ser a tarefa mais difícil de todos os tempos. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114970043816333984?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114970043816333984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114970043816333984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114970043816333984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114970043816333984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/06/e-agora-corinthians-torcida-agora-ter.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114735328724608358</id><published>2006-05-11T06:10:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:16:58.380-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MSI'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Um texto antigo da Natália Viana, jornalista da revista Caros Amigos, que participou das investigações sobre a parceria Corinthians/MSI.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde fica a Georgia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi a primeira vez que acompanhei realmente de perto o trabalho da imprensa grande, quando começamos a investigar a parceira misteriosa do Corinthians com a MSI, no começo deste ano. E confesso que fiquei bastante surpresa com a maneira como são checadas as informações que vêm de fora, especialmente se ela vem de países distantes sobre os quais temos a mais vaga idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Logo em janeiro, quando começamos, vieram à tona ligações do representante da MSI, Kia Joorabchian, com empresários da ex-URSS de nomes impronunciáveis que têm contra si pesadas acusações de ligações com a máfia russa. Países como Uzbequistão, Chechênia, Quirguistão, começaram a fazer parte do nosso dia-a-dia, da maneira mais rocambolesca: viciados na cobertura dos países centrais, o que ficou muito claro é que a nossa imprensa não tem nenhuma idéia de como são aqueles outros países, quais as transações comerciais que seus grandes empresários realizam, quais as ligações políticas que os cercam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dos países que mais sofreu nas mãos da nossa imprensa foi a Geórgia. Dia desses, aparece que um tal de Zaza Toidze, georgiano, teria emprestado 2 milhões de dólares para a MSI sanar certas dívidas do Corinthians. A única informação em inglês na Internet sobre o tal Zaza Toidze dizia que ele teria feito parte do Comitê Central Eleitoral daquele país, donde se concluiu que ele seria ligado à política. Vai daí que um grande jornal de São Paulo publicou assim, e assim a notícia se espalhou – dezenas de jornais menores, do Brasil e do exterior, principalmente a Argentina, não titubearam em descrever o homem como um político da Geórgia, “mesmo país de onde é Badri Patarkishivili”, outro empresário bem conhecido de Kia e acusado de financiar a parceria para lavar dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A história foi rodando, ficando maior e com mais cara de verdade, embora calçada sobre essa única evidência. Causou uma grita por aqui, e lá do outro lado do mundo, na Geórgia, a vida correndo igual, seis horas adiante, ninguém tinha a menor idéia do que se passava. Vai daí que, conversando com diversos jornalistas georgianos, a equipe de Caros Amigos deparou com uma informação inesperada. Ninguém jamais ouvira falar de um tal Zaza Toidze, embora por aqui ele já fosse tido como político notório de lá. Nem no próprio Comitê Eleitoral Central sabiam dizer quem era ele. Mais: três repórteres vasculharam o país, a pedido de Caros Amigos, e encontraram um único Zaza Toidze, em Tibilisi, capital da Geórgia, engenheiro da companhia telefônica que, assustado, pediu pelamordedeus que desfizéssemos o mal-entendido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que é difícil encontrar por ali alguém que fale inglês, e é bem verdade que a pressa atrapalha muito, mas daí a tomar como certa uma informação no mínimo bem esquisita – quem me disse isso foram jornalistas do próprio país – é um pouco de desleixo demais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na busca de sempre cobrir com afinco só o que acontece na Europa e nos Estados Unidos, acabamos perdendo histórias fantásticas, como a desse pobre engenheiro acusado de envolvimento com um time de futebol do outro lado do mundo sem nem ter idéia disso, ou da chamada “revolução” por que passou a Geórgia no final de 2003, quando a população foi às ruas pedir a anulação das eleições parlamentares, acusadas de fraudulentas; ou da pequena Adjara, uma região autônoma dentro do país controlada por um milionário que, quando viu canceladas as eleições por fraude, destruiu a ponte que ligava a capital, Batumi, de 200 mil habitantes, ao resto de país; e de onde uma estressada jornalista, da minha idade provavelmente, me liga dia desses chateada: “está difícil concluir as investigações porque a cidade está sem energia, está tudo um caos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse apagão acontece há mais de 12 anos por aqui e ninguém resolve o problema”. Dramas que para a gente parecem sem importância porque vêm de gente que não fala a nossa língua e nem dita as regras da economia mundial. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seria engraçado, não fosse trágico, ter que ouvir, em cada vez que ligávamos para a Embratel pedindo para chamarem um número na Geórgia: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;– Geórgia, aquele estado nos Estados Unidos, né? Não?!? Tem certeza?? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só que o mundo não fala uma só língua, e principalmente o capital já venceu essa pequena barreira: a transação bancária já é feita de maneira quase tranqüila, quase banal no esquema globalizado; já a informação pena um tanto mais para chegar direito. Se a gente não der uma espiadinha no que está mais além da cortina que cerra nossa visão nos países que “dão certo”, com um tanto de improvisação e paciência, vai ser muito, muito difícil descobrir o que o dinheiro georgiano – ou russo –, faz por aqui e, provada sua origem ilegal, conseguir detê-lo. Pena para o nosso Corinthians.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114735328724608358?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114735328724608358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114735328724608358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114735328724608358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114735328724608358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/05/um-texto-antigo-da-natlia-viana.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114727827254289139</id><published>2006-05-10T08:26:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:18:02.371-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MSI'/><title type='text'>O bilionário que veio do frio</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Matéria da Isto É Dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Em entrevista à DINHEIRO, o russo Boris Berezovski, um dos mais polêmicos magnatas do mundo, explica como pretende arrematar a Varig e por que está trazendo ao Brasil um fundo de investimentos de pelo menos US$ 1 bilhão&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por FÁBIO ALTMAN e BIÔ BARREIRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Boris Berezovski, nascido em Moscou há 60 anos, formado em matemática, membro da Academia de Ciências da antiga União Soviética e colecionador das telas do austríaco Egon Schiele, é um dos mais polêmicos personagens da recente história econômica e política do mundo pós-comunismo. Tornou-se bilionário com o desmonte do socialismo na terra de Lênin e Stalin – diz ter um patrimônio de US$ 3 bilhões, embora as estimativas de mercado ponham o valor em um patamar dez vezes maior. Enriqueceu ao comprar empresas do Estado a preços aviltados. Começou com a aquisição e venda de carros Lada, entrou no universo do petróleo, arrematou a companhia aérea Aeroflot e parte de emissoras de rádio e televisão. Tornou-se aquilo que Vladimir Putin, o presidente russo, chama de "oligarca". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há cinco anos, os dois romperam. Hoje são inimigos. Tão rapidamente como enriquecera, Berezovski passou a ser alvo de denúncias de crime, que vão de lavagem de dinheiro a incentivo das operações da Al Qaeda de Osama Bin Laden. Berezovski vive hoje com status de asilado político em Londres. Na semana passada esteve no Brasil, introduzido pelo cardiologista Renato Duprat, antigo dono do Unicor, ex-investidor do Santos Futebol Clube, a quem conheceu em um encontro da FIFA por meio de Alberto Duailib, presidente do Corinthians. Teve despachos com os executivos da Varig, da Embraer e da Petrobras. Marcou também audiência com o governador de São Paulo, Cláudio Lembo. Concedeu uma única entrevista exclusiva em sua passagem pelo Brasil.&lt;br /&gt;Acompanhe:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O REAL INTERESSE PELO BRASIL&lt;br /&gt;"A distância do Oriente Médio é uma vantagem brasileira. Nos próximos três ou quatro anos, o Brasil terá o crescimento mais espetacular no mundo"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O que o senhor faz no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BORIS BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Negócios. Dedico-me a analisar o que acontece com a economia dos diferentes países do mundo em busca de oportunidades. Há dois critérios que tornam um país atraente para investir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Quais são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; O primeiro deles é a estabilidade política. O segundo é o potencial de crescimento da economia. O Brasil atende plenamente essas duas condições. Os recursos naturais são imensos. Há profissionais intelectualmente muito bem preparados, tanto na iniciativa privada quanto no setor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O Brasil é, portanto, uma boa alternativa à China e Índia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Há algum tempo, o banco de investimentos Goldman Sachs preparou um relatório, hoje célebre, referindo-se ao BRIC - as iniciais para Brasil, Rússia, Índia e China - , como centro de bons negócios. Mas não gostaria de traçar comparações. Esses países oferecem oportunidades fantásticas, têm imenso potencial de crescimento, mas o interessante é que nenhum deles depende dos outros. O Brasil não depende da Índia. O Brasil não depende da China, e vice-versa, apesar da globalização. São todos auto-suficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Mas há algo que torne o Brasil especial como pólo de investimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Sim. Ele está bastante distante do Oriente Médio. Não depende da produção de petróleo daquela região do mundo, que continuará a ser instável e perigosa. Essa distância geográfica é uma vantagem brasileira. Nos próximos três ou quatro anos tenho convicção que o Brasil será a nação de crescimento mais espetacular no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Onde o senhor pretende investir no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Petróleo, gás, fontes alternativas de energia, como o biodiesel, e transportes. Neste último setor há diversos caminhos: rodovias, ferrovias e transporte aéreo. Note que, mesmo com o atual crescimento moderado, para não dizer tímido, do Brasil, há um estrangulamento no campo de transportes. O governo brasileiro conhece perfeitamente esses gargalos, e vê com bons olhos o aporte financeiro em grande escala nessas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O que é investir em grande escala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; São bilhões de dólares. Mas é importante ressalvar que, em áreas estratégicas como as de transporte, é inevitável supor o amálgama de um grupo de empresas, o que necessariamente inclui também a participação do próprio Governo. Como se trata de investimento de longo prazo, a participação do Estado é crucial. Sei que o tempo de retorno é muito variável. As companhias de aviação permitem ganhos mais rápidos que rodovias, e estas mais velozes que ferrovias. Daí meu interesse pela Varig, que atravessa uma crise profunda no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"O ponto central é que a Varig, em crise, não tem fluxo de caixa. Eu tenho."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS PLANOS DE COMPRA DA VARIG&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A experiência com a privatização da Aeroflot soviética, nos anos 1990, pode ajudar na operação brasileira"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Como andam as negociações com a Varig?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Tive reuniões em São Paulo e Brasília com os dirigentes da companhia aérea. Deram-me números da empresa. O problema deles é de caráter urgente. Mas a pior coisa em um negócio é ter pressa para concretizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A Varig tem uma dívida estimada em R$ 7 bilhões. O governo brasileiro é credor de 55% deste total]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Qual é a proposta concreta do senhor para a Varig?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Estou apenas há dez dias dentro do assunto Varig. É tempo curto. Mas os profissionais que trabalham comigo investigam tudo com rapidez. Lembre-se que tenho experiência com recursos emergenciais para companhias de aviação. Quando houve o colapso da União Soviética, no início dos anos 1990, a crise da Aeroflot era imensa. Era preciso reestruturá-la. Em três anos, sem que fosse desembolsado dinheiro do governo russo, conseguimos sanear a Aeroflot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Em 1994, Berezovski adquiriu cerca de 20% das ações da Aeroflot, em parceria com funcionários da empresa. O governo russo manteve controle de 51%, sem onerar o Estado]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Existe a possibilidade de dividir a Varig em dois blocos distintos – um totalmente saneado e o outro, com passivo a pagar. Um grupo seria dedicado aos vôos e operações domésticas. O outro, trataria de negócios e rotas internacionais. Neste cenário, o que o senhor pretende fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; O mercado doméstico brasileiro tem enorme potencial. Faz sentido, sim, dividir a empresa em duas partes. O ponto central, na minha opinião, é que a Varig não tem fluxo de caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O senhor tem esse fluxo de caixa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; O problema não é saber se tenho dinheiro ou não, porque evidentemente tenho. [Berezovski ri]. A questão é saber que risco eu correria trazendo o dinheiro para o Brasil. Por isso preciso entender o que pode acontecer em um prazo de três ou cinco anos, se puser dinheiro agora, como pretendo fazer. Fundos de investimento já estão na operação da VarigLog. Conversei com eles, detalhadamente, para ter uma idéia do tipo de resultados que poderei oferecer aos parceiros de investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A VarigLog foi comprada pela Volo do Brasil - uma sociedade criada para atuar no segmento da logística de transportes. A Volo do Brasil é resultado de uma associação entre os empresários brasileiros Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luis Eduardo Gallo com o fundo de investimentos norte-americano MatlinPatterson. A Volo do Brasil detém 95% do capital votante da VarigLog, empresa que possui mais de 47% do mercado doméstico e de quase 32% do mercado internacional de carga.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O senhor tem contato com representantes do Governo brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Nesta primeira fase tenho conversado com os responsáveis pela gestão da Varig. É delicado falar agora em ajuda do Governo, por isso a solução está na iniciativa privada. Sei que qualquer participação do Estado poderia cheirar a nacionalização, mas creio, sinceramente, que em uma empresa vital como a Varig é fundamental algum apoio público. Sei que as leis no Brasil engessam as possibilidades de ação do Governo, mas trata-se de área estratégica e de solução imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Qual é o risco caso as decisões não forem ágeis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Perder o direito de licença de operação em rotas internacionais, perigo real e imediato. Há semelhança com o caso da Aeroflot. Quando assumimos o comando da companhia tivemos que comprar aeronaves da Boeing, o que produziu muita controvérsia na época. Achavam que seria ruim para a indústria aeronáutica russa. Mas era fundamental agir rápido, porque qualquer rota perdida é imediatamente tomada por concorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Qual foi o erro da Varig?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; É um exemplo típico das empresas que não se guiam pela economia de mercado. A Varig é dirigida pelos próprios funcionários, por meio da Fundação. Basta comparar a crise profunda pela qual ela passa diante do crescimento de concorrentes como a TAM e a Gol. Quando você tem os próprios funcionários no comando da gestão há um conflito de interesses. Os funcionários querem lucro em curto prazo – os investidores, ao contrário, sabem que é preciso paciência, de modo a capitalizar a empresa no futuro. A chave de tudo é saber o quão eficaz pode ser o novo proprietário da Varig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O FUNDO DE INVESTIMENTOS DE US$ 1 BILHÃO&lt;br /&gt;"É apenas o início do jogo. Com o tempo, pode ser muito mais, porque dinheiro não tem nacionalidade"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O senhor está trazendo um fundo de investimentos ao Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Em primeiro lugar, é preciso dizer que o mercado financeiro no Brasil é muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; A regulamentação dos investimentos estrangeiros no Brasil é favorável, muito favorável. Paga-se juros de 15% sem impostos para o dinheiro que vem de fora. Levando-se em consideração que a inflação brasileira é de pouco mais de 4%, temos 10% a 11% sem fazer força. É atraente, porque são papéis do governo. Mas, por outro lado, creio que essa postura pode ser prejudicial à economia do Brasil, porque leva a um patamar de endividamento muito alto. É um risco adicional, embora seja fantástico a curto prazo. Se investir US$ 1 bilhão, dentro de um ano terei US$ 100 milhões de lucro, no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; É ótima aplicação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Sim, sim. Mas não entendo o propósito do Governo. Seria mais adequado atrair investidores para o crescimento industrial e não apenas para o mercado financeiro. O crescimento é incrível. Antes desta legislação havia US$ 50 milhões de capital estrangeiro no mercado – em dois meses aumentou para US$ 3 bilhões. Não é montante que afete a economia do Brasil, mas quando chegar a US$ 300 bilhões, aí sim será outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Como o senhor pretende fazer parte deste mercado? Qual será o aporte inicial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; De US$ 1 bilhão. Apenas para começar. É o início do jogo. Pode aumentar, porque dinheiro não tem nacionalidade. O interessante para mim é entrar em um novo país, com novos parceiros. Aqui poderemos trabalhar em diversos setores de investimento, inclusive o de créditos a pequenas&lt;br /&gt;empresas, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Este aporte de US$ 1 bilhão é muito diante da sua riqueza ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Existem várias maneiras de estimar o patrimônio de alguém, mas se pensarmos nos ativos que possuo, diria que minha riqueza é de US$ 3 bilhões. Estou, portanto, preparado para investir uma parte disso no Brasil. Mas quero compartilhar o risco com outros parceiros. Repito: o dinheiro não tem nacionalidade, mas os investidores têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Um investidor russo costuma correr mais riscos que um investidor americano. Isso explica o sucesso dos negócios da Rússia na última década diante do tímido crescimento nos Estados Unidos. Somos mais tolerantes ao risco. Talvez porque tenhamos fome maior por negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A VERDADE SOBRE O CORINTHIANS&lt;br /&gt;"O coração dos investimentos em futebol deve ser a construção de estádios para a Copa de 2014. É o que me interessa"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Falemos de futebol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Sei muito bem de todas as especulações ao redor da minha participação no Corinthians...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O presidente do Corinthians, Alberto Duailib, já disse que a empresa MSI, de Kia Joorabchian, principal investidor do Corinthians, tem dinheiro de Boris Berezovski]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O senhor controla o Corinthians?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Não tenho nada a ver com o Corinthians. Mas ajudei a localizar investidores internacionais para o clube. A origem da boataria é evidente: Kia é grande amigo meu. Mas não tenho negócios com ele ou com a MSI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O senhor ajudou, então, a trazer o Kia ao Corinthians...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Não. Ajudei o Kia a descobrir oportunidades de investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Há espaço para investir no futebol brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Muito, muito. O coração destes investimentos devem ser estádios modernos como os da Europa. É o que me interessa. Se o Brasil pensa em organizar a Copa do Mundo de 2014, é preciso ter novas instalações. Grandes clubes da Inglaterra, como o Manchester e o Chelsea, foram capitalizados, na ordem de US$ 1 bilhão cada um deles. O Real Madrid fez o mesmo. No Brasil, os clubes não contam capital, e sim dívidas. Eles precisam ser administrados como empresas, por executivos, e não por diretores. O Brasil tem que parar de vender jogadores. Deve começar a vender o futebol, o espetáculo. Posso dizer que os times brasileiros comportam-se operacionalmente como a Varig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O primeiro clube com este formato "capitalizado" será o Corinthians?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Não podemos escolher apenas um clube. Sei que o futebol, no Brasil, é tão sensível como o petróleo na Rússia. Haverá controvérsia, mas faz parte do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Vladimir Putin caminha para voltar aos tempos do socialismo soviético"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS ACUSAÇÕES FEITAS POR VLADIMIR PUTIN&lt;br /&gt;"Nenhuma das denúncias foi jamais provada. Caí em desgraça porque não&lt;br /&gt;concordei com o modo dele governar"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Basta uma simples busca no Google para constatar que as acusações contra o senhor proliferam. São inúmeras e fortes. Gostaria de verificá-las, uma a uma. A primeira: o senhor é acusado de lavagem de dinheiro. É verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Quero começar pelo final. Nenhuma dessas acusações foi jamais provada, na Rússia ou em qualquer outro país do mundo. É verdade que o governo russo abriu vários processos contra mim, mas ganhei todos na Justiça. Não há provas de que tenha feito operações contra a lei. Depois que o presidente Vladimir Putin chegou ao poder, caí em desgraça. Não concordei com o modo do Putin governar. Quando fui eleito deputado discordei ideologicamente dele. Entreguei meu mandato, perdi minha imunidade parlamentar. Por isso tive que abandonar a Rússia. Seria perseguido. Houve, já na Inglaterra, onde moro, um pedido de extradição. Depois de dois anos e meio de processo, a decisão foi a meu favor. Tenho agora status de asilado político. Venho ao Brasil de coração aberto, seguro, calmo, não como homem procurado pela polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"A associação com Bin Laden é invenção. Não é fácil lutar contra o Estado"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Outra acusação. O senhor teria financiado organizações islâmicas extremistas na Chechênia – organizações estas aliadas da Al Qaeda de Osama Bin Laden. Procede?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; É uma história inventada. Mas quero comentá-la. Em 1996 e 1997, era vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia. Fui um dos nomes chaves a interromper a chamada primeira guerra da Chechênia. Havia grupos poderosos na Rússia, como a FSB, a antiga KGB, e alguns militares que não aceitavam a idéia de paz. Na Chechênia, por outro lado, havia grupos extremistas islâmicos que também não tinham interesse na paz. Com a eleição de Putin, iniciaram uma nova guerra – e, claro, tentaram destruir a imagem de pessoas que trabalhavam pela paz, como eu, me associando a Bin Laden. Nunca é fácil lutar contra a força do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O senhor foi o mandante de assassinato do âncora da ORT, emissora em processo de privatização?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI – &lt;/strong&gt;É história muito conhecida e também falsa. É verdade que, quando meu grupo assumiu 49% das ações da ORT, nós escolhemos os gerentes. Eu nomeei o âncora, Vlad Listiev. Ele foi assassinado, mas pertencia ao meu grupo. Por que motivo mandaria matá-lo? É mentira, mais uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O senhor costuma dizer que elas foram criadas pelo presidente Vladimir Putin. Qual é a intenção dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Somos adversários políticos. Putin acha que é necessário centralizar o governo. Ele caminha para voltar aos tempos do socialismo soviético. Sou um liberal extremista, creio na democracia, e não poderia concordar com Putin. Ele afastou os empresários do funcionamento econômico da Rússia. Foi hipócrita. Criou falsas polêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; A Rússia é uma democracia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Fui o primeiro a alertar que a Rússia estava retrocedendo da democracia à ditadura. Putin rompeu com quase todas as estruturas democráticas. Não há mais emissora de televisão independente. As cortes de justiça são controladas pelo Kremlin. Ele cancelou as eleições para governadores. São fatos, são fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A UNIÃO SOVIÉTICA E A RÚSSIA CAPITALISTA&lt;br /&gt;"O padrão de vida das pessoas hoje é pior do que no tempo do socialismo"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; O que representaram a glasnost e a perestroika de Gorbatchóv?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Sou um típico "homus sovietucus", porque nasci na Rússia e passei 25 anos de minha vida dedicado à matemática. Quando Gorbatchóv apresentou a glasnost e a perestroika, apoiei imediatamente. Era o caminho para a democracia, única saída para sermos respeitados internacionalmente. Por isso também fiquei do lado de Boris Ieltsin quando ele se opôs ao golpe de Estado, em 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO –&lt;/strong&gt; Vive-se melhor hoje na Rússia ou no tempo da União Soviética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEREZOVSKI –&lt;/strong&gt; Boa pergunta...O padrão de vida hoje é pior do que na era comunista. Há pouco tempo dei uma palestra na London School of Economics. Um estudante perguntou assim: "você diz que a democracia era a melhor saída para a Rússia, mas afirma que hoje o estilo de vida é mais baixo que no tempo da União Soviética... como conciliar isso?" É difícil. A economia de mercado ainda é a melhor saída. Se não houvesse concorrência externa, se a União Soviética fosse um país isolado do planeta, ela ainda talvez sobrevivesse. Mas o mundo é globalizado, e não se pode construir o Muro de Berlim uma outra vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114727827254289139?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114727827254289139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114727827254289139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114727827254289139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114727827254289139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/05/matria-da-isto-dinheiro-o-bilionrio.html' title='O bilionário que veio do frio'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114711566636175588</id><published>2006-05-08T12:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:18:56.945-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><title type='text'>Jogo dos sete erros</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Um posicionamento sobre quinta-feira, não só pelas cobranças, mas porque sou integrante de torcida organizada e cidadã. Chega com atraso, mas é assim que tem de ser feito: depois de ouvir muita gente, esfriar a cabeça, procurar saber, entender ação e reação, ou não entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde vale falar que a quinta-feira para a Gaviões da Fiel começou pela manhã, quando se reuniu no Procon de São Paulo como integrante da Câmara Técnica de Desportos junto com a Polícia Militar, o Metrô, a Federação Paulista de Futebol, o Juizado Especial Criminal, a SPTrans, o Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, a CPTM, a Polícia Científica e outros órgãos do governo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que a reunião era justamente para falar sobre o não cumprimento do Estatuto do Torcedor e o como todos devem se comprometer com ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que foi iniciativa da Gaviões da Fiel integrar a Câmara Técnica e participar de uma reunião por mês para ajudar na elaboração de soluções aos problemas que a maioria só aponta, aponta, aponta e nunca faz nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa pra lá, assim como todo o trabalho de quem está realmente comprometido com a formação de uma massa que o Estado desova em qualquer lugar porque não está interessado nela. Falemos, então, do que todos querem saber: a noite de quinta-feira, no Pacaembu.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jogo dos sete erros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oito ingressos que consegui comprar foram divididos entre os amigos que estão em todos os jogos comigo (Franz, Sid, Fabrício e Pedrão), e os amigos que me ligam não só em véspera de jogo para pedir ingresso (Júlio, Gabi e Alê). A única condição era que fôssemos de preto, ficássemos no meio dos Gaviões e cantássemos durante os 90 minutos músicas de incentivo ao Corinthians. Feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei cedo no Pacaembu, encontrei o pessoal e entrei no estádio, sem pegar fila ou enfrentar a muvuca que enfrento em quase todos os jogos, quando entro faltando 20 minutos para o jogo começar. Erros e acertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem participei da ação dos Gaviões contra cambistas, com o apoio do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na praça Charles Miller, dezenas de torcedores cercavam os cambistas, tiravam seus ingressos e distribuíam para o corinthiano que estava sem e queria ver seu time de perto. Isso porque não há nenhuma lei que impeça a ação dos cambistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupei meu lugar e esperei uma hora e meia até o jogo começar. O estádio foi lotando e na medida em que o horário da partida se aproximava e o Pacaembu enchia era possível ouvir bombas disparadas do lado de fora. Tumulto igual ao jogo contra o Internacional, na antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro no ano passado. Tumulto igual ao jogo contra o Deportivo Cali, há algumas semanas no mesmo Pacaembu. Igual ao jogo contra o Tigres. Contra o Universidad Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tumulto cada vez mais freqüente, que coincide com a interrupção das conversas entre 2º Batalhão e torcidas organizadas (por iniciativa da Polícia Militar, diga-se de passagem) e da maior bagunça administrativa dos últimos tempos no Corinthians, responsável pela organização da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha frente, um menino mostrava orgulhoso o ingresso com o qual tinha entrado no estádio: Corinthians X São Paulo, no ano passado. Culpa de quem? Cerca de quatro pessoas se espremiam atrás de mim no degrau da arquibancada para conseguir ver o jogo. Ficou evidente que 33 mil ingressos foram vendidos, mas que havia mais do que 33 mil pessoas no estádio. As arquibancadas não conseguiam respirar, o tobogã muito menos e quem tinha pagado mais de R$ 50 reais na bilheteria por um ingresso de numerada ficou completamente amassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o jogo começou e o sonho de conquistar a Libertadores da América ficou mais próximo com um gol do Nilmar no início do primeiro tempo, anulado pelo juiz. Aos 38 minutos, o grito de gol foi legítimo quando o mesmo Nilmar balançou a rede e abriu o placar. E aí vem na cabeça aquele vizinho são-paulino que nunca te cumprimenta no elevador, mas já te zoou por não ter visto seu time conquistar um título sul-americano, e o porteiro palmeirense que antes do “bom dia” já te cobra uma conquista da Libertadores. O grito sai mais forte, o alívio é imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O árbitro apitou o fim do primeiro tempo e nos demos conta de que faltavam apenas 45 minutos para que a manchete dos jornais no dia seguinte fosse: “Corinthians a poucos passos do título inédito”. Imprensa esportiva que nos lembra a cada edição do campeonato que nunca conquistamos. E a gente assume o trauma, como bem lembrou o Giorgetti, e compra o sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no intervalo pensei que o frio amenizava a sede de quem não viu passar um só vendedor de água no local. Era impossível passar por ali. Impossível descer também em uma das duas pequenas lanchonetes com um ou dois atendentes sem perder metade do segundo tempo. Fiquei com sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Corinthians voltou e deixou a vontade no vestiário. Nem a esperança de milhões de corinthianos, nem os altos salários a quem sequer estudou até o ensino médio foram suficientes para fazê-los jogar. Com exceção do Rubens Júnior que quis fazer história no Timão, mas sozinho ele não ia a lugar nenhum. Um, dois, três gols do River Plate e a sensação de que podia ter sido mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram-se a minha voz e o fôlego para as cantorias. E do Franz, do Júlio, da Gabi, da Alê, do Sid, do Pedrão, do Fabrício, e de cada um que estava presente naquele estádio. Catarse coletiva, interrompida por um menino que invadiu o campo e colocou o dedo na cara do Rafael Moura, do Coelho, do Tevez, não me lembro. Só me lembro de ter pensado “Fodeu”, porque quem estava lá sentiu o barril de pólvora preste a explodir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa hora que na cara das pessoas deu para ler o mau salário, a mulher que o traiu, o marido que te bate, o patrão que te humilha, o cambista que te cobra R$ 100 reais por um ingresso que custa R$ 15, as 10 horas de fila que enfrentou para conseguir estar ali, as dívidas que adquiriu pelo juízo ser menor que a paixão e por ter ido até a Argentina assistir o primeiro jogo, que o Corinthians também perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o meu emprego é bom, o salário é legal, eu folgo os fins-de-semana, meu filho é saudável, meus pais são sensacionais, meu namorado palmeirense não me bate, paguei R$ 15 reais pelo meu ingresso e não dormi em nenhuma fila para adquiri-lo, a derrota do Corinthians teve somente um peso de derrota. Nada que me fizesse descer as arquibancadas para enfrentar policial e tentar derrubar o alambrado com o objetivo de estapear cada um dos jogadores que não honra a camisa que visto com orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, fiz o caminho inverso e subi a arquibancada, sinalizando aos amigos que fizessem a mesma coisa. Nem no alto era possível escapar das bombas e da pimenta, que temperou ainda mais o estádio. Os policiais, em muito menor número, acharam que a solução ideal era atirar bombas sem nenhum critério em quem estivesse usando a camiseta do Corinthians. Todo mundo era inimigo, em cima, embaixo, na frente, ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, pulei a grade que separa as duas arquibancadas: a popular, onde ficam as torcidas organizadas, e a mais cara, onde ficam os que pagam um pouco mais, ou pela preferência ao melhor lugar do Pacaembu para se ver um jogo, ou por medo de pobre. Liguei para minha mãe e a tranqüilizei, embora fosse difícil porque ela acompanhava em casa tudo pelo rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem diz que os “marginais de torcida organizada” quebraram o Pacaembu pode ser um espanto tremendo saber que a reação de senhores, senhoras, mulheres e rapazes, nenhum com a camiseta da Gaviões da Fiel, Pavilhão 9, Coringão Chopp, Estopim ou da Camisa 12, era semelhante a reação dos torcedores que enfrentaram a polícia. Chutavam e arrebentavam as cadeiras laranjas, atirando no meio do gramado, atitude que chamou a polícia para aquele setor também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a numerada reagiu com a violência que conhece, expulsando o ídolo Kia e seu comparsa Dualib da cativa, o que talvez me contradiga na teoria de que as pessoas reagem com violência quando são violentadas diariamente em todas as questões que envolvem suas vidas. Talvez o amor pelo Corinthians seja suficiente para esse tipo de reação, mas eu prefiro acreditar que não. Prefiro acreditar que a classe média também está com problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a polícia sentou o pau em quem nunca pensou em apanhar, lá na cadeira laranja, eu fiz o caminho contrário novamente e voltei para a arquibancada amarela, onde tudo estava mais controlado. Encontrei o Pulguinha chorando, enquanto um outro rapaz, também chorando, o alertava sobre um associado gravemente ferido na enfermaria. Fui com ele até lá e o cenário era de guerra: um menino praticamente sem nariz, pessoas fraturadas, desfiguradas por causa de bomba, de pancada, de tiro de borracha. Policiais e torcedores, um deitado do lado do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de lá embasbacada, com uma tremenda vontade de vomitar e uma sensação de que tinha tomado uma garrafa de vodca sem passar pela garganta. Deixei o estádio pela porta principal, exatamente por onde tinha entrado. Do meu lado esquerdo, toda a cavalaria da Tropa de Choque com suas espadas enferrujadas. Do meu lado direito, chuva de tiro de borracha. E bomba. Bomba por toda a praça até a Avenida Pacaembu. Não passei nem pela esquerda, nem pela direita. Fui pelo meio até encontrar a primeira escadaria do Pacaembu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi ouvindo uma menina dizer que nunca mais ia ao estádio, muito menos assistiria a jogos do Corinthians para não dar ibope. Eu ainda nem tinha me dado conta de que o Corinthians estava eliminado da Libertadores. Andei até a rua onde o irmão da Alê parou o carro, achei o Corsinha branco, sentei e comecei a tremer. Nessa hora, nenhum amigo estava junto porque tínhamos nos perdido. Absolutamente todo mundo se perdeu de todo mundo. Luquinhas também teria se perdido, assim como dezenas de crianças choravam sem os pais no meio de toda aquela confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me dei conta de tudo o que tinha acontecido, comecei a chorar também e só fui parar na sexta-feira de noite. Não era a eliminação do Corinthians, nem o medo de nunca mais ver meu filho por causa de um jogo de futebol. Não era só isso. Era uma frustração, uma derrota pessoal de quem tem a pretensão de mudar algo que está errado por meio do futebol e não sai do lugar. De quem não deu nem dois passos a frente, mesmo com todo o esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de compreender atitudes emocionais e irracionais, não apóio a ação da torcida corinthiana (e não só membros de torcida organizada), que fique claro. Primeiro porque não dava para colocar tanta gente em risco dentro do estádio. Crianças, idosos, pessoas que não tem essa vivência conflituosa no futebol e fora dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era possível prever a reação da polícia militar que, a meu ver, poderia ter sido diferente. Não sou ingênua para apostar no diálogo, era impossível conversar ali. Mas ninguém nunca vai me convencer de que atirar bombas para cima, em qualquer direção, é uma atitude heróica e valente. Não é. Valentia, infelizmente, tem sido assistir jogo de futebol no Brasil quando a intenção é somente assistir o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse optar por uma saída naquele momento seria deixar a invasão rolar. Já que o torcedor é tratado como gado e estava agindo como gado, deixa pastar. Não sem antes colocar todo mundo que estava ameaçado no vestiário e protegê-lo. Com paulada, pancada, cassetada, bomba, tiro de borracha. As pessoas pelo menos teriam para onde correr. Então me foi perguntado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e os fotógrafos? O que aconteceria com os fotógrafos?&lt;br /&gt;- Que fossem para o vestiário também.&lt;br /&gt;- Se o fotógrafo do meu veículo não trouxesse nenhuma foto da briga ele seria demitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo errado, inclusive essas relações de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, é impossível apoiar porque todas as torcidas foram omissas em relação a parceria MSI/Corinthians. Como justificar essa insanidade temporária, se talvez isso fosse previsto? No dia do jogo, inclusive, saiu publicada no Estadão uma reportagem onde o Kia dizia que se o Corinthians perdesse a partida seria preciso um replanejamento. Até ele apostava, sabe-se lá de que forma, na derrota. Nós apostamos na vitória porque o nosso compromisso com o Timão é outro, embora eu tenha ouvido muita gente dizer que o Kia é corinthiano. A frustração da torcida com a derrota está proporcionalmente ligada ao que foi oferecido aos torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como ser a favor da ação de quinta-feira quando se tem memória ou se conhece a história do nosso clube? Ficamos quase 23 anos na fila sem conquistar nenhum título e recebemos o nome de “fiel” porque a torcida continuava sempre lá, apoiando o Corinthians. Não dá para abandonar certos princípios. Fomos campeões brasileiros há menos de seis meses. Nos acostumamos com os títulos fáceis, aos montes, a qualquer custo. Com dinheiro sujo, que mancha a história do nosso time. Me admira quem foi a favor da parceria chamar de “bandido” quem resolveu enfrentar a polícia, derrubar alambrado e bater em jogador. O princípio é exatamente o mesmo: vale tudo para ser campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não dá para legitimar o que aconteceu na quinta-feira porque tenho um filho, uma mãe, um pai, a esperança de conseguir levar o Luquinhas no estádio em paz e fazê-lo se apaixonar pelo Corinthians assim como eu. Fazê-lo freqüentar uma organização popular como os Gaviões da Fiel, contestadora, com valores que aos poucos se perdem nesse caminho percorrido por toda a sociedade. Processo de perda que deve ser interrompido e que eu luto para isso, da minha maneira, com as minhas fraquezas e limitações humanas. De ser humana. E é isso que eu tinha para dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA: Na contagem geral, muito mais do que sete erros.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114711566636175588?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114711566636175588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114711566636175588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114711566636175588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114711566636175588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/05/um-posicionamento-sobre-quinta-feira.html' title='Jogo dos sete erros'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114703294005561573</id><published>2006-05-07T12:53:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T13:15:40.093-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Mais um pouco da lucidez do Giorgetti na coluna deste domingo, no O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais uma história brasileira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era uma vez um grupo de pessoas com muito dinheiro. Esse dinheiro não tinha uma proveniência muito clara, mas isso hoje em dia pouco importa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essas pessoas com dinheiro se associaram a outras pessoas, também com dinheiro, que dirigiam um grande clube do futebol brasileiro chamado Sport Club Corinthians Paulista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apesar de alguma  resistência aqui e ali, algumas perguntas sempre mal respondidas sobre a tal origem do dinheiro, essa associação entre ricos progrediu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gastaram rios de dinheiro no time contratando a torto e a direito sem um critério muito compreensível. Tanto que vieram dois jogadores caros, Ricardinho e Roger, para a mesma posição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Também não se importaram com o fato de Carlos Alberto, outro jogador caro, praticamente jogar na mesma posição de Tevez, esse realmente um jogador muito caro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esses são apenas dois exemplos,  mas poderiam ser vários. A coisa assim mesmo foi seguindo, embora sempre com divergências internas que não tardara, a surgir entre os ricos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tudo,  porém, era superado em nome do objetivo máximo: a conquista da inefável Libertadores da América, atualmente uma verdadeira obsessão de todos os clubes brasileiros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parte da imprensa evidentemente embarcou nessa cruzada pela Libertadores. Foi explorado à exaustão esse trauma corinthiano de não ter ganhado nenhuma Libertadores, que aliás não é trauma nenhum, porque o Corinthians é campeão paulista, brasileiro e até mundial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas é conveniente encontrar esses traumas, esses tabus, que tornam os jogos mais apetitosos e mais perigosos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ouvi muito pouca gente advertir os torcedores do perigo que representava o jogo de quinta-feira, com o River Plate, jogando pelo empate. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa é tradicionalmente uma especialidade Argentina, coisa que foi praticamente ignorada. Ao contrário, preparou-se uma grande festa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os ricos então foram chegando ao Pacaembu com seus carrões e seus seguranças e imediatamente instalaram-se em seus confortáveis camarotes, enquando a massa de pobres ocupava o resto do estádio vigiada por outros pobres da Polícia Militar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Daí aconteceu o que todos viram. As promessas não se cumpriram, a festa transformou-se em velório e logo em violência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E sobrou pra quem? Para os pobres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PMs de salários miseráveis tomavam porrada e desferiam porrada em outros torcedores desempregados, subempregados, também mal pagos. Todos vindos da mesma periferia, todos, ou a maioria, corinthianos, PMs e torcedores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A sorte é que dentro da violência desenfreada os PMs mantiveram sua lucidez e com muito brio evitaram o pior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa batalha entre despossuídos é a parte mais triste de tudo o que ocorrei. Porque os ricos, protegidos por seus seguranças, abandonaram o estádio ao primeiro sinal de problemas e se foram rapidamente, deixando desamparados até seus próprios jogadores, que festejavam poucas horas antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ficou quem tinha que ficar. Apanhou quem no fim sempre apanha. Pouco importa se neste caso nenhuma das partes merecia apanhar, nem torcedores, nem PMs. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi enfim, mais uma história brasileira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114703294005561573?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114703294005561573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114703294005561573&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114703294005561573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114703294005561573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/05/mais-um-pouco-da-lucidez-do-giorgetti.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114684471523908195</id><published>2006-05-05T08:53:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:20:42.228-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz no futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeiro, a informação de que estou bem fisicamente, embora abalada e em choque. Uma derrota pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, para dizer que nem sei se escreverei sobre o ocorrido, só sei que agora não dá para ser feito. Ajudando na contagem dos feridos. Um amigo perdeu o tênis durante a confusão. Um outro, também dos Gaviões, perdeu o olho esquerdo (não só a visão, mas o olho todo).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114684471523908195?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114684471523908195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114684471523908195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114684471523908195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114684471523908195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/05/primeiro-informao-de-que-estou-bem.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114624549625856951</id><published>2006-04-28T10:30:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:21:44.622-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Respeito pelo diferente'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estação Palmeiras-Barra Funda? O esquema agora é descer na Marechal e bater a pé.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114624549625856951?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114624549625856951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114624549625856951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114624549625856951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114624549625856951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/estao-palmeiras-barra-funda-o-esquema.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114614206954336986</id><published>2006-04-27T05:46:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:22:23.251-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><title type='text'>Até quando a derrota é bonita...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexta-feira, casamento do Rafão, salão de festas de uma bela mansão em Osasco. Depois da apresentação da Bateria dos Gaviões (presente meu e do Pantchinho, padrinhos da união), uma mesa em preto e branco. E onde só tem Gavião o assunto não poderia ser diferente: Corinthians. Até a filha do Pantchinho, no auge dos seus quatro anos, fez suas considerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Corinthians e River na Argentina, quarta-feira. Quem vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos. Ninguém ali teve a coragem de dizer que não ia, mesmo com uma série de obstáculos pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não posso faltar no trabalho, mas embarco na quarta de manhã e volto quarta à noite. Minto para o patrão, digo que estou doente. Difícil é ele acreditar porque fico doente sempre que tem jogo do Corinthians...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu problema é dinheiro, mas não to nem aí. Parcelo em 12 vezes no cartão, vendo meu dvd, máquina digital, qualquer coisa. Eu vou para Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também tô ruim de grana, mas vou nem que eu tenha que sujar o nome. O meu, o da minha mãe, o do meu pai, dane-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O duro são as crianças. Mas eu deixo elas na casa da avó ou elas vão junto. O que interessa é o Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E se o Corinthians for para o Japão, eu vendo meu carro. Minha casa. Moro na rua para o resto da vida. Mas vejo o Timão ser campeão do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu? E eu? Logo eu que escolhi ser jornalista e ganhar mal na vida. Tenho filho pequeno. Não conseguiria tirar férias a tempo. E só tenho uma bicicleta pra vender caso o Corinthians vá para o Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeito do vinho, da cerveja ou da tremenda paixão, na sexta-feira eu estava decidida a ir para Buenos Aires. O buffet nem tinha sido servido e os Gaviões já haviam ido embora do casamento, desesperados rumo à quadra para comprar as passagens via internet, já que pelo telefone estava complicado. Eu nem podia (e nem queria) abandonar o barco ali porque era madrinha do casamento e o Rafão é um grande amigo. Decidi comprar a passagem no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso registrar uma coisa: é bem ruim ter juízo nessas horas. No dia seguinte, quando a ressaca tinha passado e eu encontrei o Lucas cambaleando de febre pela casa, me dei conta de que seria impossível ver o jogo junto com os amigos nas arquibancadas do Monumental de Nuñez. Sem dinheiro, sem férias, sem carro, com uma bicicleta véia e um filho doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, no dia do jogo, acordei com um buraco no estômago, fruto de um nervosismo fora do comum que não me deixava prestar atenção em importantes reuniões no trabalho, nem redigir alguma coisa que prestasse. Lembram-se da úlcera Wendel? Pois bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas continuava doente, tomando milhares de remédios com hora marcada e eu decidi ver o jogo em casa. Aliado a isso estava o fato de que aqui do lado (sim, eu tenho a infelicidade de morar do lado do Parque Antártica) seria realizada a partida entre São Paulo e Palmeiras, às 19h15, horário em que normalmente chego do serviço. Para completar, as duas torcidas (até quando?) combinavam de se matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem razão quem diz que só existem dois tipos de pessoas: os corinthianos e os anti-corinthianos. O jogo deles terminou empatado perto das 21h15 e foi possível vê-los correndo para a casa porque a partida que realmente interessava para todo mundo começava às 21h45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio, o melhor amigo, passou por aqui para assistir o jogo comigo e visitar o meu filho, quase um sobrinho pra ele. O Lucas já tinha dormido, cheio de febre, balbuciando que queria acordar para ver o Timão. É incrível como ele, também no auge dos seus quatro anos, desenvolveu uma paixão tão avassaladora pelo Corinthians que é capaz de ficar por duas horas com a orelha colada em um rádio. Por que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que a novela ia terminando, a angústia ia tomando conta de mim e eu oscilava entre contar piadas infames descontroladamente e emudecer por mais de 20 minutos. Júlio eu competíamos para ver quem roia mais as unhas e continuava com os dedos, já que na minha casa não tem copos de plástico. Perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entrou o Galvão falando aquele monte de groselha (“O Corinthians é Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiil”) e eu abstraí, admirada com a Fiel corinthiana que se amontoava em uma pequena parte do estádio. Cerca de 1000 pessoas foram para esse jogo e eu entendo cada uma delas, ao contrário de muita gente que prefere minimizar e dizer que é uma porção de desocupados. Não. Uma porção de apaixonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da marcação dura e do juiz ladrão (desta vez, Giorgetti, não era o imaginário popular. Era ladrão mesmo), o time correspondeu. Começou no maravilhoso gol de Carlitos, de encher os olhos e o peito de orgulho, mas a gente já sabia que ele jogaria pelo menos duas vezes mais do que ele joga em toda partida (e olha que isso é difícil). Principalmente depois de ler os jornais e ficarmos sabendo do carinho absurdo que os torcedores do Boca têm por ele. Todo corinthiano hoje também sabe o que é isso. Ou melhor, também sente o que é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao marcar a bola no fundo da rede, Tevez saiu gritando, rugindo feito um leão, desabafando. Daqui eu não conseguia nem falar. Atirava o cachorro pra cima, abraçava o amigo, cumprimentava a gastrite. O gol foi o melhor antiácido que podia ter me sido receitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não durou muito. O Coringão começou novamente a tropeçar nas próprias pernas e nos erros do juiz. Cartão vermelho negligenciado, gol legítimo anulado. Dá para ganhar assim? Daria. Nenhum torcedor perdeu a esperança durante um minuto sequer. Nem Xavier que entrou na partida marcando. Os 3 a 1 do River se transformaram em 3 a 2, deixando o Corinthians a uma vitória tranqüila da classificação para as quartas-de-final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo de volta é na próxima quinta, no Pacaembu e a cidade será pequena. Aliás, quando tem partida importante do Corinthians, São Paulo parece muito menor. Tudo é imediação do Pacaembu. Quando o jogo acabou, o Lucas já estava acordado há tempos, hipnotizado na frente da televisão, cheio de febre e constipado. “Dormir é para os fracos”, né, Luquinhas? Nem se importou com a derrota do Corinthians porque até perder pode ser bonito quando não se desistiu de ganhar. Bem diferente da última Libertadores em que fomos desclassificados pelo River, mas perdemos para nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Lá, no meio da confusão tática de Ademar Braga (que tem a minha simpatia), nos gritos e na luta de Carlitos, na cabeça de Xavier, na contradição do Mascherano, na disposição do Rubens Júnior, na força do Carlos Alberto e do Marcelo Mattos, e na esperança de toda uma nação deu para sentir que a Libertadores está muito além de ganhar ou não o título. É preciso conquistá-lo a cada partida. Envolver mãe, filho, cachorro, amigos. Fazer outros times jogarem pelo menos duas horas mais cedo e seus torcedores voltarem para casa correndo. Voar de avião ou se imaginar lá, em outro País. Viver um pouco de outro País. Se endividar, perder o juízo. Unir a cidade, transformar a maior metrópole do Brasil em um vilarejo. Sentir que o mundo é pequenininho para o Corinthians. Já valeu. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114614206954336986?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114614206954336986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114614206954336986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114614206954336986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114614206954336986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/at-quando-derrota-bonita.html' title='Até quando a derrota é bonita...'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114606347869923251</id><published>2006-04-26T07:52:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T09:23:20.250-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><title type='text'>A Boca vira corinthiana</title><content type='html'>&lt;em&gt;Do L! de hoje&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Boca vira corinthiana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Daniel Santini&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ângelo Lugo sorri ao ser questionado sobre camisas do Corinthians na loja em que trabalha, em frente a La Bombonera, arena do Boca Juniors. Torcedor do clube que Tevez defendeu até acertar com o Timão, ele se empolga ao falar sobre o jogo de hoje contra o River Plate, primeiro das oitavas-de-final da Libertadores, no Monumental de Nuñez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Monumental, não! Galinheiro! Chama-se galinheiro – ensina, referindo-se ao provocativo apelido dos rivais, alusão ao medo nas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carlitos tem nosso apoio, é nosso orgulho. É difícil para um argentino triunfar no Brasil. Mais difícil do que na Europa. E ele triunfou. Torcemos por ele! Pelo Mascherano, não! Ele é galinha. Seria melhor se ficasse no banco – diz, mostrando sua camisa da Gaviões da Fiel, que ganhou no ano passado, quando o Timão esteve em Buenos Aires e eliminou o River da Copa Sul-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugo não tem camisas do Corinthians para vender (assim como todas as lojas que a reportagem visitou), mas ostenta orgulhoso a camisa da Gaviões. Pode fotografar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro! Vê como fica! – diz, antes de colocar a camisa na velha estátua de Maradona, considerado Deuas na Boca, o bairro em que fica o clube.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Isso é sério, hein? Não é para vocês tirarem sarro. É para Carlitos – avisa, olhar atento para a câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camisa 10 do Timão é lembrado com carinho no bairro. Seu nome está por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tevez convidou a torcida para ir ao Monumental. Acho que muita gente vai. Tomara que ganhe o Corinthians! – diz Noeli Quintans – torcedora que trabalha em outra loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não vou, é arriscado um jogo desses. Mas pode apostar que tem muitos que vão apoiar Tevez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que o Monumental será tomado pela torcida da casa. O River está em situação complicada no Argentino e a aposta é na Libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A venda de ingressos foi uma loucura. O Monumental vai ferver. Mas em Buenos Aires se diz que a torcida do Boca é a metade da cidade mais um. Nuñez pode até arder em vermelho e branco hoje à noite, mas, se o ditado se confirmar, no resto da cidade a maioria dos portenhos torcerá por Tevez e vestirá preto e branco.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114606347869923251?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114606347869923251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114606347869923251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114606347869923251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114606347869923251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/do-l-de-hoje-boca-vira-corinthiana.html' title='A Boca vira corinthiana'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114589426620928620</id><published>2006-04-24T08:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T10:35:50.259-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevistas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/1600/Ugo.4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/Ugo.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O cineasta Ugo Giorgetti durante as filmagens de Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos&lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;“No futebol e no mundo para cada vencedor há milhões de vencidos”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Leonor Macedo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paulistano de Santana, zona norte de São Paulo, o diretor de cinema Ugo Giorgetti é tão alto que poderia ter sido goleiro do Palmeiras, clube do coração. O amor pelo futebol, aliás, começou nos campos de várzea do bairro, quando ainda não existia televisão disputando a transmissão dos campeonatos, pay-per-view ou a possibilidade de ir freqüentemente aos estádios. Naquela época, futebol era visto, ouvido e sentido na terra, na grama, na pedra ou no rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falta de habilidade ou por ter tido outras oportunidades, o cineasta palmeirense decidiu unir suas duas grandes paixões nas telas dos cinemas com a produção da tragicomédia Boleiros, dependendo dos olhos de quem vê. Em 1998, reuniu um elenco de peso para contar histórias, fictícias ou não, deste mundo passional de malandragem, corrupção, risos e lágrimas, mas que é, acima de tudo, humano. Feito e vivido por seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora em 2006, Lima Duarte, Otávio Augusto, Flávio Migliaccio, Denise Fraga, Paulo Miklos, Adriano Stuart, Cássio Gabus Mendes, Silvio Luiz e Sócrates voltam para o cinema no ótimo Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos. Nessa entrevista; o filho de alguém que não estava nem aí para o futebol, irmão de corinthiano, e pai de uma corinthiana, uma são-paulina e um palmeirense; critica as ações de Lula no esporte e as administrações dos clubes, conta sobre a sua paixão pelo tema e porque é tão difícil filmar sobre algo que todo  brasileiro gosta e acha que entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - A sua relação com o futebol vem dos tempos de criança?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Como todo moleque do bairro de Santana, eu jogava muita bola. Engraçado porque a minha relação com o futebol começa jogando. Eu achava mais interessante jogar do que ver, inclusive porque a gente não via futebol naquele tempo. Ninguém ia. Se ia ao estádio duas vezes por ano era muito. Meu pai não tinha nenhuma aproximação com o futebol e eu nunca ia ao estádio, não tinha televisão, era só o rádio. Era muito mais legal jogar e nós jogávamos futebol pela rua. Eu sempre fui torcedor e esse time me acompanha pela vida inteira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;LM - No filme, em uma das histórias o técnico do Palmeiras (Lima Duarte) sofre um acidente. Ao passar pelo local, um torcedor grita que o Mustafá também deveria estar dentro do carro capotado. Foi uma critica pessoal? Você é palmeirense?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Foi sim. Eu sou palmeirense. Tenho um irmão corinthiano, mas sou palmeirense. Em uma entrevista para a Isto É Gente, ele disse que o único motivo de briga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; entre nós dois era o Corinthians e Palmeiras. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/Lima_Barbosa.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Como é a produção das histórias para o filme? É um punhado de “verdade” com uma dose de ficção ou muita ficção com um pouquinho de “verdade”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Acho que um pouco dos dois. Poderia ser verdade, poderia ser ficção. Eu vou lembrando de casos, lendo, vendo e montando as histórias. Também uso outras fontes. Na história do Nestor, por exemplo, (o jogador vai para o México e quando volta, 30 anos depois, está tão diferente que ninguém o reconhece) na verdade eu li que isso aconteceu com um pugilista. Não era nem com jogador de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Corinthians havia um centroavante, o Zague, muito fraco por sinal, mas fazia gol pra caramba, que foi jogar no México e está lá até hoje. O filho dele, inclusive, foi da seleção mexicana. Ele apareceu por aqui falando igual ao Nestor, mas a história foi inspirada em um pugilista que foi lutar no México, ficou por lá e quando voltou tinha mudado tanto o aspecto e a maneira de falar que ninguém reconheceu o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - No Boleiros 2, você relaciona a venda de um jogador com a escravidão. O atleta é oferecido e tem que mostrar os dentes. O jogador é um escravo, branco ou negro, bem ou mal-remunerado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Eu acho que isso acontece com todo trabalhador brasileiro, não só no futebol. Os laços entre patrão e empregado são muito complicados. O futebol é uma chance muito grande de você fazer dinheiro rápido, sem ser ilegal. Se você não vende droga, futebol é o melhor negócio para fazer dinheiro. Eu acho que as pessoas fazem qualquer coisa pra ter dinheiro e eu não estou criticando. Eu faria a mesma coisa. Pô, ficar esperando na favela alguém vir me dar uma chance? O desemprego é infernal, então eles fazem qualquer coisa e o empresário também faz qualquer coisa. Vende até a mãe. Essas relações são complicadas. O Paulo Miklos faz o empresário do Marquinhos (o craque da seleção que é um grande ídolo no exterior) e é ele que domina. Ele que arrumou o bar, que trata da mulher do cara, do irmão do cara, ele cuida de tudo. O cara está blindado, dentro de uma redoma. Quem vê o filme nem sabe exatamente o que o Marquinhos pensa. E ele não sabe da própria vida. Não controla mais a vida dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Você vai a estádio?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Não, eu não vou a estádio porque o Palmeiras é muito ruim. Eu moro perto do Parque Antártica e sempre fui a pé. Enquanto tiver esse time eu não vou. Eu ia, junto com meu filho palmeirense. Além dele, tenho uma filha corinthiana e uma são-paulina. Família democrática. Mas só vou se o time for muito bom. Eu estou acostumado a ver times do Palmeiras muito bons. Agora que está isso daí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Mas não há algo que te chame para assistir o jogo no estádio mesmo com o Palmeiras ruim? A energia da arquibancada, dividir a raiva ou as alegrias com outros torcedores?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - O Palmeiras já está há muito tempo ruim. Não é de agora. Já está essa brincadeira faz tempo. A última vez em que ele esteve bem foi em 98, 99, até 2000 dava para aturar. São mais de cinco anos que está ruim. Chega. Mas o problema é que está muito ruim lá dentro. Na administração. Tem que mudar tudo. O Corinthians também. Palmeiras e Corinthians são gêmeos nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Siameses.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Eu coloquei no filme aquela passagem em que o São Paulo perde o título para o Botafogo, do Rio de Janeiro. Eu nem fui no Corinthians para propor que fossem eles. No Palmeiras, eu só consegui falar porque o Belluzzo (conselheiro da oposição palmeirense) interferiu. Ligou para a diretoria e disse: “É um cineasta de nível”. Então me encaminharam para falar com um cara horrível, mal educado. Nos primeiros contatos com o Corinthians, eu já vi que bateria cabeça igual aconteceu no Palmeiras. Logo desisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro filme, eu fui direto na Gaviões. Nem fui no Corinthians. Quem me deu a licença para usar o nome dos Gaviões e a camiseta foi o Douglas Deungaro (Metaleiro, ex-presidente da organizada). Ele que assinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No São Paulo, você é recebido primorosamente. Completamente diferente. Cheguei lá, disse que o São Paulo perderia o jogo no filme e eles responderam que não teria o menor problema. A única coisa que eles quiseram saber era a camiseta que seria usada na cena. É tudo organizado. Por isso que o São Paulo é tri-campeão do mundo, atual campeão da Libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Administração também ganha títulos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Não tenha dúvida. Administração de futebol é fundamental para isso. Então enquanto estiver isso daí no Palmeiras eu não volto para o estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - O personagem do Lima Duarte (nos filmes ele é técnico de futebol) é uma mistura de Felipão com Luxemburgo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Olha, ali tem um pouco de tudo. Telê, Brandão... O Lima (Duarte) é um antigo torcedor. São-paulino doente, já foi conselheiro do clube e tudo. Eu o coloquei de técnico do Palmeiras de propósito nos filmes. É o símbolo do conservadorismo. Uma figura em extinção. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/juiza.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Vocês cogitaram a possibilidade de chamar algum jogador famoso para interpretar o Marquinhos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Cogitei e chamei. Chamei o Denílson porque eu o acho muito engraçado. Bom ator, muito cativante, afável, vivo. Eu fui atrás dele e ele achou ótimo. Só que o problema dele, como o de outros jogadores, é que ele tinha 20 dias de férias em julho. Não dava para filmar em 20 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Quando vocês terminaram de gravar o filme?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Em abril do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Vocês tiveram que esperar a Copa para estrear?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Não. A Copa só atrapalha esse filme porque nada tem a ver com a Copa. A copa é um acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Pra falar da Argentina você pensou no Corinthians?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Não. Tem muito jogador brasileiro que jogou no Boca Juniors. O Orlando (Peçanha de Carvalho), quarto-zagueiro da seleção brasileira de 58, foi capitão do Boca por três anos. No ano passado, a gente fez o favor de mandar o Baiano para o Boca. Nosso lateral-direito. Eles acolhem muito mais brasileiros do que nós acolhemos os argentinos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - O argentino aceita mais o brasileiro do que vice-versa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Não. Eu acho que é coincidência. Hoje em dia é raro argentino jogar aqui, mas antigamente era muito comum. Vinha muita gente para cá. O Corinthians era um dos poucos clubes que não aceitava estrangeiro. O São Paulo e o Palmeiras sempre tiveram jogadores estrangeiros. Lembro-me quando veio o Artime (centroavante argentino) para o Palmeiras e ele era muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Do Boleiros 1 para o Boleiros 2 houve um processo de glamourização do futebol. O Bar do Aurélio (cenário onde se passa o filme) teve de se adaptar e foi reformado. Antes dessa glamourização e dessa mercantilização, o futebol era melhor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Eu acho que o mundo era melhor. Porque no momento em que o dinheiro entra de tal forma em uma atividade você não sabe mais o que é verdade e o que não é. Você não sabe o que é uma simples publicidade para aceitar uma situação ou se realmente aquilo é fato. Então, talvez o futebol fosse mais real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol atual é muito bom. É um erro se falar que o futebol atual é ruim, porque ele é ótimo. Alguns jogadores têm um nível excelente. O grande problema é que eles estão jogando fora. Imagine só o Ronaldinho, o Ronaldo, todos eles jogando aqui, que maravilha seria o Campeonato Brasileiro. Eu acho que o futebol de antes era melhor em um ponto: ele era do povo. Ninguém da classe média se preocupava muito com o futebol. O jornal tinha meia página que contava o resultado do jogo: Corinthians 3 X 1 Ferroviária, Palmeiras 4 X 1 XV de Piracicaba. Era isso e acabou. Tinha o rádio que te dava mais cobertura, transmitia o jogo e havia os comentários à noite. Era só isso. Era mais genuíno. Era o jogo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Um lazer.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Era o grande lazer do povo. Por isso que ninguém se preocupava. Porque era coisa do povo. “Deixa isso pra lá.” &lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;LM - Você acha que se o futebol foi mercantilizado ele tem que ser politizado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Eu não faço muita relação entre política e futebol. Nunca fiz. O que acontece é que a partir de um momento o futebol foi sendo apropriado pelas autoridades. Começa com o Juscelino, que não era esse santo que a Rede Globo tenta mostrar (na minissérie JK). Para mim, ele era um idiota. Eu já tinha 13 anos quando ele foi eleito e me lembro bem. O Juscelino começou e isso foi crescendo até 1970, quando a ditadura, como toda a ditadura, se apropria do futebol como um feito dela. Era um orgulho nacional. Daí isso começou pra valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Existe um monte de deputados e vereadores ligados aos conselhos dos e as diretorias dos clubes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Isso é inevitável. Essas pessoas começaram a perceber que o futebol era uma força eleitoral. O Ademir da Guia (ex-craque do Palmeiras) foi eleito (deputado federal pelo PC do B e agora vereador pelo PL). Mas mesmo assim eu nunca achei que um torcedor palmeirense seria capaz de achar que se o Palmeiras estivesse ganhando do Corinthians isso compensaria seu desemprego. Isso é ridículo. Achar que o futebol pode iludir o povo a esse ponto. “Olha, você ganha um salário mínimo, mas seu time foi campeão do mundo então está tudo bem, você é feliz”. Isso é achar que o povo é idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal que saía na rua para gritar pela seleção de 1970, na mesma época do nacionalismo da Ditadura, fazia porque o time era maravilhoso e não por causa do regime militar. Eu queria torcer para o Brasil perder e os militares não faturarem, mas não conseguia porque o time era maravilhoso. Dava orgulho de ver jogar. Essa história de política e futebol é muito ambígua. As pessoas falam que o futebol é usado para enganar o povo. Não engana nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Você acredita que o futebol é uma metáfora para o País?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - O futebol não é uma metáfora para o País. O futebol é o País. Ele pertence à sociedade. Tudo o que pertence à sociedade está no futebol e tudo o que está no futebol também está na sociedade. Porque ele faz parte da sociedade. Se a sociedade é violenta, tem violência no futebol. Algumas pessoas querem comparar que aqui tem violência nas torcidas, mas na Inglaterra eles conseguiram acabar com isso. Lá eles deram um nível social incomparavelmente melhor do que o Brasil. Lá realmente quem faz bagunça são quatro vagabundos e a Justiça os proíbe de irem aos estádios. Mas a violência do futebol brasileiro começa na sociedade. A nossa sociedade é escravocrata, ela explora e o dirigente explora também. Ele reproduz o que é reproduzido no resto do Brasil. O futebol é assim. O Boleiros tem uma qualidade de examinar o Brasil através do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Mudando o futebol muda o Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Não. É o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Partindo do micro para o macro não há mudança?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;UG - Não acredito. Uma vez participei de uma discussão na casa do Juca Kfouri (jornalista corinthiano) falando isso. Tinha um grupo onde eu liderava que achava isso uma loucura. Como mudar o Brasil por meio do futebol? O outro grupo que acredita nesse caminho pode ser até que tenha razão, mas eu acho uma verdadeira loucura. O dono do Lance!, por exemplo, o Walter (de Mattos Júnior), acha que mudando o futebol você dá um passo importante para mudar o País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Eu também acredito nisso.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Você pode estar certa. Mas isso é exatamente o que fez o cristianismo. Partindo de uma pequena aldeia, você conquista o mundo. Demorou exatamente 300 anos. Eu acho que é uma possibilidade e acho que tem de ser feito. Sou contra o imobilismo. Mas acho que deve ter uma outra estratégia de pressão. Primeiro lá em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo tudo no presidente Lula. Juro que entendo tudo o que aconteceu. A única coisa que eu não entendo no Lula é como um homem do povo, corinthiano, não tem nenhuma ação no esporte. Nenhuma ação no esporte. Então não adianta você fazer no micro, se não muda lá em cima. Se a torcida se mobiliza para tirar o MSI (parceria investidora do Corinthians) do País, por exemplo, por conta das suspeitas de dinheiro ilegal, vem outro MSI se não mudar lá em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente é um cara que acompanha os jogos, super ligado ao futebol, vive fazendo metáforas com os resultados do Corinthians e o Ministério dos Esportes é isso que nós vemos. Não moveu uma única palha em quatro anos de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente, por gostar de futebol, deveria tomar alguma medida contra a evasão dos jogadores de futebol. Isso sim é privar o povo de seu lazer. Antigamente alguns jogadores também iam jogar no exterior, mas eram os jogadores excepcionais. O resto ficava aqui e os excepcionais eram substituídos rapidamente. Agora até os ruins estão indo para lá. Os ruins de bola. O Tadei (ex-palmeiras) é titular do Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso é preciso que o Governo se apresente. Questão de segurança nacional. Olha o que acontece no Rio de Janeiro. É um horror. Estão liqüidando uma tradição. Multidões estão sem time. Como um cara pode torcer pelo Flamengo? Tinha que ter uma intervenção federal nisso. É grave. É o lazer do povo, é tradição brasileira. Mas nada é feito. Eu acho importante tirar os Mustafás da vida, os Dualibs, eu até ajudaria. É uma ótima ação e tem que ter, mas para mudar mesmo a estrutura da coisa tem que vir lá de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - No Boleiros 2, as mulheres são retratadas como as Maria-Chuteiras, como a jornalista que detesta futebol ou como a juíza carrancuda e durona. Cadê a torcedora que realmente gosta do futebol? Ou as histórias de mulheres que querem jogar bola?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Não me ocorreu, mas não é nada demais. Talvez seja a minha falta de aproximação com o assunto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/jornalistas.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - No filme, o jornalista Zé Américo não tem a pretensão de escrever um livro. Ele busca as histórias porque ele gosta de futebol e está desempregado. Empregada está a jornalista que não gosta de futebol. Você acredita que a imprensa esportiva que está empregada, em grande parte, é superficial e não consegue enxergar o lado humano do futebol?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Não acho. Se eu achasse, essa opinião teria mudado depois do Boleiros 1 porque eu encontrei gente da crônica esportiva muito boa. Hoje, a imprensa esportiva é bastante razoável. Antigamente também existiam jornalistas ótimos, mas em menor número. O problema da crônica esportiva é que ela adquiriu proporções enormes. Hoje existem cadernos de esportes e jornais especializados. Antes, os jornais especializados eram marginais. Como ela era muito pequena, ela abrigava o jornalista que gostava muito do negócio. À medida que ela adquiriu uma importância muito grande, começou a chamar colaboradores. Há um pouco de mito nessa história de dizer que a imprensa esportiva é ruim. Ela era menor. Hoje ela é enorme, então também tem jornalistas muito ruins. Tirando uns imbecis que todos nós conhecemos, em geral ela é formada de gente muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - No futebol, quem são os vencedores e quem são os vencidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - É fácil. Os vencedores são como o Marquinhos, que joga na Europa e está em alta, e seus empresários. Os vencidos são todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Os torcedores são vencidos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Não tenha dúvida. No meio dos torcedores, também há os vencedores, mas para cada vencedor há milhões de vencidos. No futebol e nas outras questões colocadas no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - O Boleiros 1 foi lançado em 1998 e o Boleiros 2 agora, em 2006. O que mudou no futebol de lá para cá?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Em 1997, o Rivaldo jogava no Palmeiras. O Djalminha, o Luizão, todos em plena forma. Não só no Palmeiras, mas tinha esse tipo de jogador no Brasil. Não há jogadores assim no Brasil hoje. Tem o Gamarra (zagueiro palmeirense) com trinta e tantos anos, o Juninho Paulista (meio-campo) com milhares de anos. Esse êxodo no futebol é uma coisa bem recente. Virou uma febre. O Grafite (ex-atacante do São Paulo) vai embora para a França e você se pergunta o que sobra. Isso é grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos falando em São Paulo que tem o futebol mais poderoso do Brasil, mas e os clubes fora daqui? No Rio de Janeiro, o Dodô é ídolo do Botafogo. Nas últimas vezes que eu fui no Parque Antártica eu queria “matar” o Dodô. Tecnicamente ele é um bom jogador, mas ser ídolo no Botafogo? Acabou, o futebol no Rio de Janeiro não existe mais. Eu fui lançar meu filme em Porto Alegre recentemente e aconteceria um Grenal (clássico entre Grêmio e Internacional). Todos os torcedores do Grêmio achavam que tomariam uma goleada. O time é muito fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Você esteve na quadra dos Gaviões da Fiel durante a semana da Democracia Corinthiana, em agosto de 2002. Como foi para um palmeirense participar de um evento tão corinthiano?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - O evento foi fantástico e para mim foi engraçado porque eles passaram um pedaço do Boleiros 1, o que faz referência a Gaviões da Fiel, e o Washington Olivetto que estava na mesa comigo disse: “Olha, queria avisar que ele é palmeirense”. Eu esperei a reação dos associados e todo mundo disse: “Tá tudo bem, a gente deixa ele ser palmeirense...” &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - O filme passa uma idéia de malandragem, da corrupção, da escravidão. Sem isso não existiria o filme?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Existiria, mas seriam outras histórias. O tempo, por exemplo. O problema do tempo curto que um jogador tem para jogar futebol. Os ex-jogadores do filme Boleiros 2 que conversam no Bar retrata um pouco isso.&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/jogadores.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Aliás, o Sócrates era o único que bebia a cerveja do cenário?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - (risos) Todos bebiam. Quem não bebia era o Flávio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - No Boleiros 1, uma das histórias mais marcantes é a do juiz Virgílio Pênalti. Foi profético ou já se conhecia algum caso de picaretagem no apito?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Outro dia eu dei uma entrevista para a Folha de S. Paulo e colocaram como manchete o que eu falei: eu acho o juiz ladrão necessário para o futebol. É importante que haja o juiz ladrão. Faz parte do imaginário do torcedor. Se você retira o juiz ladrão isso é uma perda para o futebol, para o imaginário do futebol. É bom para a honestidade do futebol, mas para o imaginário é ruim. Quantas vezes você se consolou quando o Corinthians perdeu porque você teve certeza que foi roubado? Roubado nada, pô! Mas é um consolo para o torcedor, uma justificativa, é uma possibilidade misteriosa. “E se foi roubado? E se não fosse?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - O juiz ladrão é quase inofensivo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Ele também repete a sociedade. Se você falar: “vou extirpar todas as pessoas desonestas da sociedade e só vamos ter atos que a gente tenha a certeza que são honestos”. Só pode ser brincadeira. Uma vez eu fui com o Otávio Augusto (ator que interpreta o juiz ladrão) em um encontro de veteranos do Palmeiras. Só naquele encontro apareceram dois casos como o do Virgílio Pênalti. Isso sempre existiu. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/virgilio_penalti.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Em menor escala que o Edílson?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Talvez em menor escala. O Palmeiras tinha um zagueiro que conta uma história fantástica. Ele era zagueiro central. O Turcão, muito bom o cara. A equipe estava sem tomar gol há não sei quantas partidas. Era um absurdo para a época. Estava uma loucura. Aí o Palmeiras foi jogar com o Corinthians. Um a zero para o Corinthians e esse cara fez um gol contra. Imagina a situação dele? Gol para o Corinthians e contra dele. Ele ia casar dali um tempo e dois dias antes da partida tinha ido a uma loja com a noiva dele e comprou geladeira, fogão e um monte de coisas para a casa. Pediu para entregarem no primeiro dia útil da semana seguinte. Aí aconteceu essa tragédia no fim-de-semana. Segunda-feira, encostou na casa do cara um puta caminhão e começou a descer geladeira, fogão... E a vizinhança enfurecida: “Esse cara ganhou dinheiro do Corinthians!!!! Está ganhando um monte de presente!!”. Demorou mais de dois anos para o povo parar de encher o saco do Turcão. Era telefonema, xingamento na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Como veio o convite para escrever a coluna semanal no Estado de S. Paulo, no caderno de Esportes?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Foi por causa do Boleiros 1. Eu não conhecia ninguém do Estadão. Claro que eles devem ter pedido uma indicação para o pessoal do esporte. Depois consultaram o pessoal do Caderno 2 para saber o que eles achavam. Aí eles me chamaram. Mas durante esse tempo todo que tenho a coluna, fui só duas vezes ao Estadão. Escrevo de casa e mando. Eu gosto, acho legal. Não escrevo sobre os jogos da rodada, sobre isso não sei escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Você pensa em fazer mais continuações do Boleiros?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Não, acho que não. Dava uma bela série de televisão, isso sim. Fazer um episódio de 30 minutos, duas historinhas rápidas, com um jogador contando. O Sócrates, por exemplo. Ele poderia contar as histórias. Isso seria legal. Mas acho que já está bom de longa-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Não existem muitos filmes sobre futebol. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UG - Não tem. É complicado fazer filme sobre futebol. É muito difícil, por uma série de razões do próprio tema. É muito abrangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Por que é difícil falar de futebol em um País onde todo mundo acha que entende de futebol?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Essa é uma das grandes dificuldades: você fazer uma coisa que todo mundo é um crítico em potencial. Se você der uma mancada, terá uma maioria que perceberá a mancada. Outra coisa é escolher que segmento de futebol você vai usar. É preciso fechar em um tema. Trabalhar com a história, ou com o momento atual do futebol. Comparar as duas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um grande problema é o público. Eu estou convencido, e isso é verdade, que é a mulher que escolhe qual filme será visto. As mulheres vão mais ao cinema do que os homens. Quando elas vão acompanhadas, têm uma influência enorme na escolha do filme. E as mulheres em geral ainda não têm uma aproximação tão grande com o futebol. O Boleiros 1 não foi muito bem no cinema. Ele foi normal, só isso. Com os anos ele cresceu. E vai acontecer exatamente assim com o Boleiros 2. Ele não vai estourar. Quando as mulheres assistem em casa, no vídeo, elas acham legal e aí o filme decola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também muito difícil transmitir o que esse filme é realmente. Não dá para chegar nas mulheres e falar: “Olha, pode ir tranqüila que esse filme não é sobre futebol. Você verá um filme sobre seres humanos”, porque o filme é de futebol. Se disser que não é, você espanta os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o povo não vai ao cinema. O povo assiste televisão. Ele não pode ir porque custa 15 paus o ingresso. Então o cinema vira um reduto de classe média. Futebol não faz parte do repertório temático da classe média. Eles preferem o relacionamento entre casais, crianças com seus pais, criança abandonada. Isso são alguns temas que a classe média gosta de ver. Têm mil outros. Mas o futebol não faz parte desse repertório. Não é um dos temas aceitáveis para a classe média. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/irmao_Marquinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Você acha que o futebol é a ponte que liga as classes sociais? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Em certa medida sim. Mas é uma liga retórica. Do tipo: “eu sou milionário, você mora na favela, nós conversamos por causa do nosso time do futebol”, mas é só naquele momento. As classes se comunicam por causa do futebol. É um elo de comunicação. O que eu sei de futebol é o que você sabe, independente da sua classe social, ou da minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM - Dá para viver hoje só de cinema?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UG - Depende. Eu vivi muitos anos da publicidade. Mais de 30 anos. O dinheiro que vem não corresponde ao trabalho. Se não fosse subsidiado, se no Brasil não existisse a Lei de Audiovisual, o cinema acabaria amanhã.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;************************************************************&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para assistir ao trailer de Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos, acesse &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.spfilmes.com.br/content.aspx?Node=26"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.spfilmes.com.br/content.aspx?Node=26&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114589426620928620?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114589426620928620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114589426620928620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114589426620928620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114589426620928620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/o-cineasta-ugo-giorgetti-durante-as.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114554646532365225</id><published>2006-04-20T08:19:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T10:36:11.937-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só para desabafo...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;... é difícil ser mulher em torcida organizada. Diretoria, então, nem se fale. Um dia escrevo sobre isso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114554646532365225?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114554646532365225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114554646532365225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114554646532365225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114554646532365225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/s-para-desabafo.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114476938985872159</id><published>2006-04-11T08:06:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T10:37:16.472-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o meu olhar desconfiado (e o coração acelerado) com o Herrera&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gosto quando um texto meu repercute da maneira que o "Da dor e da delícia de ser Corinthians" repercutiu. Sempre acho que quando escrevo, as únicas pessoas que lerão o texto é minha mãe e o meu melhor amigo. Até por isso, o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://oimperador.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Júlio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (o tal melhor amigo) é sempre o primeiro a comentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse blog é recente e sempre teve poucos acessos, principalmente comparado ao &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tabulas.com/%7Esubversiva"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Subversiva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, meu outro blog que completou dois anos. Lá, cerca de 300 pessoas acessam diariamente para ler algumas crônicas sobre o meu dia-a-dia. Antes, eu publicava os textos relacionados a futebol por lá também, mas como tenho escrito constantemente sobre isso criei este blog mais específico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No domingo, o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://rodrigovessoni.blog.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vessoni&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, jornalista do L! e amigo de longa data lá dos Gaviões, colocou o link para o Invendável e Imprestável em uma comunidade do Corinthians, no orkut. O &lt;a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=2513646&amp;amp;tid=2458006186466518450"&gt;tópico&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; gerou incríveis 900 acessos em dois dias (e isso é demais, porque a média de acessos em blogs é de 15 visitas diárias). O link também foi publicado no jornal A Bola, na coluna da Gaviões da Fiel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No tópico do orkut, algumas pessoas discordaram da minha posição em relação ao Herrera e esclareci por lá, mas cabe esclarecer por aqui. Não tenho uma procuração para defender a escalação do Marcelo e não acho que ele tenha de ser o goleiro titular também. Ele costuma tremer em casa lotada, jogo importante. Tão imaturo quanto o Herrera que, na minha opinião, só veio ao Corinthians pela proximidade de seu empresário com o Kia. Esquisito. Nós não temos um goleiro à altura do Corinthians e essa deveria ser uma das preocupações principais da parceira e da diretoria corinthiana, mas, estranhamente, não é. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vai muito além de cornetar (e passa longe de xenofobia porque adoro a América Latina e quero muito conhecer o Chile, mais ainda depois do País reconhecer seu passado político catastrófico e eleger como presidente Michelle Bachelet), embora eu ache que reclamar também é direito do torcedor, principalmente daquele que é atuante e que se esfalfa o ano todo para acompanhar os jogos de seu time no estádio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114476938985872159?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114476938985872159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114476938985872159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114476938985872159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114476938985872159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/sobre-o-meu-olhar-desconfiado-e-o.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114469344198943509</id><published>2006-04-10T11:18:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T10:38:01.194-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/1600/1144457350_f.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/1144457350_f.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Eu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114469344198943509?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114469344198943509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114469344198943509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114469344198943509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114469344198943509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/eu.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114443450922175379</id><published>2006-04-07T11:25:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T10:38:27.855-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libertadores'/><title type='text'>Da dor e da delícia de ser Corinthians</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem adiantou a promessa de tentar não roer as unhas até o casamento do Rafael na próxima semana. Tinha um jogo do Corinthians no meio do caminho. E a partida era no Chile, longe de nossa vista (mais distante ainda do corinthiano porque o jogo só seria transmitido via TV a cabo), da possibilidade de gritar na arquibancada e ser escutado. Ou pelo menos da sensação de ser escutado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Corinthians disputa uma partida decisiva longe do Brasil (nem que a decisão seja passar ou não para a segunda fase de um título nunca antes conquistado) a preparação me lembra a do dia em que mamãe deixou eu ir ao shopping pela primeira vez só com meus amigos: fiquei um mês combinando para ver quem ia junto, pensando em como seria cada momento, imaginando, fantasiando e quanto mais o grande dia se aproximava, mais a ansiedade me tirava o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi para essa partida. Semanas antes eu já tentava reunir os grandes amigos, decidir o local em que veríamos o jogo e absolutamente todas as possibilidades davam errado. Se fulano queria assistir no Estádio Museu em Preto e Branco, no Tatuapé, ciclano achava que o bar era muito caro. Se ciclano falava em ver o jogo no São Cristóvão, na Vila Madalena, beltrano se recusava porque era muito cheio. Se beltrano sugeria o Terceiro Tempo, na Barra Funda, fulano nem pensava na hipótese já que tinha certeza de que lá estaria cheio de palmeirense. Ou encontraríamos o Milton Neves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a salvação foi anunciada pelos Gaviões da Fiel poucos dias antes: o jogo seria transmitido na quadra, com telão e churrasco de graça para todos os corinthianos que comparecessem. Não poderia ser melhor. Combinamos quem iria, quem daria carona para quem, que horas estaríamos por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias antes do jogo, liguei para o Tonhão, presidente dos Gaviões, para saber como estava a caravana para o Chile:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá tudo bem, Lê. Eles ainda não chegaram, mas estão quase lá.&lt;br /&gt;- E aí na quadra? Tá tudo preparado? Carne comprada, telão instalado?&lt;br /&gt;- Não vai rolar telão não, Lê. Só uma televisão com o cabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim uma televisão? UMA? Imaginei aquele monte de gavião se amontoando para conseguir enxergar o Corinthians na Philco que as “tias” da cantina vêem o Vídeo Show enquanto cozinham o almoço durante a semana, na quadra. Televisão cheia de fantasma, provavelmente sem entrada a cabo. Catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora? E agora? – perguntei para a Mari, psicóloga-corinthiana-amiga de plantão para os momentos de crise e não-crise.&lt;br /&gt;- Agora já combinamos. Vamos do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fomos nós ontem, torcendo para que a TV pegasse porque seria impossível não enfartar ouvindo Corinthians e Universidad Católica no rádio. Não com aquela zaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa notícia é que logo que chegamos vimos uma moderna televisão de 29 polegadas e muitos, muitos amigos que só se encontram em dia de jogo, pelas arquibancadas. A má notícia é que Johnny Herrera, goleiro reserva do Corinthians, tinha sido escalado como titular, mesmo sendo chileno. Mas os amigos estavam ali para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria impossível telefonar para a NET, ficar cliente com um pacote básico, esperar os funcionários da operadora chegarem para instalar na moderna televisão de 29 polegadas os canais a cabo, tudo em meia hora, fizemos um gato (e não me perguntem onde já que os Gaviões da Fiel estão rodeados de galpões abandonados e da Marginal Tietê) e voilà: SPORTV, o canal campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal da Velha Guarda arrumou uma televisão pequenina para dividir a atenção do povo da quadra que era numeroso. Perto da TV menor ficaram as pessoas que queriam assistir sentadas, com calma (se é que isso era possível). Senhores, senhoras, mulheres com crianças. Ao redor da televisão de 29, a bateria e o povo do Poropópó. Eu comecei assistindo ao jogo atrás de uma pilastra, perto da tevezinha. Mas estar na muvuca era como ficar mais perto do Corinthians e lá fui eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos cinco primeiros minutos eu já estava sem os esmaltes na unha, que tinha passado para evitar o vício de levar a mão na boca sempre que o nervosismo vem. Tudo porque, aos dois minutos o Universidad Católica abriu o placar, com direito a goleiro caindo para dentro do gol e zagueiro trapalhão. Ai, a nossa zaga. Se um dia eu tiver uma úlcera, vou homenagear o pai e chamá-la de Wendel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o goleiro chileno é ruim de cá, é ruim de lá também e o gol de empate saiu 20 minutos (de sofrimento) depois. Não que o Corinthians estivesse ameaçado, ele jogava bem melhor. É que o Timão costuma tropeçar nas próprias pernas. A virada e o alívio vieram aos 36, mas duraram exatos dois minutos. Que história é essa de corinthiano não sofrer? Tem que e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na quadra, nem sinal de unhas mais. E quando eu me preparava para roer os dedos e os cotovelos com a expulsão do Wendel, no comecinho do segundo tempo, o GV, que sofre do mesmo mal que eu, deu a brilhante idéia :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Come a borda do copo de plástico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bingo! 35 copos plásticos depois, o Carlos Alberto fez a sua melhor jogada desde que chegou no Corinthians e deixou o Nilmar de frente pro goleiro. Foi difícil segurar a vontade de chorar com o terceiro gol do Timão. E a vontade de abraçar o desconhecido do meu lado também, que naquele momento era como um espelho: o mesmo olho cheio de lágrimas, o grito engasgado, as unhas roídas, o coração acelerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da expulsão do Gustavo Nery, com dois jogadores a menos em campo, ganhando o jogo heroicamente e o Universidad Católica jogando debaixo da nossa trave, deu para sentir o fenômeno de ser corinthiano mais uma vez. Parece que quando a equipe é raça pura e dá o sangue dentro de campo (com algumas exceções) se cria uma ligação direta com a torcida, onde quer que ela esteja. A milhares de quilômetros de distância. Assim ficou fácil ser escutado pelos jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- SAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII – grítavamos na quadra, no meio do Bom Retiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a bola saía pela linha de fundo, no Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- TIRA ESSA MERDA DAÍ, PÔ – esbravejávamos na quadra, no meio do Bom Retiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá ia o Mascherano, com categoria, no Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OLHA O LADRÃOOOOOOOOOOOOOO – alertávamos na quadra, no meio do Bom Retiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como se nos ouvisse, na capital do Chile, o Tevez desviava do zagueiro e desfilava com todo o seu futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delícia sofrer assim, mesmo que um princípio de Wendel grite no seu estômago. Aos 40 minutos, começamos a contagem para o apito final. 41 ! 42 !! 43 !!! 44 !!!! 45 !!!!! E mais quatro de ascréscimo dado pelo péssimo árbitro. 46 !!!!!! 47 !!!!!!! 48 !!!!!!!! Falta um, falta um!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, no último minuto, uma das crianças que vivem correndo para lá e para cá dentro da quadra, jogando futebol com latinhas de cerveja, encostou a mão no gato e...Lá se foi o sinal da tv a cabo. Depois do grito coletivo, corremos para a tevezinha, atropelando senhor, senhora, mulher, criança e quem mais estivesse pela frente. E o pessoal da tevezinha correu para a tevezona porque não tinha nenhum sinal por lá também. Gatos siameses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mochila, um Jesus Cristo desconhecido tirou seu walkman e colocou o fone. E, em silêncio, as centenas de pessoas que estavam na quadra o rodearam como se fossem receber a redenção. Cena de filme. O menino não falava. Ouvia o rádio e esperava. E esperávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabou !!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguimos ver a comemoração dos jogadores no fim do jogo, como foi publicado nos jornais, mas ao soar o “acabou” do menino como um apito do árbitro, a quadra explodiu em abraços, lágrimas, alegria, rojões, carne torrada, banho de cerveja, planos para ver um jogo na Argentina, no México, em Tóquio. Teve até quem se esforçou para devolver o sinal à tevê e viu o VT da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei pensando no que vai acontecer com o Brasil quando o Corinthians conquistar uma Libertadores da América, tamanha é a loucura que é torcer para esse time. E imaginando, fantasiando, como se tivesse 9 anos, os próximos jogos que virão. Porque não há nada que vicie mais do que o sofrimento e a alegria inexplicáveis de ser corinthiano.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114443450922175379?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114443450922175379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114443450922175379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114443450922175379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114443450922175379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/04/da-dor-e-da-delcia-de-ser-corinthians.html' title='Da dor e da delícia de ser Corinthians'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114295562991260816</id><published>2006-03-21T07:36:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:39:00.003-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Respeito pelo diferente'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Um pedacinho do meu trabalho de conclusão de curso. Lucas Bataglin, hoje jornalista na Globo, chorou durante a entrevista. Choramos.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lágrimas de palmeirense&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1976, a TV Cultura criou um telejornal voltado para a cidade de São Paulo que pretendia investir nas grandes reportagens. Era diário, mas explorava um ou dois fatos do dia com maior verticalidade. O telejornal foi batizado com o nome de “Hora da Notícia Reportagem”. Qualquer assunto era abordado dentro do telejornal com uma perspectiva investigativa, até mesmo o futebol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luis Carlos Bataglin, ou Lucas Bataglin como é conhecido, nunca foi jornalista esportivo. É jornalista e trabalhava como repórter no telejornal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem no Campeonato Brasileiro, o desempenho do Corinthians causou uma comoção nos torcedores, que estavam sem ver a conquista de um título há 22 anos. Junto com a sua equipe, Bataglin sentiu que a semifinal do Brasileiro se tornaria um fenômeno e decidiu acompanhar de perto o momento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A pauta não foi de Bataglin, nem mesmo corinthiano ele é. Mas o palmeirense foi escalado para registrar a viagem no ônibus número um dos Gaviões da Fiel, junto com o cinegrafista Nilo Motta e o operador de áudio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antes da caravana, o jornalista escolheu alguns nomes de companheiros de viagens e traçou quatro perfis dos torcedores aqui em São Paulo. “Uma das torcedoras era florista, o que é interessante porque o Corinthians tem aquela imagem popularesca, aquele preconceito contra corinthiano que é tudo gente de baixo nível e nós queríamos diversificar, ampliar o leque para mostrar a pluralidade que tem dentro de uma torcida organizada”, conta Batalgin. “Também escolhemos acompanhar um casal de Guarulhos que estava noivo e um ex-presidente dos Gaviões da Fiel, o Cláudio Simões.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A perspectiva da reportagem não era acompanhar o torcedor e mostrar como se portava a torcida no estádio, mas qual é o simbolismo do futebol, de uma grande paixão como o Corinthians, para o ser humano, para o cidadão. Na pauta, tanto fazia se o Corinthians ganhasse, perdesse, empatasse. Nilo Motta, inclusive, manteve sua câmera de costas para o jogo o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o repórter palmeirense entrou no clima alvinegro e torceu para o Corinthians: “Você acaba se envolvendo”, justifica Bataglin. “Vimos de tudo, até um cego assistindo o jogo.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No meio da torcida corinthiana, o que o repórter mais encontrou foi a humildade. “Gente que veio do Nordeste, de regiões pobres e que se encontram na torcida do Corinthians. Parecia que na torcida essas pessoas se sentiam integradas e o futebol é algo que integra com energia positiva. Senti como era importante para aquele povo torcer para o Corinthians. Era um fator de agregação, de se sentir pertencendo à alguma coisa maior que você, onde você encontra um igual.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bataglin gosta de futebol e acompanha seu time. Nunca pensou em fazer parte de uma torcida organizada. “Não tinha preconceito algum em relação à torcida organizada. Respeito muito à torcida do Corinthians e ela sempre foi uma torcida arrepiante. Tenho muita admiração.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A viagem marcou o jornalista. “Fiquei espantado com alguns personagens. Como a florista, mulher, classe média, trinta e poucos anos. Foge dos estereótipos criados dentro de uma torcida organizada. Isso foi surpreendente. A viagem foi bonita e emocionante porque a Via Dutra foi tomada por carros e ônibus com bandeiras do Corinthians. Parecia que estávamos indo ao Morumbi, mas eram 450 km.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O repórter cinematográfico, Nilo Motta, conheceu uma corinthiana na viagem. Namorou, noivou e casou com ela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apesar de emocionante e surpreendente, não foi essa a vez que os Gaviões da Fiel mais arrepiaram Bataglin. Pai de um são-paulino, foi a um Corinthians e São Paulo acompanhar o filho, anos depois da reportagem de 1976. Com meia hora de jogo, o Corinthians perdia de 3 a 0. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Caía no Morumbi uma garoa fina e dois terços do estádio estava tomado de corinthianos. “Quando acabou o primeiro tempo, eu conversava com meu filho quando ouvimos uma movimentação da torcida corinthiana”. A Gaviões da Fiel se levantou e começou a cantar o hino do Corinthians. Logo, todos os outros milhares de corinthianos cantaram também. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A torcida do São Paulo assistiu atônita. O palmeirense Bataglin também. Emociona-se ao contar a história. “Gosto muito de meu time e jamais vou deixar de ser palmeirense, mas nunca vi algo igual. Nenhum outro clube do Brasil tem uma torcida como essa. Foi no dia em que o Corinthians perdeu de 3 a 0, tomando um baile, que eu mais me emocionei com a torcida do Corinthians. Eles cantaram como se dissessem: ‘Olha, estamos perdendo, mas somos corinthianos e estamos aqui’”. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114295562991260816?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114295562991260816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114295562991260816&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114295562991260816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114295562991260816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/um-pedacinho-do-meu-trabalho-de.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114294830768891036</id><published>2006-03-21T05:25:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:39:38.077-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'>Gaviões até no Japão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/1600/1142941915_f.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/400/1142941915_f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Matéria com os Gaviões da revista japonesa Football LIFE. Na foto, o vice-presidente e amigo Pulguinha. Alguém da Fiel Japão pode mandar a matéria traduzida? &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114294830768891036?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114294830768891036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114294830768891036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114294830768891036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114294830768891036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/gavies-at-no-japo-matria-com-os-gavies.html' title='Gaviões até no Japão'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114254064501071200</id><published>2006-03-16T12:20:00.000-08:00</published><updated>2006-03-16T12:25:45.033-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>15/03/2006 - 16h35&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;No Corinthians, chileno Herrera vê possibilidade de perder vaga de titular&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;da Folha Online&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Muito criticado pelos torcedores do Corinthians, o goleiro chileno Johnny Herrera disse nesta quarta-feira que já imagina perder a posição de titular do time e também se queixou de preconceito por ser um goleiro estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O goleiro nunca despertou a confiança dos torcedores e passou a ficar em situação quase insustentável no time depois de falhar em alguns lances do clássico contra o São Paulo, no último domingo, inclusive em um dos gols da equipe adversária --Herrera perdeu com as mãos disputa de bola para o zagueiro André Dias, que marcou de cabeça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O São Paulo venceu por 2 a 1."Tenho consciência de que fiz um jogo ruim contra o São Paulo e talvez perca a condição de titular, mas acho que as críticas foram pesadas demais", disse o goleiro.&lt;strong&gt;"Um goleiro chileno jogando no maior futebol do mundo é complicado de aceitar. Não se trata de uma questão racial ou pessoal. É pelo lado esportivo. Há uma tolerância muito pequena comigo e com outros estrangeiros&lt;/strong&gt;", continuou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O goleiro, no entanto, disse não se abater com as críticas e espera se motivar ainda mais. "Estou aqui porque considero um desafio pessoal para minha carreira. Essas críticas só me fortalecem para me dedicar ainda mais", finalizou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;********************************************************&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Mas no caso do Herrera não é xenofobia. O cara é ruim demais mesmo.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114254064501071200?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114254064501071200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114254064501071200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114254064501071200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114254064501071200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/15032006-16h35-no-corinthians-chileno.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114253765718048325</id><published>2006-03-16T11:31:00.000-08:00</published><updated>2006-03-16T11:34:17.193-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Só para constar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os e-mails &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:imprensa@gavioes.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;imprensa@gavioes.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:leonor.imprensa@gavioes.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;leonor.imprensa@gavioes.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Para algum jornalista que precisar entrar em contato com a assessoria da Gaviões.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114253765718048325?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114253765718048325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114253765718048325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114253765718048325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114253765718048325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/s-para-constar-os-e-mails.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114245271314734466</id><published>2006-03-15T11:52:00.000-08:00</published><updated>2006-03-15T12:02:27.486-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Do Globo online&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mourinho quer Carlitos Tevez no Chelsea&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;RIO - O atacante Carlitos Tevez, do Corinthians, voltou a fazer parte das especulações sobre reforços do clube inglês Chelsea. Segundo a edição online do jornal britânico 'The Times', o argentino está no topo da lista de jogadores com quem o técnico português José Mourinho deseja trabalhar na próxima temporada européia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma possível transferência do jogador argentino para o Chelsea, onde já atuam seus compatriotas Crespo e Verón, começou a ser cogitada tão logo o Corinthians o contratou junto ao Boca Juniors, no início de 2005, devido a uma eventual ligação do russo Roman Abramovich, dono do time inglês, com o iraniano Kia Joorabichian, da MSI, fundo de investimentos parceiro do Timão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A negociação, porém, jamais foi levada adiante e Tevez já está há mais de uma temporada no Parque São Jorge, tendo conquistado logo em seu primeiro ano de Corinthians o título brasileiro. Com a proximidade da Copa do Mundo, entretanto, os ingleses acreditam que podem ter mais chance de tirar o atacante argentino do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O presidente do Corinthians, Alberto Dualib, está em Londres há algumas semanas, mas oficialmente o dirigente viajou apenas para resolver questões referentes à parceria com a MSI.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tevez, de 22 anos, não era a primeira opção de José Mourinho. Antes dele, o técnico do Chelsea tinha pensado no ucraniano Andriy Shevchenko, do Milan, no brasileiro Adriano, do Inter de Milão, e no camaronês Samuel Eto'o, do Barcelona, mas todas as tentativas de negociação fracassaram.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114245271314734466?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114245271314734466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114245271314734466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114245271314734466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114245271314734466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/do-globo-online-mourinho-quer-carlitos.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114243931857633992</id><published>2006-03-15T08:14:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:40:28.435-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estádio'/><title type='text'>Lá se vai mais um estádio...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex-jogador Wladimir, lateral esquerdo do Timão, hoje é Secretário de Esporte, Cultura e Lazer na Prefeitura de Diadema, Grande São Paulo. Nos conhecemos no ano passado, quando fui entrevistá-lo na Secretaria (ônibus-metrô-troleibus-microônibus) para o livro sobre os Gaviões da Fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tornamos amigos (talvez tenha sido o fato de eu ter derrubado uma garrafa de água na documentação que estava em cima da mesa) e falamos ao telefone de tempos em tempos. Vez ou outra, nos encontramos em jogos e eventos relacionados ao Corinthians, aos Gaviões da Fiel, ao futebol. Foi o Wladimir que falou de mim para a Mariana, hoje grande amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem o Wladimir me ligou para conversarmos e aproveitou para se queixar da diretoria corinthiana (acho que sou mesmo uma das pessoas mais indicadas para esse tipo de desabafo). Disse que ali na Imigrantes, perto do metrô Jabaquara, tem um enorme terreno que pertence a Prefeitura de Diadema. “Se a diretoria do Corinthians fosse mais séria, lá seria construído o estádio do Corinthians”, me contou o Wladimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo nem sendo tão séria assim, foi a diretoria do Santos que se interessou em construir um estádio (mais um) por ali. E com investimento de um grupo alemão (basta apenas uma viagem de Wladimir à Alemanha para acertar tudo) o espaço se transformará em uma arena multiuso, com o estádio mais moderno do Brasil, um mega estacionamento e rápido e fácil acesso. Do Santos, corinthianos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114243931857633992?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114243931857633992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114243931857633992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114243931857633992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114243931857633992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/l-se-vai-mais-um-estdio-o-ex-jogador.html' title='Lá se vai mais um estádio...'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114177439703421929</id><published>2006-03-07T15:11:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:41:17.489-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu e o futebol'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Há pouco tempo o pessoal do Lance! indicou os Gaviões a alguns repórteres do Clarín que estavam no Brasil para entrevistar o Tevez. Levei Marina (a repórter) e o fotógrafo (esqueci o nome do sujeito) a um ensaio de sexta-feira na quadra. Conversamos por horas. A reportagem era pra Revista VIVA, suplemento especial do diário argentino vendido aos domingos. Aqui no Brasil essa revista não é vendida. Sorte que o Gustavo é um amigo meu bastante ligado e lê o resumo das reportagens online.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Tevez: jaque al rey&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fue de Boca agobiado porque se metían en su vida. Llegó a San Pablo con el pie izquierdo y el pase más caro de la historia del fútbol brasileño. Fue el goleador del equipo campeón y es ídolo hasta del presidente Lula. Anda en una 4x4 blindada, tiene guardaespaldas y la prensa local lo llama Emperador Carlos I. ¿Tiembla Pelé?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Marina Artusa .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esos pies, así, jamás clasificarían para un casting. Y si fueran sometidos a peritaje, un fallo justo se apiadaría de cada dedo gordo: hay huellas inapelables de que son los que peor la pasan. Distanciadas por aparentes diferencias irreconciliables, sus uñas se dan vuelta la cara, una a la otra, y un tono morado, sufrido, se les esfuma del borde hacia adentro. “Esto es de pegarle mal a la pelota”, se autodiagnostica él que, con un refuerzo de alfajores Jorgito , quince CD’s de cumbia y una maleta con la calcomanía de La Mona Jiménez, el año pasado se mudó a San Pablo para convertir 31 goles en 54 partidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tan mal no le debe pegar este pibe que se crió en el nudo 1, departamento L, torre B, en Fuerte Apache, y se soñó futbolista o cartonero. Por él, la firma Media Sport Investment (MSI) que regentea el Corinthians pagó inéditos 19,5 millones de dólares y le ofreció un contrato de cinco años a dos millones por temporada. Desde que el vuelo 1242 de Aerolíneas lo alejó de Boca y de las cámaras que lo acosaban fuera de la cancha, el chico perdió el apellido –aquí Tevez es simplemente Carlitos, diminutivo afectuoso que suelen usar los brasileños– y con la copa en alto del campeonato que el Corinthians no ganaba desde 1999, 25 millones de espíritus afiebrados –la segunda hinchada de Brasil después de la del Flamengo– cayeron rendidos a sus pies, esos de topografía montañosa por aquella manía de patear con los botines demasiado ajustados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Está en ojotas – havaianas blancas de rigurosa bandera verde e amarelo –, bien afeitado, recién comido y dispuesto a cumplir la promesa que hizo ayer, durante el entrenamiento a 70 kilómetros de este hotel del barrio Jardins, lo más fashion paulista, donde concentra el Corinthians y se duerme por varios cientos de dólares la noche. Ayer, en Atibaia, donde Luis Chaves logró por sus influencias como gerente del HSBC del lugar colarse en el entrenamiento y esperar horas con su bebé de dos meses y medio disfrazado de Timao – timón , en portugués – (como le dicen al Corinthians, fundado por marineros británicos) que Carlitos le firmara, él había dicho que no a la entrevista. Por suerte sucumbió a la cadencia de la lengua patria que tanto le pega desde que vive en un dúplex con pileta, en San Pablo. Y, cual canto de las sirenas, se arrimó e inmunizó al enojo que todavía tiene con la prensa argentina. “¿Por qué siguen publicando boludeces? ¿De dónde sacaron que acá tengo acomodo?”, fue lo primero que dijo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“En mi último tiempo en Boca vivía a mil –había confesado no bien llegó a Brasil–. Había perdido las ganas y las ambiciones. Pero lo que más me pesaba eran las cosas extrafutbolísticas. No podía salir a la calle porque me seguían los fotógrafos. Y en las revistas se decían pavadas que le dolían a mi familia. Pero recuperé la serenidad y lo reflejé en la cancha.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿En Brasil te tratan mejor?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No sé si mejor, pero me respetan. No se meten en tu vida y, si te juzgan, te juzgan porque jugaste bien o mal. Solamente quieren que juegues al fútbol. No le dan cabida a lo que hacés o lo que no hacés a la noche; si salís o no salís. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tevez reconoce, sin embargo, que “cuando llegás con un pase tan grande detrás, si no rendía como la gente me pedía… hubiera sido muy difícil seguir acá.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Qué se siente ver gente con la camiseta de argentina o de Boca?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eso es muy lindo. También hay banderas argentinas que llevan a la cancha. Cada vez que uno ve esas cosas que genera, se pone muy feliz. Ver a un brasileño con la bandera argentina es un sueño. Para un jugador es lo más. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Simbolizarás el fin de las rivalidades?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lo que pasa es que nunca hablé de eso. Ni acá ni allá. Y ellos respetan mucho eso. Además de yo ser argentino, el no hablar nuncade Brasil y Argentina y no ofender a ninguno de los dos países ni meterme, eso a ellos les hace sentir como que yo no soy argentino. Para ellos yo soy uno más. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Qué guardás para contarle a tu hija sobre la locura que hay Brasil con su papá? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No me doy tanto cuenta. Sólo lo veo cuando voy para la cancha. Después no salgo nunca, porque tenemos poco tiempo y cuando salgo voy a ver a mi hija. Lo siento más en la cancha, pero no en la calle, como ustedes. Me cuenta mi papá o amigos, cuando vienen, si no, uno no se da idea de lo que genera afuera. Casi no pisa la calle. Se mueve en una Mercedes Benz tan polarizada como blindada y el guardaespaldas que no le saca el ojo de encima ni a él, ni a Vanessa –su novia y madre de su hija– ni a la beba ya está tan incorporado al paisaje familiar que es frecuente ver a Flopi en arduo intento de alpinismo sobre la barriga del grandote, antes de salir a la cancha en cada partido a upa de su papá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Locos por el fútbol&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estrenó la mayoría de edad con su primer gol en Corinthians, ante el Internacional de Limeira, el 5 de febrero de 2005, cuando cumplió 21, y su camiseta es la segunda más vendida del país, después de la que Ronaldinho usa en la Selección. “Cada cuatro camisetas de Carlitos se vende una de los demás jugadores”, contó Leonardo, de la boutique oficial de la sede del Corinthians. Ahí, la 10 cuesta 139 reales (62 dólares), aunque en la esquina, la versión trucha cotiza a 25 (11 dólares). “Vendo casi 30 por día”, dijo Wagner, que alineó los Carlitos de la espalda sobre una soga anudada a la parada de taxis. Tevez fue elegido el mejor jugador del Brasileirao , el torneo nacional, por la Confederación Brasileña de Fútbol, donde votaron el capitán y el entrenador de los 22 equipos que paticiparon, el capitán y el entrenador de todos los campeones (se juega desde 1971) y 235 periodistas. Y el diario deportivo Lance! lo coronó en tapa con el título Imperador ( emperador , en portugués) Carlitos I .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pero el cambio de aire tuvo lo suyo. “Cuando llegué no entendía nada. Encima, antes de salir a la cancha, se ponían a rezar, todos en grupo, abrazados. Yo no cazaba una”, dijo él. Entretanto, se escupía con un jugador –Carlos Alberto –, le tiraba once piñas a otro –el defensor Marquinhos–, acusaba a los árbitros por las palos que recibía en la cancha y lo multaban con 2.000 reales (unos 900 dólares) por ponerse una camiseta del Manchester United. “Un día me levanté y me puse lo primero que encontré –se justificó–. Me mandaron a la conferencia de prensa y acá son así: si te ponés algo verde dicen que sos del Palmeiras, así que tengo que andar cuidándome.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tuviste algunos traspiés pero rápido pasaste a ser el líder que negocia los premios. ¿Cómo fue?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uno llegaba con el mejor sueldo del plantel, ser argentino, llegar con el campeonato encima. Y después, llegar al club donde hay muchos juveniles que recién están empezando su carrera. No fue fácil. Y uno tiene que pasar a aconsejar a otros jugadores. Por suerte, cuando me conocieron más como persona, los chicos me siguieron. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Se nota acá el jugador de la escuela de Maradona o Riquelme, el que pelea por los compañeros, más allá de ganar el mejor sueldo?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cuando yo llegué, cada uno hacía la suya. No le pagaban a un chico y al capitán no le importaba. En la Argentina es muy distinto. Uno, por ahí, no cobraba y entonces iba al capitán y le decía mirá, no me están pagando, a ver qué podés hacer . Acá nadie sabía de los premios, de lo que iba a cobrar. Todo eso se fue hablando, a medida que uno fue agarrando confianza también de los técnicos, de los dirigentes. En un momento se fue el capitán y me eligieron a mí. Acá hay muchos chicos y yo tengo 22 años pero parece que tuviera 29. A uno lo hacen sentir así ya. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Días de potrero &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Yo siento orgullo del lugar en donde nací y me crié. Muchas veces no tenía para comer y se hacía difícil –recordó hace poco –. Era cuando mi viejo no tenía changas como albañil.” A los 4 años ya jugaba en Estrella del Uno. En 1989 comenzó en el club Santa Clara y después pasó a Villa Real. A los ocho se probó en All Boys, donde juran que Carlitos era Carlos Martínez y que se cambió el apellido para que Boca pudiera robárselo. Según la versión Tevez: “Mis padres se habían separado cuando yo nací. Luego se juntaron. Mi viejo me reconoció y en el 97 me cambié el apellido. Es mentira que pasé de llamarme Martínez a llamarme Tevez para irme a Boca.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hasta los 13 potreaba con pibes de 22, sin árbitro, por plata y con dos canilleras por pierna para que no lo quebraran. “No ganaba, pero lo hacía para poder comer asado con todos”, reconoció.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Boca lo fichó en 1997, pero como el pase se demoró, no llegó al torneo de la AFA. Para no dejarlo sin jugar, el club lo anotó en un campeonato de la Liga de La Matanza. Debutó como visitante contra Defensores de Moreno. Boca ganó 15 a 0, con 13 goles marca Tevez. Parece que de chiquito le daba cosa festejar los goles, por respeto a los rivales, pero cuando el 8 de mayo de 2002 recibió una pelota en el borde del área, giró y sacó un remate bajo, no lo podían parar. Fue su primer gol en Primera. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Para que termine la secundaria, Macri le regaló un coche”, contó Horacio García, amigo de la familia. En 2001, Boca le pidió que dejara Fuerte Apache. Y se mudó a unas quince cuadras, a una casa sobre la calle Nogoyá, en Versailles, donde dormía en un cuarto con acolchado de leopardo y una bandera de Boca Campeón Intercontinental. Ya se perfumaba con 212 de Carolina Herrera. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tres años después, de novio con Vanessa –relación que después de dos años y tres meses se interrumpió transitoriamente por el efímero romance que Carlitos tuvo con las curvas de Natalia Fassi–, detrás de la cama había una imagen gigante de Maradona y guardaba en los cajones las medallas de la Libertadores y de la Intercontinental. De tanto en tanto las agarraba y las besaba de nuevo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dicen que un dirigente de las inferiores de Boca le ofreció pagarle una cirugía estética para borrale la cicatriz que le baja desde la oreja derecha hasta el pecho –“Mi vieja estaba tomando mate con mi tía. Yo gateaba en el piso y no sé cómo tiré la pava con agua hirviendo” –. Dicen también que a él no le disgustaba la idea hasta que supo que, por la operación, no podría jugar entre 4 y 6 meses. “Ni loco puedo estar tanto tiempo sin tocar una pelota”, dijo. Hoy asegura: “No me haría nada. Siempre que pasa algo, es por algo. Si Dios me puso así, no me lo cambio.” La torcida – hinchada , en portugués – del Timao, la Gaviões da Fiel, tiene una scola do samba que ensaya martes, viernes y domingo, hasta la madrugada, en un galpón donde caben cinco mil personas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;“Durante el último mes no hice otra cosa que soñar con levantar la copa como capitán del Corinthians –palabras de Carlitos–. Tengo grabada cada carita de esa gente que se arrodillaba mientras pasábamos con el micro, pidiéndonos una alegría.” “Con 70 mil asociados, somos la hinchada organizada más grande del mundo –asegura Leonor Martin, a cargo de la comunicación –. Nacimos en 1969 y queremos que se investigue al MSI. Hay indicios de que la plata con la que compran jugadores (Tevez entre ellos) viene del lavado de dinero.” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;La cara visible del MSI, que tiene sede en el paraíso fiscal de las islas Vírgenes, es el británico-iraní Kia Joorabchian, un tipo enigmático que no esconde su adoración por Carlitos y que está vinculado a Román Abramovich, el hombre que pagó 260 millones de dólares por el Chelsea de Gran Bretaña y de quien se dice que hizo negocios poco claros con el petróleo en la era post soviética.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;“Hay una identificación muy grande con Carlitos –sigue Leonor –. La gente sabe de su lucha en la pobreza. El tiene algo del espíritu corinthiano de los chicos que crecieron en el club.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;En diciembre del año pasado, en la última práctica previa al partido con el Goiás –donde el Corinthians se clasificó campeón–, unas 7.000 personas gritaron Carlitos detrás del alambrado. Cuando terminó el entrenamiento, él lanzó sus botines a la tribuna. “Jamás me entrené con 7.000 hinchas mirando al costado”, dijo. Para la final, la torcida mandó 280 micros en charter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fidelidad, humildad y actitud es el lema de la hinchada. ¿Te representan?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lo que pasa es que, cuando vine, la humildad ya estaba. Actitud siempre la pongo en la cancha y lo que más los impactó a ellos cuando llegué fue que me hicieron una pregunta. Me preguntaron si yo jugaría en otro club de Brasil y dije que no, que si no juego en Corinthians, no jugaría en ningún otro club. Acá, vos ves que los jugadores pasan de un club a otro. Igual que en la Argentina. Creo que si no jugara en Boca, no jugaría en ningún otro club. Uno también tiene que respetar a la gente que paga para ir a verlo, que no lo puede ver a uno con otra camiseta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Cuánto tiempo más te quedás en el Corinthians? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No sé, yo estoy bien. Pienso en terminar mi contrato. No tengo esa gran ambición de irme a Europa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Te parece que este es un buen lugar para criar a Flopi?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No sé. También hay que pensar esas cosas. A veces uno no tiene todo lo que quiere. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Parece que vos sí. ¿Qué te falta? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No siento que me falta algo desde lo material. Pero siempre, uno tiene sentimientos que no los compra ni la plata ni nada. Mucho a mí la plata no me va ni me viene. Si no tengo el cariño de mi mamá o de mi papá por tener plata, me va a doler mucho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Con esta idea juega la última campaña de una tarjeta de crédito internacional que lo tiene como protagonista. “Hay cosas que el dinero no puede comprar”, dice el aviso que comienza con una imagen del estadio paulista y ofrece el corte de pelo de Carlitos por 15 reales (6,50 dólares). “Que el mejor jugador de fútbol brasileño sea argentino, no tiene precio”, dice. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Te irías a jugar a Italia?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Me gustaría más España por el idioma, pero no sé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Con Román (Riquelme, juega en el Villarreal)?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ojalá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Entonces, ¿nada con el Inter?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mí nadie me dijo si quería ir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cumbre de presidentes&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Tengo mis dudas de que Carlitos triunfe en Brasil. Es una cuestión de olfato”, dijo el presidente brasileño Luiz Inacio Lula da Silva cuando supo de su incorporación. Pero en cuanto el Corinthians salió campeón, Lula, consejero vitalicio del Timao , lo mandó llamar y, por primera vez, recibió en el palacio de gobierno a un campeón del fútbol brasileño. Y cuando se reunió con el presidente Néstor Kirchner en Puerto Iguazú para celebrar los 20 años del Mercosur, empezó su discurso: “Hace meses era impensable que un argentino sea ídolo principal de la hinchada de Corinthians, como lo es Carlitos Tevez.” Para fin de año, Kirchner lo invitó a la Rosada. “Fue un sueño conocerlo, soy como cualquier pibe de barrio que quiere decirle algo al Presidente”, dijo el delantero que está en los planes de Peckerman para el Mundial de Alemania. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿Seguís pensando en retirarte cuando cumplas los 28?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Más por mi cuerpo. Uno lo dice también para poder disfrutar de su hija. A mí me gustaría verla crecer. No estar todo el día concentrado, llegar a mi casa y ver que ella tiene dos dientitos más. Todas esas cosas a uno le duelen. Después, a medida que pasa el tiempo, uno va a querer ir jugando más. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;¿El sueño es retirarte en Boca?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Si algún día vuelvo a la Argentina, para retirarme, lo haría en Boca. “La era de Pelé y Robinho se terminó, ahora es la era de Tevez”, dijo el presidente del Corinthians, Alberto Dualib. “Tevez es bueno, pero no sería titular en la selección de Brasil”, se desquitó O Rey , quizás algo sensible por verse a punto de perder el trono.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114177439703421929?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114177439703421929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114177439703421929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114177439703421929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114177439703421929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/h-pouco-tempo-o-pessoal-do-lance.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114176324763786448</id><published>2006-03-07T12:25:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:41:41.606-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu e o futebol'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/1600/fer11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/fer11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Corinlelê e Corinlulu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://cumequie.blogger.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Bruno Trezena&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114176324763786448?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114176324763786448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114176324763786448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114176324763786448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114176324763786448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/corinlel-e-corinlulupor-bruno-trezena.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114140660355024381</id><published>2006-03-03T09:16:00.000-08:00</published><updated>2006-03-03T10:09:17.360-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A receita do Doutor -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(coluna do Sócrates de hoje, 03/03/06, no Jornal Agora)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agressão contra a massa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todas as evidências me levam a acreditar que a escola de samba Gaviões da Fiel tenha sido deliberadamente rebaixada pelo simples fato de querer competir e, por isso, ter lutado pelos seus direitos - adquiridos -. Temos, em nosso país, um histórico lamentável de abuso de poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez seja um exagero determinar esta flagrante discriminação através deste conceito, mas modificar as regras do jogo para contemplar alguns interesses menores sem avaliar as suas conseqüências é quase que uma endemia por aqui. Não tenho dúvida em afirmar que quem anima, valoriza e empolga o carnaval paulista é principalmente esta escola de samba. Sem ela, tudo se tornará mais triste, desinteressante e frio. Porém, estão fazendo de tudo para que os integrantes da agremiação decidam abandonar este braço festivo da fiel torcida corinthiana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizer que a causa é exatamente esta relação entre a bandeira corinthiana e a dos gaviões é esquecer que exvlusividade de ação não é exigência para as organizações sociais do nosso país, sem esquecer que a própria Liga das escolas de Samba aceitou de bom grado a participação da Gaviões da Fiel em suas fileiras e sem seus desfiler por mais de uma década.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;No fundo, no fundo, acredito que mais que os argumentos propostos, o que está em jogo é o claro aumento da politização dos líderes da gaviões da fiel. Os poderosos nunca vão querer que a massa se organize, esta é a mais pura verdade.&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114140660355024381?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114140660355024381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114140660355024381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114140660355024381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114140660355024381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/receita-do-doutor-coluna-do-scrates-de.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114132414228924526</id><published>2006-03-02T10:25:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:42:07.985-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'>Sobre o fim deste carnaval para os Gaviões</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A decisão tomada pela Gaviões da Fiel de não pertencer mais ao carnaval de São Paulo, realizado pela Liga das Escolas de Samba, e de abandonar a Uesp (União das Escolas e Samba Paulistanas) passa longe do “não brinco mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nenhuma vergonha fazer parte do Grupo de Acesso e vale lembrar que recentemente estivemos por lá. Depois de um acidente em 2004 envolvendo um de nossos carros alegóricos, fomos rebaixados e desfilamos no Acesso em 2005. Fizemos um desfile de alto nível e imbatível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim subimos para o grupo das principais Escolas e nele estava a recém-especial Escola de Samba Mancha Verde, também proveniente de torcida organizada, como os Gaviões da Fiel. O Estatuto da Liga previa que se duas ou mais agremiações ligadas à torcidas organizadas estivessem no Grupo Especial teria de ser criado um dia a parte para que elas pudessem desfilar. Desse dia, sairia uma campeã que integraria o Grupo Especial no ano seguinte para a disputa do título. Confuso? Nem tanto. Poderíamos ser campeões só de dois em dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o princípio, os Gaviões não aceitaram tal apartheid, muito menos as argumentações da Liga de que não tínhamos tradição em samba, por isso não poderíamos concorrer mais no Grupo Especial. Entramos na justiça e foi fácil ganhar porque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- isso é discriminação (o mesmo que proibir um sambista de torcer nos estádios).&lt;br /&gt;- grande parte das Escolas de Samba nasceu dos times nos campos de várzea.&lt;br /&gt;- por mais de 15 anos integramos o Grupo Especial e fomos quatro vezes campeões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que nem precisamos usar os três motivos para que a Justiça nos concedesse liminar que devolvia um direito adquirido há muito tempo, depois de anos no carnaval de bloco e mais de dez títulos de campeão nessa condição. Qualquer coisa que fosse dita já faria o presidente da Liga, Alexandre Marcelino Ferreira, gaguejar por semanas para defender seu ponto de vista. Aliás, nem seu é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o ano, de liminar em punho, reunimos nossa comunidade (e é comunidade de verdade, onde 80% das pessoas que trabalham freqüenta a arquibancada no decorrer dos campeonatos e come feijoada na quadra de sábado) e trabalhamos em um desfile grandioso como sempre foi desde os tempos de Escola de Samba. Investimos tempo, dinheiro, esforço físico, empenho ao longo de meses para que o resultado pudesse ser mostrado em pouco mais de uma hora de desfile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, os R$ 2 milhões de reais gastos no decorrer do carnaval é proveniente de: direito de transmissão da Rede Globo dado a todas as Escolas, Prefeitura de São Paulo também a todas as Escolas, mensalidade dos associados (temos 70 mil sócios), ensaios (quem já foi em um sabe quanta gente tem naquela quadra e como essas pessoas consomem), lojinha (somos uma torcida do Corinthians e qualquer coisa colocada à venda esgota em um dia. De fim-de-semana é preciso enfrentar uma fila de quase duas horas para comprar algo na loja) e venda de fantasias (sai caro para quem não pertence à comunidade. Eu desfilei de graça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro arrecadado é destinado única e exclusivamente para a compra de materiais de desfile e pagamento do pessoal que trabalha no Barracão e vive dessa produção. Feitas essas considerações (importantes para uma maior informação de quem anda bem desinformado e sai falando por aí), voltemos à retrospectiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de um ano todo de trabalho, a duas semanas do desfile, a Liga resolveu desfazer um “mal entendido”: os Gaviões conseguiram na Justiça o direito de desfilar, mas não de pontuar. E depois de um dia todo de gargalhadas (porque só podia ser piada), voltamos aos tribunais e nosso advogado, sem suar, conseguiu que o Juiz entendesse diferente: era claro que poderíamos concorrer já que estávamos desfilando no Grupo Especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, dia 24, abrimos o carnaval de São Paulo e o que se viu foi um desfile bonito, animado, empolgante e luxuoso. A arquibancada compareceu em peso novamente (ingressos que esgotaram absurdamente rápido porque em qualquer dia que a Gaviões desfile certamente será o dia que encherá mais), cantou o samba, dançou, pulou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem estava na Avenida, como no meu caso, foi ainda mais emocionante e cabe um pequeno relato da experiência: do Dentinho ao Neto, da Assessora (que não gosta muito de carnaval) ao repórter da BBC, rolaram muitas lágrimas tamanha é a vontade que aquela comunidade tem de fazer algo bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, um pequeno erro de cálculo assumido pela diretoria: muitos convidados e pouco tempo para que toda essa turma passasse pelo portão. Dois pontos a menos de atraso. Depois soubemos que perderíamos mais dois pontos por merchandising (aquele tipo de anúncio que alguns leitores por aqui conhecem bem), já que não tínhamos coberto o nome de uma marca de gerador. Cabe aqui dizer que em nenhum momento os Gaviões receberam qualquer quantia para divulgar o nome do anunciante por aí. Seria fácil provar que não se tratava de um merchandising.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na apuração a grande surpresa: como uma espécie de retaliação para a nossa “rebeldia” de não aceitarmos o lugar escolhido pela Liga para que nossa Escola pudesse desfilar, foram apenas quatro notas 10, em 30 recebidas. O samba bem feito, as alegorias e as fantasias luxuosas, a bateria empolgante, nada disso tinha sido suficiente para os jurados que, inclusive, nem devem ter visto o desfile. Foram tomar uma ou outra ali na esquina (é carnaval, minha gente) e voltaram para apurar a Rosas de Ouro, escola seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa dos erros, não esperávamos ser campeões. Mas em momento nenhum passou pela cabeça de toda aquela comunidade que seríamos rebaixados. Nem dos comentaristas da Globo isso passou porque a todo momento, durante a apuração, eles demonstravam estranheza com as notas recebidas. Ficou clara a bandalheira. Assalto televisionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não tenha passado pela cabeça de nossa comunidade, mas quem conviveu minimamente com a Liga podia esperar algo semelhante. Nós esperávamos, tanto que soltamos uma nota na quinta-feira dizendo o quanto a Gaviões confiava na isenção dos jurados diante de toda a nossa batalha judicial, desde maio de 2005 até então. Mas não foi o suficiente porque eram apenas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem é a Liga?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O meu primeiro contato direto com a Liga foi logo no começo da gestão do Pulguinha e do Tonhão, quando ocorreu a festa da posse do novo presidente, Alexandre Marcelino Ferreira. As diretorias das Escolas foram convidadas para o evento e lá fomos nós, com ternos e roupas alugadas porque o traje exigido era social completo. O que se viu foi uma verdadeira baixaria: o pobre Alexandre mal conseguiu falar porque quem manda ali não é ele. Até que o Sólon Tadeu, presidente da Vai-Vai, não agüentou mais as gaguejadas do coitado e decidiu mostrar quem realmente manda ali.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Metade do evento foi para discursar em favor do ex-presidente Robson, exatamente com essas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Robson roubava? Roubava! Mas agora a gente vai sentir falta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como futebol e samba quase nunca se separam, o Sólon também misturou tudo em seu discurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É como o Farah. Ele roubava, mas agora que ele saiu todo mundo vai sentir falta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um Paulo Maluf do samba falar e falar por alguns bons minutos sobre um “rouba, mas faz”. A outra metade do discurso foi para agredir os Gaviões da Fiel. Ali, ele mostrou o que eu já tinha ouvido falar: os Gaviões incomodam absurdamente algumas grandes Escolas de Samba porque ela veio para tirar a hegemonia dessas agremiações. Principalmente da Vai-Vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, o conselho da Liga também foi apresentado e funciona quase igual às administrações de futebol. Com o microfone em punho, o Sólon apresentou um por um: “Esse é meu grande amigo tal, esse é meu primo fulano de tal, meu filho fulano de tal e tal (também presidente de Escola de Samba), esse é meu caseiro ciclano” e por aí foi. Lembrei dos 300 conselheiros nomeados pelo Dualib no Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite também foi coroada pela fala do presidente do Anhembi que citou a importância de trazer cada vez mais turistas para dentro das Escolas. Como isso gerava dinheiro para a cidade e como gerava dinheiro e dinheiro e dinheiro para os fulanos e ciclanos. Naquele dia me lembro bem de ter pensado que estávamos no lugar errado e que nenhum dos Gaviões pertenciam a esse esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelo fim da festa, enquanto eu e Pantchinho comíamos comidas chiques e tomávamos cerveja, saiu um reboliço. O Bart, na época diretor de carnaval, foi conversar com o Sólon, que retribuiu com uma bela cabeçada. Devíamos ter saído ali, naquele momento, mas adiamos essa discussão na quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, rolou tudo o que rolou. Desde que me enfiei por completo nos Gaviões da Fiel não concordo com nossa participação nesse carnaval da Liga por motivos óbvios: as questões da torcida e do Corinthians ficam sempre para segundo plano. É difícil protestar, falar, chiar, discutir qualquer assunto que não seja carnaval pela mais completa falta de tempo. Não é fácil colocar um carnaval na Avenida. Quando conheci a estrutura da Liga, alguns outros argumentos foram somados aos meus já feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como os Gaviões entraram no carnaval&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o surgimento dos Gaviões da Fiel, em 1969, nasceu uma outra forma de torcer que levou para as arquibancadas instrumentos de percussão. Na época, os clubes pagavam fanfarras para animarem as torcidas, mas os Gaviões foram além: levaram os gritos, os cantos e um samba muito mais animado para os campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois veio a idéia de montar um bloco de carnaval. Nossa sede era ainda na Santa Ifigênia e o desfile ocorria na Avenida São João. Vez ou outra coincidia de um jogo do Corinthians ocorrer no mesmo dia dos desfiles e quando voltavam para a sede, os Gaviões passavam entre os foliões, antes dos blocos, e levantavam o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi idéia do dirigente da Vai-Vai, Ângelo Fasanella, que nos tornássemos bloco. A princípio, em 1975, montamos um bloco na própria Vai-Vai e já no ano seguinte conquistamos a nossa independência. Assim, formamos nosso próprio bloco de carnaval, que começou do samba e futebol e do futebol e do samba. A velha história do “ovo ou a galinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Gaviões brincavam na Avenida São João, sem fantasia e sem pretensões, sem disputa e sem vaidade, sem ego, sem dinheiro, só pela folia, nem imaginavam que o carnaval dentro da nossa instituição tomaria essas proporções. Tomou, mas não era para tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a discussão é antiga dentro da sede de não mais participar desse carnaval, bem antes de sermos roubados descaradamente, diante de milhões de telespectadores. Isso só foi a gota d’água e a idéia já era amadurecida na entidade há algum tempo. Tem muito mais a cara dos Gaviões um desfile popular, na rua, sem dinheiro, sem vaidade, sem ego, sem Rede Globo (porque nenhuma revolução, mesmo a dos confetes e serpentinas, será televisionada). Porque a folia deve ser só compromissada com a nossa história e nossa comunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agora nós abrimos a discussão para as outras Escolas de Samba, blocos e para todo mundo que sonha em desfilar no Anhembi com a sua comunidade. Vale a pena? Depende daquilo que se quer. Para os Gaviões não vale mais a pena, mesmo que a Escola de Samba tenha segurado as pontas da torcida quando ela foi ameaçada de fechar as portas. Se tivermos de fechar por qualquer motivo, que a nossa existência seja galgada em bases mais sólidas e menos poluídas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114132414228924526?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114132414228924526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114132414228924526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114132414228924526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114132414228924526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/03/sobre-o-fim-deste-carnaval-para-os.html' title='Sobre o fim deste carnaval para os Gaviões'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-114018038977557041</id><published>2006-02-17T04:40:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:42:29.977-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu e o futebol'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/1600/fer9.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/fer9.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;"Imortalizada"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Daqueles talentos ainda não descobertos: &lt;a href="http://cumequie.blogger.com.br/"&gt;Bruno Trezena&lt;/a&gt; é um amigo carioca, subversivo aos montes e que está fadado a viver como um miserável jornalista pelo resto dos dias. Nas horas vagas é cartunista, embora eu ache que ele tem de se dedicar exclusivamente a isso. A tirinha que ele fez em minha homenagem se chama Corinlelê. Adorei. Valeu, Trezena. Um dia a gente ainda vira gibi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-114018038977557041?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/114018038977557041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=114018038977557041&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114018038977557041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/114018038977557041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/imortalizada-daqueles-talentos-ainda.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113994287898343802</id><published>2006-02-14T10:44:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:42:52.045-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Azia II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A decisão da Liga de última hora (faltando menos de duas semanas para o desfile) de excluir os Gaviões do Grupo Especial, permitindo que a escola desfile, mas sem pontuar, só traz de volta a discussão: para que fazer parte dessa sujeirada toda?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113994287898343802?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113994287898343802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113994287898343802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113994287898343802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113994287898343802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/azia-ii-deciso-da-liga-de-ltima-hora.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113984401945259458</id><published>2006-02-13T07:19:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:43:19.778-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MSI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcida organizada'/><title type='text'>Azia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando o assunto é a presença de Kia na quadra dos Gaviões da Fiel não dá para adotar o silêncio de Chauí. A postura tem de ser parecida com a da Heloísa Helena: cobra-se coerência ou pendura-se o chapéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coerência, neste caso, é não aceitar Joorabchian rindo, tomando cerveja, “sambando” e sendo reverenciado por parte da bateria e parte da torcida. Parte da diretoria então, nem se fala. Nunca quis vê-lo envolvido com o Corinthians, muito menos com os Gaviões da Fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coerência então, neste caso, é continuar a trilhar os princípios dos Gaviões: torcida organizada com uma política clara de esquerda (e que venham as pedras de quem não concorda com isso porque nem abaixar eu vou), que luta por um outro sistema no futebol. Luta que acaba refletida nas organizações sociais. Simples na teoria e complexo na prática, mas há de se ter coerência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que muita gente que critica ou criticará os Gaviões da Fiel por tal atitude, eu posso fazê-lo porque trabalho bastante para que o caminho seja outro. Sei bem como é difícil cuidar de uma organização com esses princípios, com mais de 70 mil associados vindos das classes C,D,E da população (corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a deus). Só que o caminho mais fácil nunca deve ser adotado porque não é ele que traz a tal felicidade – de espírito. E, neste caso, o caminho mais fácil é tomar cerveja com o Kia, entre sorrisos e samba de um carnaval que... Bem, deixemos para uma próxima postagem a discussão sobre carnaval X torcida organizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pendurar o chapéu, então, significa aí não fazer parte dessa incoerência. Abrir mão dos sonhos, optar por um caminho ainda mais difícil e preservar os poucos e bons amigos, além da admiração quase inabalável por pessoas dos Gaviões da Fiel. Quase.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Pensando muito nisso e mal conseguindo dormir. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113984401945259458?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113984401945259458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113984401945259458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113984401945259458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113984401945259458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/azia-quando-o-assunto-presena-de-kia.html' title='Azia'/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113950763481457758</id><published>2006-02-09T09:47:00.000-08:00</published><updated>2006-02-09T09:53:54.826-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Muitos e muitos anos depois&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/1600/flickr.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/flickr.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1.11.1970: Wadih Helu manda seus capangas &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;surrarem os Gaviões&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(tinha escrito um enorme texto, mas como ainda sou prega no blogger, perdi tudo)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Gaviões da Fiel já tinham quase um ano de existência quando Wadih Helu percebeu o perigo: não era bom nem para ele, nem para sua estrutura falida de administrar o futebol, que existisse um grupo politizado e contestador. Assim, depois de uma partida entre Corinthians e Santos, Wadih Helu mandou surrar os Gaviões: meninos e meninas de 16 a 22 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse com a mão no peito é o Batata. Conheci no ano passado, quando garimpava fundadores vivos e as famílias dos que tinham morrido. Passamos horas e horas conversando, com coca-cola e bolacha de água e sal, e ouvi as mais deliciosas histórias de quem viveu intensamente sua juventude nas arquibancadas pelo País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o torcedor folclórico. Fazia piada com os adversários, brincava com a polícia, se irritava com juiz e bandeirinha, invadia o campo, tirava um sarro da imprensa esportiva, dava entrevista em rádios e televisões, e saía nas capas de jornais e revistas quase semanalmente. Mais famoso do que a Elisa, torcedora-símbolo. Até soda cáustica tomou depois de uma derrota do time para o São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos foi o torcedor fanático, até conhecer uma palmeirense e se tornar o fanático apaixonado. E descobrir que ela era noiva de outro também para se tornar o fanático suicida, e, sem sucesso, o fanático religioso. Longe das arquibancadas, Batata se tornou missionário. Abdicou do sexo e fez voto de castidade. Voto de pobreza também, embora sempre tenha vivido humildemente, com as dificuldades que a vida oferece quando ela lhe tira a mãe e o pai ainda pequenino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Batata é Vanderlei, luta para vencer o câncer de próstata e embora esteja longe de ser aquele menino irresponsável da soda cáustica e de tantas outras histórias, nunca deixou de ser Corinthians. Em suas andanças, pregando os ensinamentos de Jesus Cristo, ele costuma lembrar que o único Paulo que gosta é o da bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que eu não falava com o Batata. A última vez tinha sido no ano-novo quando ele ligou para me dizer que eu tinha sido o presente que a vida deu a ele em 2005. Chorei. E chorei de novo hoje, quando liguei para ele e soube que, depois de 15 anos longe dos estádios, ele havia ido no sábado, contra o Bragantino. Feliz da vida, me disse com essas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nossas conversas sobre Corinthians e Gaviões da Fiel me despertaram tanta saudade que vou precisar ir a todos os jogos para conseguir matá-la.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Batata opera dia 17 de fevereiro, mais uma vez. Força para ele. Muita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA: A foto foi encontrada toda amassada, dentro de um saquinho plástico, de supermercado, na casa do Batata. Ele recebeu uma bronca porque, mesmo estando viva em sua memória, essa história merece ser contada para todos aqueles que procuram os Gaviões. E aos que não procuram também.  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113950763481457758?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113950763481457758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113950763481457758&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113950763481457758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113950763481457758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/muitos-e-muitos-anos-depois-1.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113942855382004919</id><published>2006-02-08T11:51:00.000-08:00</published><updated>2006-02-08T11:55:53.833-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já já tem:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;são caetano X CORINTHIANS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Data-Hora: 08/02/2006 - 21h45&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Local: Anacleto Campanella, São Caetano (SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;são caetano: Sílvio Luiz; Gustavo, Thiago e Thiago Silva; Anderson Lima, Zé Luis, Claudecir, Anderson Ataíde e Alex; Igor e Dimba.Técnico: Nelsinho Baptista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CORINTHIANS: Marcelo; Eduardo, Betão, Marinho e Fininho; Bruno Octávio, Marcelo Mattos, Carlos Alberto e Elton; Nilmar e Rafael Moura.Técnico: Antônio Lopes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113942855382004919?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113942855382004919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113942855382004919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113942855382004919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113942855382004919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/j-j-tem-so-caetano-x-corinthians-data.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113939401854938658</id><published>2006-02-08T02:17:00.000-08:00</published><updated>2006-02-08T02:20:18.556-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Corinthians + universidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu no &lt;a href="http://www.estadao.com.br/esportes/futebol/noticias/2006/fev/07/286.htm"&gt;Estadão&lt;/a&gt; de hoje: o Corinthians fechou uma parceria com a faculdade UniSant'Anna. Vai virar campus universitário para os cursos de Educação Física e Administração de Empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte de quem estudará Educação Física. Azar de quem aprenderá a administrar empresas por ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113939401854938658?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113939401854938658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113939401854938658&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113939401854938658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113939401854938658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/corinthians-universidade-deu-no-estado.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113932972080834423</id><published>2006-02-07T08:24:00.001-08:00</published><updated>2006-02-07T08:28:40.816-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dos motivos para eu não gostar do jornalista Gilberto Dimenstein, da Folha de S. Paulo, é a contradição em seu discurso. Hoje, por exemplo, em sua coluna publicada na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult508u280.shtml"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Folha Online&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Se não surgir nenhuma nova e bombástica denúncia de corrupção, a tendência de Lula é crescer ainda mais nas pesquisas de opinião pública. Isso apenas mostra que a cúpula do PSDB, até pouco tempo tão segura sobre suas chances eleitorais, errou feio ao imaginar que o PT estava no chão, quase sem chance de levantar. Isso deve explicar o tom grosseiro das últimas declarações de Fernando Henrique Cardoso, parecendo não um ex-presidente, &lt;strong&gt;mas um chefe de torcida de time de futebol.&lt;/strong&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Preconceituoso o sujeito, não?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113932972080834423?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113932972080834423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113932972080834423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113932972080834423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113932972080834423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/um-dos-motivos-para-eu-no-gostar-do_07.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113919142350312049</id><published>2006-02-05T18:01:00.000-08:00</published><updated>2006-02-05T18:03:43.513-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;A arte de fazer barulho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Dualib critica jurídico do clube e pede defesa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;VITOR GUEDES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;DO AGORA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O presidente do Corinthians, Alberto Dualib, criticou o departamento jurídico do clube. Reeleito para o sétimo mandato, prometeu reformular todas as áreas, mas poupou o advogado Heraldo Panhoca, seu consultor."Eu, como presidente, todo dia sou achincalhado, as pessoas falam um monte de bobagem de mim e de meus familiares e os advogados do clube não fazem nada."Dualib ficou irritado com panfleto entregue pela Gaviões da Fiel no dia das eleições, que aponta denúncias contra ele, seus familiares e aliados. "Eles [advogados] não têm que me defender? Mas vou fazer um boletim de ocorrência por causa do panfleto. E vou notificar o Waldemar Pires [candidato derrotado] para ele dizer para quem ele deu a lista do conselho. Nós demos a lista de conselheiros para o Waldemar, e o grupo deles deve ter entregue para alguns bandidos que fizeram aquele panfleto", falou Dualib.Sobre as mudanças prometidas na administração, a briga maior será pela vaga de Andrés Sanchez, vice de futebol. Dualib não quis adiantar seu substituto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113919142350312049?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113919142350312049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113919142350312049&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113919142350312049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113919142350312049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/arte-de-fazer-barulho-dualib-critica.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113918116793497291</id><published>2006-02-05T14:57:00.000-08:00</published><updated>2006-02-05T15:12:47.956-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Do jornal A Bola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem todo mundo sabe, mas na segunda-feira é vendido nas bancas um jornal esportivo chamado A Bola. Não costuma ser muito difícil de achar porque ele é distribuído pela mesma empresa que distribui o Diário de S. Paulo. Custa R$ 0,75, é fácil de ler e é pequeno, com poucas folhas. Uma alternativa para quem não tem lá muita grana. A propaganda gratuita é porque o jornal decidiu dar um espaço para as quatro maiores torcidas organizadas de São Paulo (Gaviões da Fiel, Mancha Verde, Independente e Torcida Jovem) divulgarem suas ações e sua programação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A coluna é pequena: cerca de 1000 caracteres. Sou eu quem escreve a da Gaviões da Fiel toda segunda-feira. Nesta o assunto não poderia ser diferente e está publicada aí embaixo para quem lê o blog e não mora na Grande São Paulo ou para quem não achou o jornal. Ou para quem não quer esperar até amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pelo voto direto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 2005, o associado do Grêmio Gaviões da Fiel Torcida foi às urnas escolher quem o representaria pelos próximos dois anos à frente da organizada. Assim, Wellington e Wildner, ou Tonhão e Pulguinha, foram eleitos presidente e vice-presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o início de 2007, qualquer agremiação pode eleger seus representantes pelo Conselho Deliberativo. Esse foi o prazo final dado pelo novo Código Civil brasileiro aos clubes para que eles permitam que cada associado ativo possa escolher quem o representará com seu voto direto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ainda em 2005, presidente e vice-presidente dos Gaviões da Fiel poderiam ter sido eleitos pelo Conselho, mas não é nisso que acreditamos. Cada associado deve ter o direito e o dever de escolher aquilo que quer para sua agremiação. É condição básica para a democracia. Mais do que isso: condição básica para a cidadania. E, infelizmente, não é isso que ocorre no Corinthians.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113918116793497291?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113918116793497291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113918116793497291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113918116793497291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113918116793497291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/do-jornal-bola-nem-todo-mundo-sabe-mas.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113905264264391333</id><published>2006-02-04T03:29:00.000-08:00</published><updated>2006-02-04T03:30:42.650-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje tem:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CORINTHIANS X BRAGANTINO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data- Hora: 04/02/2006 – 18h10min&lt;br /&gt;Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho&lt;br /&gt;Assistentes: Evandro Luiz Silveira e Alexandre Judkiewicz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORINTHIANS: Marcelo; Coelho, Marinho, Wescley e Gustavo Ney; Marcelo Mattos, Xavier, Carlos Alberto e Ricardinho; Tevez e Nilmar.Técnico: Antônio Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bragantino: Felipe, Thiago Almeida, Eduardo, Thiago Vieira e Marcinho; Mário, Marcus Vinícius, Glauco e Adãozinho; Marcos Aurélio e Alex AfonsoTécnico: Marcelo Veiga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113905264264391333?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113905264264391333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113905264264391333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113905264264391333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113905264264391333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/hoje-tem-corinthians-x-bragantino-data.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113897362910292578</id><published>2006-02-03T05:16:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:43:57.422-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora Dualib'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Continuismoismoismoismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda tem mais história para contar, mas Alberto Dualib conseguiu se reeleger ontem por 241 votos contra 44 de Waldemar Pires para seguir à frente do Corinthians. Serão mais alguns anos de família Dualib no Timão, pelo menos. Alguns torcedores que participaram do protesto de ontem declararam para os jornais que nada tinham contra Dualib, só queriam democracia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu tenho muito contra o Dualib: cria de Wadih Helu, perpetuou na diretoria o mesmo sistema deteriorado e deteriorador de seu mestre. Além disso, enriqueceu às custas do Corinthians e ajudou a reduzir pelo menos em três vezes o número de associados do clube. Sempre me lembro do &lt;a href="http://wfih.blogspot.com/"&gt;Junior&lt;/a&gt;, porque toda vez que ele passa na frente da Mansão Dualib, ali no Alto de Pinheiros (um dos bairros nobres de São Paulo), ele exclama:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Olha ali o estádio do Corinthians!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É mais ou menos isso. Para encerrar com chave de ouro, Dualib trouxe ao Timão a MSI. Podia ter morrido há muito tempo, mas no auge de 80 e quantos anos?, passa muito bem, já que administrar o Corinthians da maneira que ele administra gera renda para, pelo menos, pagar a melhor junta médica do mundo. Para fechar o texto magoado e frustrado (embora tenhamos feito a nossa parte), uma declaração do próprio Dualib ao &lt;a href="http://www.estadao.com.br/esportes/futebol/noticias/2006/fev/03/3.htm"&gt;Estadão&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;“Estamos orgulhosos de ver o que aconteceu no salão nobre. Foi uma eleição livre e democrática. Iremos continuar o trabalho de engrandecimento do Corinthians. Nessa eleição não há vencedor nem vencido: o Corinthians é quem venceu. Hoje o Corinthians deu uma lição de civilidade, de democracia, que ficará nos anais do clube.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos "anais" de todos nós.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113897362910292578?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113897362910292578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113897362910292578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113897362910292578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113897362910292578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/continuismoismoismoismo-ainda-tem-mais.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113889986482314277</id><published>2006-02-02T08:59:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T09:04:24.833-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/1600/corinthians_020106gg_dv.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3385/506/320/corinthians_020106gg_dv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Hoje tem mais protesto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;A partir das 20h, na porta do Parque São Jorge, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;todas as organizadas do Corinthians &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;mobilizadas para o voto direto do associado corinthiano&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;na escolha da presidência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Os Gaviões se reunirão às 19h, na quadra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113889986482314277?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113889986482314277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113889986482314277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113889986482314277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113889986482314277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/hoje-tem-mais-protesto.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113889063340255741</id><published>2006-02-02T06:26:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T10:44:27.760-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Uma análise de quem não ganha pra isso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;strong&gt;Corinthians 5 X 0 São Bento&lt;br /&gt;01/02/06&lt;br /&gt;Pacaembu, 20h30&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;- Ah, Gabi...É Corinthians e São Bento! Campeonato Paulista (e está certo quem comenta que o Paulista já teve graça em uma outra época onde a diferença entre a qualidade técnica dos times não era tão discrepante)... Não vai lotar! A gente compra o ingresso na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem imaginaria que, em plena quarta-feira para assistir a Corinthians e São Bento às 20h30, teria uma fila da bilheteria até a banca de jornal? Nós não imaginamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fui eu com minha amiga Gabi, recém divorciada e sedenta por descontar toda a sua fúria contra a raça masculina no juiz, e meu filhote Lucas, que não assistia o Corinthians de pertinho desde o ano passado, atrás dos ingressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabou a arquibancada – avisou um colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo longe da arquibancada não tem a metade da graça. Nem conhecer metade das pessoas que estavam no Pacaembu foi suficiente para conseguir os ingressos. Quando comecei a explicar para o Luquinhas que não seria possível ver o Corinthians naquela noite, o choro de decepção não foi contido. Dele, não meu. Eu já me acostumei com a mais completa falta de organização (do torcedor também) que faz a gente ficar para fora do estádio inúmeras vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aparecer o santo Franz e seu primo de nome impronunciável, com toda a sua lábia para me convencer a ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos de Tobogã, Lelê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última ida minha ao tobogã foi bastante traumática. Não me lembro do jogo, mas impossível esquecer meu pai tirando sua camisa para girar durante os gritos de torcida. Sua barriga era tão grande que meu tio e meu primo, na numerada, nos acharam de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha ali o titio e a Lelê – exclamou meu primo, sempre observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época eu era pré-adolescente e passava por aquela fase de “vergonha dos parentes mais próximos”. Respirei fundo, superei o trauma e concordei com o tobogã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho quatro arquibancadas sobrando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem consegui olhar direito pro sujeito que disse as palavras mágicas. Compramos e entramos na arquibancada. Na porta, encontramos meu amigo Pornô (não me perguntem por que o apelido) que carregava dois amigos espanhóis e um português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então estávamos todos juntos na arquibancada: a Gaviões da Fiel, eu, a Gabi, o Lucas, o Pornô, o Franz, o primo, o Vasco (era o nome do português), o espanhol I e o espanhol II. Depois chegaram o Sid e um amigo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no começo da partida, o protesto de quem quer ver eleições diretas no Corinthians. Se assim fosse, talvez Waldemar Pires vencesse hoje o jurássico Dualib, sua família e sua parceria. Mas mais do que o resultado, importa também a democracia, como bem disse o Tonhão, presidente da Gaviões da Fiel, em &lt;a href="http://www.gazetaesportiva.net/ge_noticias/bin/noticia.php?chid=111&amp;amp;nwid=16988"&gt;entrevista à Gazeta Esportiva&lt;/a&gt; (e desconsideremos uma outra declaração dele, na mesma entrevista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no futebol, um passeio... Seria muito fácil mesmo se o juiz fosse um cara durão e apitasse por vontade própria, mas ao contrário disso, o bundão esperava a torcida chiar, gritar, vaiar, ou elogiar para apitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas só um louco pra peitar esse bando de maloqueiros, Lelê – bem disse a Gabi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maloqueiros somos nós, com o peito cheio de orgulho e a voz fraca de gritar gol tantas vezes. Três de Carlitos, um de Ricardinho e um de Marcelo Mattos. A voz só calou quando grande parte da arquibancada começou a exaltar o nome de Ricardinho e, mesmo sabendo que ele é uma das soluções que o Corinthians precisava, eu costumo ficar quieta nessas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a gritar o nome do meu time e a vangloriar quem realmente merece. Definitivamente, não dá para esquecer algumas coisas, como quando a gente mandou fazer dinheiro com a cara do Ricardinho e todos os apelidos para nos referirmos a ele: Ricardinheirinho, Mercenarinho, Bichardinho...Futebol não é só profissionalismo. Se fosse... Eu já sou jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, todo mundo saiu feliz do Pacaembu. A chuva armada não caiu, a gringaiada gostou do que viu, o Lucas se lambuzou com o sorvete de chocolate e com os gols e eu protestei, cantei, gritei, abracei meus amigos. Até a Gabi, que nem tinha lá muitos motivos para xingar o juiz, extravasou toda a raiva e apelidou o coitado com o nome do seu ex-marido. Noite feliz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113889063340255741?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113889063340255741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113889063340255741&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113889063340255741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113889063340255741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/uma-anlise-de-quem-no-ganha-pra-isso.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113888644348110304</id><published>2006-02-02T05:16:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T05:20:43.490-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série "Declarações no futebol que a gente não entende nada"&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desta vez, foi o quase poeta Antônio Lopes no L! de hoje, 2 de fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Perfeito não, porque não existe perfeição no futebol. Não estamos no ápice da forma, o troço é muito sério, você não sabe o que dá para arrancar ainda."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113888644348110304?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113888644348110304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113888644348110304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113888644348110304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113888644348110304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/da-srie-declaraes-no-futebol-que-gente.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113880194716217423</id><published>2006-02-01T05:47:00.000-08:00</published><updated>2006-02-01T05:52:27.163-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Nota oficial dos Gaviões da Fiel de ontem, 31 de janeiro de 2006, a respeito das eleições no Corinthians e da não-aprovação do balanço do Corinthians.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;GRÊMIO GAVIÕES DA FIEL TORCIDA&lt;br /&gt;FORÇA INDEPENDENTE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Senhor Dualib,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta carta não serve para lembrá-lo da devoção que temos pelo clube, nem de todos os jogos e viagens que fizemos para ver o Corinthians desde a nossa criação, em 1969. Também não serve para lembrá-lo que em todos os jogos estamos presentes, pagamos nossos ingressos e compramos as caras camisetas do nosso time. Nem vamos tocar no assunto de um estádio prometido há pelo menos dez anos de administração, muito menos cobrar qualquer título sul-americano. E, mesmo que reste a dúvida, não vamos perguntar porque o presidente da CBF merece de presente um relógio de mais de R$ 7 mil, conforme publicado hoje, 31 de janeiro, na Folha Online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta carta é para perguntá-lo para que realmente serve pagar nossa mensalidade do clube e ser um associado do Corinthians? E já que estamos na rodada de perguntas, qual é o grande medo de participar de uma eleição direta, com o voto do sócio-torcedor corinthiano, se o senhor sempre se vangloria de tantas conquistas em tantos anos à frente do Corinthians?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foi preciso antecipar as eleições para não ter o voto direto do associado**&lt;/strong&gt;, previsto pelo novo Código Civil brasileiro. Por acreditarmos na democracia e em sua maioria, por querermos eleições diretas, por sermos contra o continuísmo e o amadorismo na política interna do Corinthians e por lutarmos por outra estrutura para o nosso futebol, os Gaviões são contrários a essa falsa eleição. Exigimos poder eleger quem representará o nosso Corinthians por mais tantos anos. E o resultado, ao contrário de todo o resto, é bastante transparente a todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sentimos vergonha ao ler nos jornais as notícias sobre a não-aprovação do balanço de 2005 pelo Conselho Fiscal, com ameaça de morte ao presidente do Conselho e suas filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é isso que queremos para o Corinthians e para o futebol e não podemos ficar calados. Amanhã, estaremos todos no jogo novamente e faremos um protesto na porta do Pacaembu. E na quinta-feira, mostraremos nosso descontentamento na porta do Parque São Jorge. Porque nós sabemos bem para o que servimos, Dualib, mas quem sabe a gente consiga entender para o que o senhor acha que a gente serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pelo Corinthians, com muito amor, até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretoria Gaviões da Fiel Torcida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;** Santini me disse que essa informação está errada e que as eleições não foram antecipadas, como a Gaviões achava. &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113880194716217423?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113880194716217423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113880194716217423&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113880194716217423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113880194716217423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/nota-oficial-dos-gavies-da-fiel-de.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21755943.post-113879834121107679</id><published>2006-02-01T04:42:00.000-08:00</published><updated>2006-02-01T04:52:21.220-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Lá vem ela com um novo blog que não vai para frente...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que existe o &lt;a href="http://www.mesaquadrada.com.br"&gt;Mesa Quadrada&lt;/a&gt; onde eu já escrevo sobre o futebol em geral, embora a intenção seja falar sobre Copa do Mundo. Também sei que o &lt;a href="http://www.tabulas.com/~subversiva"&gt;Subversiva&lt;/a&gt; poderia servir de espaço para escrever a respeito do Corinthians e da minha visão sobre outros assuntos da crônica esportiva, mas lá freqüentam muitos leitores que não gostam de futebol, não são corinthianos e não querem saber sobre Gaviões da Fiel e todo o resto. Por isso, este novo blog. Espero ter tempo de atualizá-lo (ou atualizar os outros, já que estou completamente envolvida com o mundo de la pelota, muito mais no lado pessoal do que profissional). Visões de uma torcedorA apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aí sabe fazer um layout decente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21755943-113879834121107679?l=fuifondo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fuifondo.blogspot.com/feeds/113879834121107679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21755943&amp;postID=113879834121107679&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113879834121107679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21755943/posts/default/113879834121107679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fuifondo.blogspot.com/2006/02/l-vem-ela-com-um-novo-blog-que-no-vai.html' title=''/><author><name>Leonor Macedo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
